Conversas em profundidade.


“A Guerra Colonial era um sorvedor de dinheiro e de jovens, os militares de profissão estavam sistematicamente em comissões de serviço. Quase todos os militares que fizeram o 25 de Abril tinham três, quatro, cinco comissões de serviço nas colónias.”

Irene Flunser Pimentel dedicou a sua vida à investigação da História contemporânea
portuguesa, e em particular dos períodos de vida em ditadura.
Créditos: Luísa Ferreira/Ciência Viva

“Ainda esta noite recebi um telefonema às 00h15. As pessoas estão muito habituadas a que possamos responder. Tem de haver limites, como é óbvio, mas eu acho que isto também é uma mais-valia. As pessoas sabem que têm um Presidente de Câmara e um Executivo que as ouve a todo o momento e que terão sempre uma resposta, seja qual for o problema.”

Bruno Gomes aposta numa gestão municipal de proximidade.
Foto: mediotejo.net

Renato Antunes: “Não quero parar de me desafiar”

Renato Antunes: “Não quero parar de me desafiar”

Com 31 anos feitos em abril, Renato Sousa Antunes, natural de Abrantes e com raízes em Rossio ao Sul do Tejo, é responsável pela liderança de duas equipas na Casa Mendes Gonçalves, na Golegã, que tem a marca Paladin: mercados internacionais e estratégia, que passou agora a acumular com a direção de marketing e comunicação. Além disso, mantém funções como presidente da União Desportiva Rossiense, que este ano celebra 75 anos de história, e onde começou a jogar aos 5 anos com um cartão emprestado de um amigo mais velho…Viajou por 30 países até aos 30 anos, tem aptidão para a escrita e gosta de desafios. O regresso ‘a casa’ deu-se mais cedo que o previsto mas, garante, foi um “bónus” no caminho que tem traçado para a sua vida.
Entrevista | “Semana da Ascensão mostra o que de melhor a Chamusca tem” (c/ vídeo)

Entrevista | “Semana da Ascensão mostra o que de melhor a Chamusca tem” (c/ vídeo)

Tempo de reencontros, convívio e festa: assim define a Semana da Ascensão o presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado. O autarca socialista, eleito pelo terceiro mandato consecutivo, tem grandes expectativas para os dias em que “o Coração do Ribatejo” volta a mostrar-se na sua plenitude, numa festa popular única na região. No momento em que se honram as tradições do passado, quisemos também ouvir a sua análise dos pontos fortes e pontos fracos do concelho, de olhos postos no futuro.
Das mãos de João Bruno Videira nasce arte tecida a fios de lã

Das mãos de João Bruno Videira nasce arte tecida a fios de lã

Apresenta-se como 3-em-1: artesão, designer autodidata e artista têxtil. Tem 48 anos e é natural de Tomar, cidade dos seus olhos e para onde voltou trazendo consigo a bagagem, o atelier e a arte. João Bruno Videira encontrou num gosto antigo um novo rumo para a sua vida, depois de ter sido jornalista na RTP. Há 16 anos a sua vocação corporizou-se numa arte manual, passando os dias entre novelos de lã de cores bem vivas, a matéria-prima para as suas obras, produzidas fio a fio.
Depois de “arrumar a casa”, nova gestão camarária na Sertã quer entrar em “velocidade de cruzeiro”

Depois de “arrumar a casa”, nova gestão camarária na Sertã quer entrar em “velocidade de cruzeiro”

Passados seis meses desde que tomou posse a 14 de outubro de 2021, o novo executivo camarário da Sertã, agora de maioria PS, trabalha afincadamente para mostrar trabalho e tentar corresponder às elevadas expectativas da população. O novo rosto da governação camarária assume que pretende dar projeção e afirmar a Sertã em vários domínios.
Carlos Matos Gomes: “Não é preciso outro 25 de Abril porque não é preciso nenhum salvador”

Carlos Matos Gomes: “Não é preciso outro 25 de Abril porque não é preciso nenhum salvador”

É um dos mais conceituados militares e historiadores da guerra colonial, um Capitão de Abril que nasceu em Vila Nova da Barquinha e estudou no Colégio Nun’Alvares, em Tomar, onde conheceu Salgueiro Maia, de quem ficou grande amigo. A pretexto de mais um aniversário da Revolução dos Cravos, o mediotejo.net conversou com o Coronel que diz gostar muito da sua terra natal. Aprendeu com a mãe, natural dos Estados Unidos mas de origem açoriana, que “somos dos sítios onde nascemos”.
Maria dos Anjos Esperança: Vacinas no melhor e no pior de dois anos de pandemia

Maria dos Anjos Esperança: Vacinas no melhor e no pior de dois anos de pandemia

Maria dos Anjos Esperança, coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, que geriu a pandemia covid-19 em 11 concelhos durante os últimos dois anos, elege a vacina contra o SARS-CoV-2 como o melhor e o pior deste período de pandemia. Por um lado, pela proteção que a mesma veio conferir à população, por outro, pela recusa de alguns cidadãos em serem vacinados.
Jorge Lacão: “A política não acaba porque continuarei a ser um cidadão atento e comprometido”

Jorge Lacão: “A política não acaba porque continuarei a ser um cidadão atento e comprometido”

Jorge Lacão, 67 anos, natural de Alagoa, uma freguesia do concelho de Portalegre, licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi ativista do movimento associativo estudantil, aderindo ao PS após o 25 de Abril, em Abrantes. Ao fim de 38 anos de vida parlamentar, despediu-se em novembro de 2021 da Assembleia da República. Foi deputado pela primeira vez na III legislatura, vice-presidente do Parlamento, presidiu à Comissão de Assuntos Constitucionais, à Comissão de Ética, à Comissão de Revisão Constitucional, foi presidente da bancada do PS e Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e Ministro dos Assuntos Parlamentares. Na última legislatura, presidiu à Comissão da Transparência e Estatuto dos Deputados. Reside em Alfragide, na Amadora, junto a Lisboa, mas a sua cidade do coração é Abrantes, e foi na Biblioteca Municipal António Botto que conversou com o nosso jornal.
Tiago de Matos Gomes: “Os partidos tradicionais perderam a comunhão com o seu povo”

Tiago de Matos Gomes: “Os partidos tradicionais perderam a comunhão com o seu povo”

Com fortes ligações à região do Médio Tejo, Tiago de Matos Gomes é presidente do partido Volt, responsável pelo único recurso aceite pelo Tribunal Constitucional que deu lugar à repetição das eleições legislativas no círculo da Europa, a realizarem-se este sábado e domingo, 12 e 13 de março. Conversámos com o político e ex-jornalista, que guarda como memória mais bonita de infância os piqueniques com os avós na Mata dos Sete Montes, em Tomar.
Flávia Cabaço, do Carreiro da Areia à ONU a fazer caminho pela defesa ambiental

Flávia Cabaço, do Carreiro da Areia à ONU a fazer caminho pela defesa ambiental

Flávia Cabaço, 24 anos, é uma torrejana do Carreiro da Areia, mestre em Direito Internacional e Europeu e a especializar-se em Direito e Governança Internacional do Ambiente no Institut des Hautes Études Internationales et du Développement, em Genebra, na Suíça. Recentemente orientou uma formação online sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2030. Em abril vai iniciar uma experiência na ONU, no gabinete de Patrícia Galvão Teles, atualmente membro da Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas. Interessada em ativismo ambiental, Flávia frisa ser um produto do estímulo à participação cívica que existe no ensino do concelho de Torres Novas. 
Carlos Moisés, o vocalista dos Quinta do Bill há 35 anos que faz agora um ‘desvio’ a solo

Carlos Moisés, o vocalista dos Quinta do Bill há 35 anos que faz agora um ‘desvio’ a solo

Além de “Filho da Nação” é também “Filho de Tomar”, cidade templária a que chama berço. Depois de 35 anos a fazer a festa e a percorrer palcos com os Quinta do Bill, ainda nem tudo está feito, até porque “a nossa vida deve ser o mais preenchida possível”. “Moisés – Primeiro Solo”, é o seu mais recente “Menino” e o seu primeiro álbum a solo, lançado em setembro 2021 e prestes a ser apresentado na cidade que o viu nascer como artista (será a 18 de fevereiro, em Tomar). Pretexto para uma entrevista com Carlos Moisés, vocalista e fundador dos Quinta do Bill, no Parque do Mouchão, tendo o rio Nabão como companhia e o Convento de Cristo como altaneiro vigilante.
Sebastião Santana/Frente Comum: “Como empregador, o Estado dá um péssimo exemplo”

Sebastião Santana/Frente Comum: “Como empregador, o Estado dá um péssimo exemplo”

Diz que foi a Lisboa apenas para nascer porque é de Abrantes, mas a vida profissional fixou-o na capital, onde trabalha como coordenador da Federação Nacional de Sindicatos dos Trabalhadores da Administração Pública e da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, da CGTP – Intersindical Nacional. Sebastião Santana, 38 anos, revê-se na expressão “tudo é política”. Militante do PCP, diz que não confunde a militância partidária com a sindical, tendo substituído Ana Avoila na coordenação da Frente Comum em 2020. É cardiopneumologista, técnico de diagnóstico e terapêutica, no Hospital de São José e atualmente vive em Almada, embora o seu núcleo familiar mais próximo, nomeadamente os pais, permaneça em Abrantes, cidade que visita com regularidade e onde gosta de pescar. Ao mediotejo.net falou dos problemas e das reivindicações dos trabalhadores da Administração Pública, da importância de votar no dia 30 de janeiro e da necessidade de aumentar o salário mínimo para o desenvolvimento do País.
Paula Pinto Costa: Os templários na defesa da linha do Tejo foram “fator decisivo na construção de Portugal”

Paula Pinto Costa: Os templários na defesa da linha do Tejo foram “fator decisivo na construção de Portugal”

Professora do departamento de História e de Estudos Políticos e Internacionais da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Paula Pinto Costa tem dedicado o seu trabalho de investigação à história medieval, sendo especialista em ordens religioso-militares, área científica em que se doutorou, sendo autora de quase uma centena de estudos, entre livros e artigos publicados em Portugal e no estrangeiro.
Diana Leiria: “Centros de Saúde do Médio Tejo realizaram menos 18 mil consultas este ano”

Diana Leiria: “Centros de Saúde do Médio Tejo realizaram menos 18 mil consultas este ano”

Diana Faria dos Santos Leiria foi nomeada, em fevereiro de 2020, diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo para os próximos três anos. Licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada, é especializada em Administração Hospitalar e desempenhou, desde 2012, as funções de Coordenadora da Unidade Hospitalar de Gestão de Inscritos para Cirurgia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e de diretora do Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria, de 2014 a 2018. O ACES Médio Tejo abrange os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, num total de cerca de 225 mil utentes. Em Riachos, Diana Leiria recebeu o mediotejo.net para traçar um retrato da situação atual da Saúde Pública na região, num cenário de pandemia de covid-19 e com o inverno à porta.