António Pedroso Leal foi eleito presidente da Nersant em 2023. Créditos: mediotejo.net

“Uma delas é a internacionalização, pretendemos continuar o papel da internacionalização em vários países, sobretudo da Europa, onde a estabilidade política e económica se mantém, e, por outro lado, manter apoio àquilo que é o nível interno das nossas empresas, promover o nosso tecido empresarial, realizar formações e promover o empreendedorismo, que é o nosso ‘core business’”, indicou à Lusa Pedroso Leal, de 63 anos.

Segundo o dirigente, “é muito nessa área, da promoção das empresas, dos produtos da região” que vão investir, passando a “grande estratégia” pela aproximação e parcerias com institutos politécnicos para a formação profissional.

Outra das apostas da associação empresarial passa pela “sustentabilidade ambiental” e pela “preservação da natureza”, tendo Pedroso Leal defendido uma “energia verde e sem poluição”.

“E essa preocupação, quando falamos em Ribatejo Verde, é uma preocupação que deve estar presente nos empresários da nossa região, porque a economia não é o lucro desenfreado, é o lucro a pensar naquilo que vem a seguir”, defendeu.

António Pedroso Leal, presidente da direção da Nersant. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | ANTÓNIO PEDROSO LEAL, PRESIDENTE DA NERSANT:

Ao nível político, disse ter tido “algumas abordagens com os deputados da região, dos vários partidos”, no sentido de lhes “dar elementos necessários para que tomem posição relativamente à região e que a defendam”, como uma nova travessia sobre o Tejo, na zona entre Chamusca e Abrantes, entre outras.

“O que a Nersant tem como preocupação é exatamente as grandes acessibilidades. Eu olho para a Chamusca e vejo uma ponte que necessita claramente se ser substituída (…). Por outro lado, o interior tem custos associados com a utilização das portagens. Há que olhar para esses custos associados às empresas”, sinalizou.

O dirigente defendeu ainda a criação da uma nova NUT II (Nomenclatura de Unidade Territorial) que agregue numa só região, para efeitos de candidaturas de projetos, as sub-regiões do Médio Tejo, da Lezíria e do Oeste, ao contrário do atual modelo de financiamento, em que umas empresas do mesmo distrito concorrem aos apoios do Alentejo e outras aos do Centro.

Com sede em Torres Novas, a Nersant conta hoje com 3.100 associados, entre micro, PME´s e grandes empresas, que representam “mais de 90% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da região de Santarém” e “tem um peso no Produto Interno Bruto (PIB) nacional de 4,05%”, indicou o gestor.

“Em 10 anos, foram criadas 750 empresas novas (…) Dessas empresas, 92% mantiveram-se em atividade ao fim de dois anos. É uma das melhores taxas a nível nacional. Sessenta e um milhões de euros foi o volume de negócios que essas 750 empresas geraram. Foram 1.287 postos de trabalho”, destacou Pedroso Leal.

“Para a próxima estatística, no lugar de termos 750 empresas, temos 1.500. Portanto, a aposta é sempre criar e multiplicar”, afirmou.

Para este ano estão programadas “duas ou três grandes atividades”, como uma gala de distinção de empresários, uma feira do imobiliário e um ‘boot camps’ para promover as empresas do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo.

“Queremos ser os agentes aglutinadores desta relação entre empresas, comunicação social, institutos politécnicos e o poder político local, regional e nacional. É nesta simbiose que vamos desenvolver as nossas atividades para os próximos três anos”, concluiu.

No âmbito da rede Startup Ribatejo, a Nersant dispõe atualmente de incubadoras de empresas em Abrantes, Torres Novas, Alcanena, Ourém e Santarém.

Com 24 funcionários, a Nersant, além da sede, em Torres Novas, dispõe de núcleos em Abrantes, Ourém, Santarém, Cartaxo e Benavente, numa “política de proximidade às empresas”.

c/LUSA

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Agência de Notícias de Portugal

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