O mediotejo.net foi conhecer um pouco mais sobre o trajeto da nova vice-presidente da Câmara de Mação, convidando-a para uma entrevista de balanço da vida autárquica e da sua relação com Mação, passando por outros temas como a família, a interação com a comunidade, a política de proximidade e a missão de defesa da população e dos territórios do Interior – onde o seu concelho se encaixa.
Técnica superior de Comunicação na Câmara de Mação e formada em Comunicação Social, Margarida Lopes tem 43 anos. Foi nascer à freguesia de São João, em Abrantes, mas é maçanica de corpo e alma, com uma costela no vizinho concelho de Proença-a-Nova. A mãe é do concelho de Mação, enquanto o pai, falecido na década de 90, era de Proença. Está dado o tiro de partida para começarmos a nossa conversa.

MT: Viveu sempre em Mação? Estudos feitos na vila?
ML: Vivi sempre aqui. E estudei até ao 12º ano. E depois, quando entrei para a Universidade, fui para Coimbra, formei-me em Comunicação Social.
Voltando atrás… a infância e a adolescência foram passadas entre Mação e Proença-a-Nova, dadas as ligações familiares?
Foram passadas no concelho de Mação. Ia praticamente todos os fins-de-semana, se não todos, para a freguesia de Carvoeiro, para a Eira, a aldeia da minha avó materna. E passei lá muitos fins-de-semana. Parte da minha infância foi lá, tinha uma ligação muito próxima com a minha avó materna. Ia de vez em quando também a Proença-a-Nova. Mas o núcleo mais chegado estava em Mação.
Partilha muitas memórias e histórias nas suas redes sociais, reflete uma forte ligação à família, parece-me…
Sim, sim. Sem dúvida. Especialmente com a minha avó Emília.
Tem especial gosto em regressar às origens e tradições familiares?
Sim, só que é um ciclo que se fecha. No dia em que a minha avó foi para o lar, no dia em que isso aconteceu, fui com o meu tio até à aldeia em Carvoeiro e tenho perfeita noção que, ao fechar a porta de casa de minha avó, eu disse ‘isto é o princípio do fim’ e, de facto, é verdade. Há uma quebra, porque a minha avó já não está lá, e nós já lá não vamos tanto à aldeia, e cada um segue as suas vidas, cada um tem os seus afazeres. Mas houve sempre essa ligação à família e o culto da família, estarmos à mesa, nas festas…
Tudo isto em Mação… o que me leva a perguntar o que tem Mação que não se encontra noutro sítio do mundo?
É o sentir em casa. É o porto de abrigo. Acho que acaba por ser o que todo o maçaense sente. Por muito que nós saiamos, viajemos, que estejamos fora… Eu vivo em Mação, mas também preciso sair daqui de vez em quando; procurar outro ambiente, visitar outras cidades, outros locais. Mas o regresso é sempre ótimo.
O regresso ao “Verde Horizonte”…
Claro. E temos aqui coisas ótimas, maravilhosas que não temos em nenhum outro local. Desde o nosso património, natureza, a gastronomia e produtos endógenos… tantas coisas que nos diferenciam e que fazem parte da identidade própria e singular de Mação.
Ao terminar o percurso académico, para onde o percurso profissional a levou?
Quando terminei o curso superior tive oportunidade de estagiar na SIC Notícias, em Carnaxide. Estive lá durante seis meses. Confesso que inicialmente, nos cursos de comunicação fala-se muito na rádio, na televisão, na imprensa escrita, e há uma série de outras profissões por trás que também devem ser exploradas. E eu dentro da área da comunicação também estive na dúvida se optava pela Comunicação Social ou se seguia para Comunicação Organizacional, que engloba as relações públicas. Mas gostei muito do curso de Comunicação Social e acabei por ficar. Depois de acabar o curso, e após o estágio, experimentei o lado da tv. Talvez não fosse a minha preferida, mas gostei de lá estar. Quando regressei a Mação, e enquanto concluía o relatório de estágio, fiquei por cá mais tempo e comecei a pensar que aqui poderia ficar, tendo surgido uma oportunidade na Câmara Municipal, dentro da minha área. Coisa que muitos colegas meus, mesmo naquela altura, não conseguiram nas suas próprias terras.

Em que ano começou a trabalhar na Câmara?
Entrei em 2003, num estágio. Estive um tempo a recibos verdes e depois acabei por permanecer com contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado a partir de 2010. Como estava no departamento de Comunicação, fui tendo noção de como tudo se processava. Acabou ser dentro da Câmara Municipal que comecei a gostar mais e a prestar mais atenção à vida autárquica e à política local. E, depois, na Câmara tinha uma equipa da qual gostava imenso e com a qual me identifiquei sempre na forma de trabalhar.
E a ligação à política local surgiu quando?
Em 2009, quando recebi convite para integrar as listas candidatas do PSD, nessa altura era Saldanha Rocha o presidente da Câmara. Mas separei sempre as coisas. Enquanto funcionária da Câmara, no meu serviço, é isto que faço: promover aquilo que temos, aquilo que a Câmara faz, dar eco disso. E tentar divulgar da melhor forma. A minha escolha pessoal em termos político-partidários é outra vertente da minha vida.
Até porque poderia acontecer, legitimamente, o integrar a lista de outro partido que não o que tem estado no poder…
Não tenho essa experiência e não é o caso. Até porque conheço o trabalho desta equipa, e a minha decisão de integrar a lista partiu de perceber aquilo que estava a ser feito e de me identificar. Para além de já estar habituada a trabalhar com as pessoas que compõem o partido, a ideologia, a forma de trabalhar. Identifiquei-me.

Alguma vez a pessoa que aceitou o convite pela primeira vez, em 2009, para integrar a lista candidata à Câmara imaginou que um dia chegasse ao executivo municipal?
Sinceramente não pensava, não me passava pela cabeça. Não estava nos meus planos entrar na vida política. Com este desenrolar de situações, com o evoluir da minha experiência, vamos crescendo e tendo noção de outras coisas, da própria realidade. A partir de determinado momento achei que poderia fazer parte. Tanto que continuei também sempre a apoiar e a integrar as listas do PSD nesse sentido.
E que balanço se faz desta vida autárquica, desde que foi eleita vereadora nas eleições de 2017, passando pela reeleição em 2021 e, portanto, já a caminho de dois mandatos no executivo camarário… Que diferença existiu ao assumir um novo papel na vereação?
Eu continuo a dizer que sou funcionária desta casa. A diferença… eu costumava dizer, quando fiz essa transição, que tinha uma vantagem que era conhecer os cantos à casa, os procedimentos, e como as coisas funcionavam. Por outro lado, tive dificuldades acrescidas e desafios diferentes, nomeadamente com a questão das responsabilidades – o facto de estar na Comunicação e a fazer o meu trabalho não significa que não tivesse que ser responsável, mas é diferente. Agora há outra responsabilidade e a decisão. Uma coisa é estar no meu serviço e ter de o executar, já com uma decisão tomada. Outra coisa é estar do outro lado, e estar no processo de decisão e dizer que aquela tarefa vai ter de ser executada. Que é completamente diferente.


Como foi o impacto junto dos colegas no trabalho? Ambientaram-se depressa ao facto de se ter tornado vereadora?
Foi engraçado, alguns colegas brincavam, começaram logo a tratar por vereadora e como entendiam. Mas tive colegas que no início vinham ter comigo, tocavam no ombro e sussurravam: “E agora? Como te devemos tratar…?”. E eu passei a responder que queria que me tratassem bem (risos).
Mas estando no mesmo ambiente e noutra função, acaba por ser obrigada a fazer uma transição?
Temos de nos desligar um bocadinho daquilo que estávamos habituados a fazer. Eu tomo a decisão, mas estou também habituada a executar. Por isso, sou capaz de tomar a decisão e ir fazer. Mas é uma caminhada que tem de se fazer, e nem sempre é fácil. E depois não estou só ligada a uma área, estou ligada a outros pelouros, e também tenho de tomar decisões e dar atenção a outras áreas, e temos de ir delegando as coisas que têm de se fazer.
Que pelouros tem na sua alçada?
Cultura; Informação e Comunicação; Feiras e Promoção Municipal; Toponímia; Saúde; Arquivo Municipal; Juventude; Tempos livres; Ação Social; Turismo; Salubridade Urbana e Higiene; Serviço de Informação Geográfica. Algumas áreas estão interligadas, outras já são coisas novas para mim, mas enquanto funcionária da Câmara fui acompanhando a sua implementação, mas que agora de outro ponto de vista, da responsabilidade, é diferente porque também tenho de estar dentro desses assuntos.
Como se vive o ambiente político em Mação? Que papel assume o político na comunidade?
É sempre um papel importante. É o decisor, é a pessoa que representa o concelho, e queremos sempre estar bem representados perante o país e a população. Acho que acima de tudo o papel do político tem de ser um papel de proximidade. Temos em Mação um território extenso em termos de área, é disperso, mas onde nós conseguimos chegar às pessoas. E acho que se deve ir muito pela política de proximidade.
Vamos a algum lado, e as pessoas abordam-nos para falar de determinado assunto. Noutros municípios maiores isso certamente poderá não acontecer. Aqui as pessoas têm facilidade em falar connosco, e é mesmo isso que se pretende. Estamos cá para falar com as pessoas, para dar justificações, para dizer o que é possível e o que não é possível fazer. Mas acima de tudo tem de ser um papel de proximidade e de sensatez.






E é fácil ser político num concelho do Interior e fazer-se ouvir ao nível da Administração Central?
Nós tentamos que isso aconteça, obviamente. Costumamos dizer muitas vezes que, por muitas políticas municipais que tenhamos, isso muitas vezes não chega. Obviamente que não chega. Se não houver um papel central decisivo, isso para nós não chega. Precisamos de ajuda. Temos o exemplo do processo de transferência de competências, em que deu para perceber também a forma como as coisas se podem processar e como queremos ser ouvidos e achamos que devemos ser ouvidos nas mais variadas matérias. Mas uma coisa é certa: os Governos têm de olhar definitivamente de forma diferente para o Interior. Não se pode tratar por igual aquilo que é diferente.
E como se faz a gestão do dia-a-dia em funções políticas? Como se gere a agenda durante a semana?
É uma questão interessante… quando eu assumi estas funções de vereadora, disseram-me ‘agora não vais ter tempo para nada’. Tendo em conta que eu já trabalhava no gabinete de Comunicação, eu já acompanhava muito da atividade da autarquia aos fins-de-semana, à noite, aos feriados, claro que repartido com os colegas, mas já a fazer este percurso. Agora nestas funções, obviamente que para além das atividades da autarquia, promovidas por nós ou apoiadas, temos ainda todo um papel junto da população e junto das associações em que normalmente o executivo municipal está envolvido. Por isso nas festividades das freguesias e localidades, somos convidados a estar presentes, e isso acontece num feriado ou no fim-de-semana. Eu costumo dizer que algumas semanas são coladas!
Mas se estamos aqui, devemos estar conscientes de que isso vai e é para a acontecer. Depois temos é de fazer a nossa gestão familiar e organizar-nos. Cada um à sua maneira, dentro dos seus núcleos familiares, ainda para mais quanto temos filhos pequenos, que é o meu caso. O suporte familiar é muito importante para que possa desempenhar de forma mais tranquila as funções, e felizmente eu tenho.
Que idade tem o seu filho?
O Duarte tem seis anos, vai fazer sete.

E ele compreende as andanças da mãe ou já questiona sobre isso?
O Duarte nasceu precisamente no ano em que eu me tornei vereadora. Ou seja, no mesmo ano tive aqui dois grandes desafios, o da maternidade e de assumir as funções de vereação. Eu própria tive de fazer uma grande gestão disso, porque já o facto de ser mãe era uma novidade para mim, foi o primeiro filho. O Duarte nasceu em Abril e as eleições aconteceram em setembro. Acabei a licença de maternidade, vim trabalhar um mês, decorreu a campanha, e em outubro acontecem as eleições autárquicas de 2017 e entro para a vereação. Foram dois grandes desafios, juntos, que me obrigaram a ter algum jogo de cintura.
Então acaba por não poder ‘cobrar’ a ausência, porque não conhecia o antes…
Desde sempre que está habituado a esta minha vida, não pode cobrar nada (risos). Mas pergunta… ao fim-de-semana pergunta “Ó mãe, hoje tens alguma coisa?”. Mas depois também pergunta ao pai, que também tem agenda ao fim-de-semana. Mas é engraçado ele perceber o que vou fazendo e às vezes também me acompanha.
E em termos de família e amigos… acabam por ser consultores e críticos, ou desliga-se a função autárquica das relações pessoais?
Acaba por fazer parte. Têm todo o direito de o fazer. Porque as pessoas, quer queiram, quer não, dão sempre a sua opinião. Às vezes porque nós pedimos, outras vezes sem ser pedida. Mesmo na família, se também são munícipes, também podem fazer as suas observações sobre o que acham ou não acham. Valorizamos o contributo de todos, na senda da proximidade e de todos podermos colaborar. O presidente Vasco Estrela desde sempre tem feito um grande esforço para que isso aconteça, e tem mostrado recetividade e abertura para que isso aconteça. É poder contar com o contributo de todos para que Mação possa chegar a bom porto nas mais diversas matérias.
E o que se torna mais desafiante e mais desgastante nestas funções? Como se lida com a crítica, construtiva e destrutiva?
Quando estamos nestas funções já sabemos que essas situações fazem parte. E é nossa obrigação dar justificações. Algumas são críticas construtivas, outras são pura crítica e temos de saber diferenciar o que é a não informação ou a pessoa não estar devidamente informada e a par do assunto, outra coisa é a pessoa saber ao que vai e insistir em fazer crítica por pura maldade. Temos o dever e o trabalho de justificar e explicar porque algumas coisas são feitas de uma maneira, e não são feitas de outra; porque determinada obra só pode ser feita naquela altura… E até podemos achar que as coisas têm de ser feitas, só que nem sempre é possível. Na nossa própria vida pessoal, tantas vezes queremos fazer algo que não nos é possível. Aqui tem de se fazer essa gestão.

E vai-se ganhando algum tipo de imunidade ao lado negativo e destrutivo?
Não vou dizer que não… acabamos por ‘ganhar calo’. Acabamos por aprender a falar e lidar com essas pessoas e situações. Sabemos que faz parte.
E é necessário impor limites?
Claro que gostamos de ter o nosso tempo e o nosso espaço. Estando em cargos públicos sabemos que isto pode acontecer e que podemos estar constantemente a ser interpelados no nosso quotidiano e tempo pessoal. A mim não me faz muita confusão que aconteça, mas quando extrapola o razoável, aí temos de colocar limites e apelar ao bom-senso. Acaba por ser assim em tantas outras coisas da nossa vida.
É a segunda mulher a ocupar cargo na vereação tendo em conta um elenco sempre masculino no executivo da Câmara Municipal de Mação, certo?
Sim. No passado também Preciosa Marques foi vereadora.
Houve alguma dificuldade de adaptação ao elenco composto maioritariamente por homens?
Nunca me senti discriminada. Sempre fui ouvida dentro das minhas opiniões, dentro daquilo que achava que devia ser feito. Nunca, em momento algum, senti isso com este executivo. Acho que a questão da paridade e participação política da mulher é cada vez menos uma questão. Vou fazendo o meu caminho, e cada vez estão mais mulheres nestas posições, por exemplo, tenho contacto com várias colegas e vereadoras de outros municípios na rede intermunicipal. Não tenho sentido dificuldade, até porque internamente tenho o suporte necessário para que sinta a minha opinião como válida, para que possa ser validada tanto em Mação como exteriormente.

Segue-se mais um ano e alguns meses de mandato, feitos os balanços até agora, a intenção é prosseguir com a vida autárquica? Reunidas as condições, recandidata-se em 2025?
Agora tenho mais um ano e uns meses para cumprir. Dentro daquilo que forem as possibilidades para continuar, há disponibilidade para continuar. Tem sido uma experiência muito interessante. Temos sempre alguma coisa mais para dar e para melhorar.
Durante a nossa conversa foi focando alguns pontos sobre o trabalho desenvolvido por e com o presidente de Câmara. Como é integrar um executivo liderado pelo político Vasco Estrela?
É bom. Principalmente porque é uma figura carismática, com as ideias muito bem estruturadas, com um sentido de serviço público extraordinário e isso viu-se, não só na questão dos incêndios de 2017 e 2019, e a forma como vai defendendo o concelho perante o Governo, mas também tudo o resto no seu percurso autárquico. Desse ponto de vista, eu trabalho com o Vasco Estrela há 20 anos. Para além de estar habituadíssima a trabalhar com ele, também tenho integrado vários projetos onde ele tem estado. Tem sido um caminho feito quase em paralelo, em termos de apoio. E a liderança do Vasco Estrela é inquestionável. É uma pessoa que é extremamente carismática, é bem acolhido na população pela defesa que tem feito sempre do município. É uma pessoa sensata, acima de tudo.

Portanto estão reunidas as condições para que o trabalho entre presidente e vice-presidente possa fluir nesta nova etapa?
Sim. Para que isso aconteça tem que existir uma relação de grande cumplicidade e, acima de tudo, de lealdade. E não temos de estar sempre de acordo, nem com o presidente, nem com os outros vereadores. Nem eles têm que concordar sempre com as minhas ideias. É essencial haver compromisso com a causa e a linha orientadora deste projeto, mas também respeito e entreajuda.
Nesta caminhada em curso, o que ainda falta fazer no concelho que enquanto vereadora e agora vice-presidente gostasse que fosse implementado ou criado? Algo que faça falta a Mação?
Há sempre por onde avançar e coisas para melhorar. Claro que dentro das minhas áreas e pelouros quero ver sempre algo concluído, nomeadamente a questão da criação do Arquivo Municipal. Acho que é importantíssimo e é uma obra que Mação precisa. Pode ser um dos exemplos. Além disso há coisas a melhorar, desde o Museu que está a ser alvo de obras de requalificação, vamos adaptando consoante a própria evolução dos tempos.
Trabalhamos para servir a nossa população da melhor forma, e mesmo sendo um pequeno concelho do Interior, temos muita obra feita que proporciona condições fantásticas às pessoas que cá estão e às que nos visitam. E acho que é importante haver um termo de comparação para que as pessoas vejam que no seu concelho há coisas muito boas; temos infraestruturas fantásticas, damos as condições que conseguimos e bons incentivos a quem cá vive. E isso é de ser valorizado. Claro que nunca vai ser perfeito, nem vamos conseguir sempre aquilo que queremos, mas tentamos fazer por isso.





Para finalizar a conversa, diga-nos rapidamente quais os seus locais favoritos em Mação, em jeito de sugestões e que habitualmente visita?
As praia fluviais de Cardigos, Carvoeiro e Ortiga. O Cabeço da Cruz com uma vista fantástica sobre Mação, e a tranquilidade do Rio Tejo.
Mas a tendência é visitar todos os sítios possíveis no concelho, sendo daqui e estando perto, não há razão para não o fazer. Cada vez que chego a Mação, quando venho de fora, dou sempre a “voltinha dos tristes”, como se costuma dizer. Um hábito que tenho dos tempos do meu pai, quando chegávamos de fim-de-semana, dávamos sempre uma volta de carro para ver como estava Mação. E assim continuo a fazer. E gosto de sair com a família, e gosto sempre de regressar ao Carvoeiro e à aldeia. Mas também sou um bocadinho ‘caseira’, gosto de estar em casa para descansar e estar com o meu filhote.


