A TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior comemora os seus 30 anos de existência a 26 de novembro de 1993, data da sua constituição. A sua missão tem sido ajudar a desenvolver o território do Ribatejo Interior, puxando pela sua riqueza e potencialidades e, acima de tudo, promovendo os concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal e envolvente.
Com novo quadro comunitário a caminho, o mediotejo.net foi conversar com Conceição Pereira, técnica coordenadora da associação, fazendo não só um balanço deste marco, mas também para saber mais sobre a estratégia desenhada para a região e quais as expetativas para o futuro.
Mediotejo.net: 30 anos ao serviço do território, mais concretamente na missão do seu desenvolvimento. Que papel tem assumido a TAGUS, em linhas gerais, ao longo destas três décadas?
Conceição Pereira: A TAGUS tem tido um papel fundamental, a nosso ver, a dois níveis: na medida do apoio que dá aos nossos produtores, sejam públicos ou privados, sejam de cariz social, agrícola, turismo, educação, de valorização do património no apoio a projetos; mas por outro lado, tem sido uma ação muito importante desta Associação de Desenvolvimento local, o que diz respeito à valorização dos territórios, dos seus recursos, do potenciar a comercialização dos nossos produtos locais. Tem sido por estas duas vias o papel muito importante que a TAGUS tem desempenhado em prol do seu território de Abrantes, Constância e Sardoal.

Implica muito investimento determinante, muitos projetos aprovados. A par desta data redonda, existe um levantamento que permita ter noção do quanto já se investiu no território, financeiramente e não só ao longo destes anos?
É um investimento muito grande, que vai além do investimento financeiro. Tem a ver com investimento das pessoas, que se dedicaram e se envolveram; dos recursos, materiais e financeiros. Na análise dos 30 anos da associação já contabilizámos 30 milhões de euros investidos no território, que iniciou com o quadro comunitário LEADER II, LEADER+, PRODER, PDR2020 e vamos entrar no próximo quadro comunitário no âmbito do PEPAC (Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027).
Os 30 milhões repartem-se em 24 milhões do território, aplicados através de medidas de projetos, quer da comparticipação dos programas comunitários, como também do próprio investimento por via do promotor. Os nossos projetos não são financiados a 100%, têm taxas de comparticipação variáveis, tudo depende da medida em que estão enquadrados. E depois os outros 6 milhões têm que ver com a animação territorial, assistência técnica, cooperação e etc.
Da nossa contabilização apontamos para 512 projetos aprovados, distribuídos entre o setor público (78) e o setor privado (400), e em que o setor privado é substancialmente superior, e ainda bem; até porque a gestão da TAGUS é constituída por sete entidades que representam as atividades setoriais do território, da economia, do comércio, a agricultura, a cultura e os três municípios de Abrantes, Constância e Sardoal.
Também importante é a criação de 189 postos de trabalho, mais de 600 postos de trabalho mantidos, que às vezes mais do que a criação é mais importante a manutenção, depois a criação de novas empresas, de novos produtos, e muitos dos projetos que visam a modernização, a melhoria, a internacionalização, novos processos de fabrico.
São estes números que obviamente engrandecem o trabalho de uma entidade ao longo de trinta anos e que dão know-how e algum conhecimento e experiência para o futuro.

Tudo isto implica uma equipa técnica ciente de todo este universo…
Uma equipa técnica focada, vocacionada para tal, multidisciplinar, na nossa equipa temos elementos da área financeira, agrícola, comunicação, da geografia,… das várias temáticas que nos permitem ser pluridisciplinares. Sendo certo que a equipa é pequena, somos sete pessoas, temos todos de fazer muito, mas é uma equipa que sinto que gosta do que faz e que ama o território.
Há quanto tempo é coordenadora técnica deste Grupo de Ação Local? Que significado tem esta efeméride para si?
Sou coordenadora há cerca de 7 anos. Já trabalhava na TAGUS há alguns anos e foi um processo construtivo para mim. Entrei inicialmente com outras funções e fui aproveitando a oportunidade que a direção me foi dando para agarrar novos desafios e obviamente que tudo faz parte. Mas é um trabalho de equipa, não só meu.O ser técnico coordenador não deixa de ser um trabalho técnico, sendo certo que é o elo de ligação com a direção, é a diferença talvez…
Os trinta anos são um marco, e todos nós fazemos esta reflexão de quais têm sido as nossas dificuldades, quais têm sido os desafios que a TAGUS tem passado, e sentimos que a TAGUS faz parte de cada um de nós e obviamente que há um carinho especial por esta entidade e eu como coordenadora, como sendo um bocado mais o rosto da TAGUS, vejo o reflexo dos meus colegas.

E como avaliam o reconhecimento da ação da TAGUS no território? A comunidade em geral reconhece o vosso trabalho?
O que é certo é que, sobretudo nos projetos dinamizados pelos promotores, a TAGUS está um bocadinho nas costas do projeto em si, e é um papel que também é natural que assim aconteça. Normalmente os projetos são de quem se candidata, e obviamente quando as pessoas vão até à praia fluvial de Aldeia do Mato não sabem que é um projeto que foi apoiado pela TAGUS há cerca de 20 anos; ou quando vão à piscina de Vale das Mós não sabem que foi um projeto inicialmente dinamizado pela TAGUS. Ou quando vão passar um dia aos Moinhos de Entrevinhas, ou quando vão visitar o Centro de Ciência Viva de Constância… são alguns dos projetos em termos públicos.
Ou quando provam um vinho que já foi apoiado, através de investimentos por via da TAGUS, desde o Casal da Coelheira ou a Quinta do Vale do Armo… ou até mesmo quando visitam um familiar num lar de idosos ou centro de dia que teve apoio da associação no seu desenvolvimento ou construção.
Obviamente que não deixa de partir de uma iniciativa de uma entidade, e é aí que está o valor principal. Nós agradecemos sempre que efetuem uma divulgação do que tem sido o papel da TAGUS, e a imprensa é tão importante para nós, mas reconhecemos que temos um papel de divulgação sempre muito importante menos para o reconhecimento do papel da TAGUS, mais para a comunidade saber que estamos aqui, e preocupada com o que se passa no seu território e pronta para ajudar. Temos um trabalho de comunicação sempre grande a fazer e de divulgação.




Apesar desta área de atuação mais virada para o apoio ao investimento em projetos e iniciativas de diversas áreas, a associação tem voz própria e tem marcado a agenda do território com algumas ações e eventos. É uma forma de chegarem mais perto das comunidades?
Procuramos muito, na nossa área de atuação, a nível de promoção de produtos locais, valorização dos recursos turísticos, com a qualidade de vida e combate ao êxodo rural. O que nós fazemos sempre é, nas ações de divulgação que fazemos para a comunidade tomar conhecimento das nossas fontes de financiamento ou pela Praça de comércio online de comercialização de produtos, ou até na participação em eventos de divulgação e promoção de património local, caso da Feira Nacional de Doçaria Tradicional, ou de como levamos às crianças a figura do Palhinhas em Abrantes, ou do Mestre Gil no Sardoal ou a Tágide em Constância, são formas de chegar à comunidade local ou até fora da comunidade. Há ainda um evento, o Aquapaper, onde promovemos e damos a conhecer as potencialidades e os braços da Albufeira de Castelo de Bode.
São eventos e iniciativas, além de todas as que promovemos de valorização de produtos locais e que, indiretamente às vezes participamos, e que não são tão visíveis. Além de todas as sessões de esclarecimento que fazemos para dar a conhecer as medidas de intervenção e simplificar.
O que é mesmo o nosso objetivo é que a nossa ação e atuação chegue à comunidade local no sentido de ela própria aproveitar as mais-valias que a TAGUS tem para oferecer ao seu território.

E nessa medida, é provável que em certas atividades, pequenos negócios de família, setores mais tradicionais, existam pessoas que não tenham noção que aquilo que fazem ou produzem possa ser elegível para um projeto ou candidatura?
Sem dúvida. E falamos também do setor do artesanato, que apoiamos muito através do Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, e cujo apoio não vem tão diretamente por via das medidas que temos em nossa gestão, mas que tem muito a ver com a ação da TAGUS.
Por exemplo, nos projetos agrícolas, nomeadamente para transformação e comercialização, com medidas e fundos com termos muito técnicos na sua elaboração, que têm por base portarias, e notamos a dificuldade das pessoas em perceber do que se trata. Nós gostávamos que fosse mais simples, reconhecemos que é um trabalho mais burocrático, mais difícil, que tem uma série de requisitos para que quem analisa possa garantir que os dinheiros públicos são bem aplicados. Obviamente que estamos disponíveis para esclarecer o que for possível.
Como se chega aos promotores e potenciais beneficiários? É uma relação de aproximação fácil e célere? Ou há casos em que a TAGUS deteta potencialidade e estabelece o contacto?
É um pouco de tudo. E depende do tipo de medidas. Procuramos sempre publicar e divulgar os avisos de concurso, contactamos e promovemos nas juntas de freguesia e estabelecemos um trabalho em rede e outras entidades, para haver proximidade e passa-a-palavra no sentido de encaminhar a população interessada.
Já fizemos ações de divulgação nas juntas de freguesia, e pedimos às juntas para entrarem em contacto com a comunidade local, ou através do próprio município. Já pedimos ajuda através das associações setoriais. Fazemos divulgação nos jornais, fazemos divulgação internamente na TAGUS, também promovemos junto de consultores, ou até por contacto direto.
Temos o exemplo da ACROM-Associação Cultural das Rotas de Mouriscas, em Abrantes, que através das redes sociais tomámos conhecimento do seu projeto Rota das Oliveiras Milenares, e que encaminhámos para uma ação em que era elegíveis. E entretanto temos trabalho no apoio para reconstrução de uma azenha e a limpeza de levadas, integrada na GR55 (Grande Rota das Ribeiras de Arcês e Rio Frio, e do Rio Tejo).

Imaginando que alguém pretende candidatar-se ou saber se é ou não elegível, como pode fazer?
Temos uma ficha de intenção de candidatura no site da TAGUS onde as pessoas podem manifestar as suas intenções de candidatura e em função da candidatura e das medidas que a TAGUS gere, podermos dar respostas e algumas ideias de como o projeto deve ser constituído, elaborado, ou inclusive quando lançamos avisos de concursos considerarmos na dotação do aviso um conjunto de projetos à imagem das necessidades que o território tem.
Por exemplo, no setor agrícola; se existirem um conjunto de projetos que vêm com necessidade de alfaias, furos, etc, a TAGUS pensa numa dotação enquadrada na estratégia de desenvolvimento local, e abrimos aviso de concurso que priorize determinados investimentos, salvaguardam determinada dotação orçamental. Por isso é tão importante existirem intenções de candidatura.
Se soubermos que existem, previamente, uns quantos agricultores que pretendem diversificar o seu investimento e investir num turismo em espaço rural ou em melhoria de equipamento fora da atividade agrícola, pensamos num aviso à luz dessa necessidade.
A nossa estratégia de desenvolvimento local foi construída por uma parceria territorial que identificou o que é importante para o território, e portanto, os agentes do território devem candidatar-se à luz desta estratégia, sobre as medidas que o Governo lançou, e daí percebermos internamente como vamos gerir esse dinheiro.
Falamos de setores que vão desde a agricultura, transformação e comercialização, turismo, comércio de proximidade e património, que foram as seis áreas em que atuámos. Aguardamos com expetativa para saber quais serão as próximas.

Passo a passo de um processo de candidatura de um beneficiário
1. Abre aviso de concurso ao abrigo do programa de financiamento comunitário para os Grupos de Ação Local/Associações de Desenvolvimento Local. O próximo será o PEPAC
2. Associação/GAL concebe estratégia de desenvolvimento local a dar resposta a esse aviso de concurso
3. Estratégia é analisada, e é aprovada ou reprovada. No caso da TAGUS, foi aprovada na 1ª fase da candidatura, está aprovada para o próximo quadro comunitário, segue agora para a 2ª fase. Nesta altura define-se o território e com quem o GAL poderá trabalhar em parceria
4. Com a estratégia de desenvolvimento local há definição de medidas de ação que iremos gerir e do respetivo pacote orçamental
5. Faz-se uma planificação internamente, que pode ser reprogramada. Durante o período do quadro comunitário a direção da associação aprova o lançamento dos avisos de concurso nas várias medidas
6. Dentro dos avisos de concurso lançados anualmente, cada aviso tem definidas as suas ações estratégicas de atuação e o pacote orçamental
7. Entram os promotores, que se candidatam com as suas opções de investimento, existindo uma lista hierárquica, sendo pontuados e recebendo pacote orçamental consoante aprovação
8. Se tiver intenções de candidatura e as manifestar, o GAL saberá atempadamente quais os projetos que poderá candidatar, mas sem qualquer análise ou avaliação, devendo a intenção de candidatura ser no âmbito da atuação da TAGUS no território
8. Após aprovação da candidatura, entra-se numa nova fase, de pedido de pagamento, onde o subsídio é não reembolsável, isto é, não existe obrigatoriedade de devolver desde que o projeto seja devidamente executado e cumprido um período que normalmente ronda os cinco anos
E quais as expetativas para o futuro com a chegada do novo quadro comunitário de apoio? O que se desenha para o território em termos de estratégia?
Estamos muito contentes, em primeiro lugar, e estamos de parabéns, incluindo os parceiros, que nos ajudaram a fundamentar a inclusão de duas freguesias que são consideradas urbanas, a União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede e a União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, no âmbito do Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC).
Entre os argumentos apontámos as suas caraterísticas, por terem setores de cariz rural e importantes projetos de ligação estratégica ao rural/urbano, onde o próprio rio Tejo é um fator importante que fazia sentido ter em consideração nesta lógica das freguesias rurais e urbanas, porque influencia muito a nossa paisagem.
O facto de estas duas freguesias estarem excluídas por serem consideradas urbanas condicionava o trabalho da TAGUS?
Condicionava muito a nossa atividade. Havia projetos de cariz de valorização do património que não podíamos apoiar pelo facto de estarem instalados em freguesias consideradas urbanas. Traz fatores muito importantes, não tem a ver só com a definição do território, mas também com a definição dos projetos apoiados, da população que é abrangida e esperamos também pela própria aplicação dos investimentos e dos valores económicos que venhamos a ter para poder gerir. Tem sido muito importante.
E além disso, há mais alguma expetativa, noutro setor, para o novo quadro comunitário?
Estamos com expetativa no setor da floresta, pois mais de 70% do nosso território é florestal, é muito importante para nós. A TAGUS definiu quatro eixos eixos estratégicos, a começar pelo mais importante, o desenvolvimento económico, inovação e qualificação, que engloba o empreendedorismo, surgimento de novos negócios, valorização dos recursos endógenos, artesanato, bioeconomia,…
Outro eixo tem que ver com as alterações climáticas e a sustentabilidade dos recursos, que tem que ver com os próprios objetivos da União Europeia e da ONU, com a ação da TAGUS nas preocupações na gestão da água, nas energias renováveis, iremos apoiar e ter muita sensibilidade, por exemplo, na agricultura no que tenha que ver com contadores de água, instalações de painéis solares com vista ao fornecimento próprio de energia para sistemas agrícolas. Também com a questão de criar biodiversidade no combate aos incêndios, com apoio à plantação de medronheiros e outras espécies resilientes, e mesmo as atividades agrícolas que são importantes na construção da paisagem. O apoio ao comércio de proximidade, integrado na sustentabilidade de recursos, a dinamização dos mercados locais.
No terceiro eixo, com uma ação um pouco menor, a qualidade de vida e a inclusão social, com projetos de empreendedorismo nas áreas sociais. A TAGUS tem um papel importante na criação de redes com outros parceiros, para dar respostas sociais, no combate ao êxodo rural, as ações de igualdade de género, ajudar na integração das comunidades migrantes por via da salvaguarda da nossa identidade, dando a conhecer o nosso artesanato, atividades locais e recursos.
O último eixo tem que ver com a dinamização, recuperação e trabalho em rede. Embora não tenha um pacote financeiro grande, foca um papel muito importante da associação, com a criação de redes, juntar parceiros, ir atualizando a estratégia, ouvir o território sobre as suas necessidades, ouvir as entidades locais. É um papel que a TAGUS tem sabido fazer muito bem. Incide na capacitação, recuperar património, trabalho em rede.
É nesta base, com quatro eixos estratégicos, que iremos fazer o nosso trabalho para o próximo quadro comunitário e que vai ao encontro do que tem sido desenvolvido nos últimos 30 anos.

Concluindo, o dia de aniversário está aí, dia 26 de novembro…
Sim, mas iremos comemorar no dia 30 de novembro, num dia aberto a toda a gente, à comunidade. 30 anos, 30 de novembro… carregado de simbolismo! Temos um programa preparado, vai ser rotativo entre os três concelhos, e vamos iniciar a comemoração no Sardoal, com a despedida da direção do Município de Sardoal que vai passar para o Município de Abrantes. Depois segue a iniciativa durante a tarde para Constância e termina em Abrantes. Vamos ter sempre uma análise e retrospetiva da ação da TAGUS em cada concelho, e uma degustação de produtos locais. Estará presente a Federeação Minha Terra, que representa todas as associações de desenvolvimento local similares à TAGUS, no continente e ilhas, e contamos que esteja presente no, final do dia, a presença da Ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes.
Trinta anos estão completos. Virão com certeza mais. E neste dia esperamos que a comunidade nos conheça um bocadinho melhor.
Factos e curiosidades sobre a TAGUS

- A TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior é uma entidade de direito privado sem fins lucrativos constituída a 26 de novembro de 1993, fruto de uma parceria público-privada.
- Tem como objetivo a promoção, apoio e realização de um aproveitamento mais racional das potencialidades dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal, estendendo-se os impactos também aos concelhos limítrofes, tendo em vista o desenvolvimento rural em todas as suas componentes e a melhoria das condições de vida das populações residentes.
- Nos primeiros dois anos de existência apresentou-se à região com a sigla ADIRI. A designação TAGUS começou a ser usada em 1995 mas a sua oficialização só ocorreria numa alteração firmada em escritura pública sete anos depois, em 2002.
- Nasceu pelas mãos de Elizete Jardim, quadro da Direção-Geral da Agricultura, que aceitou o desafio do então presidente da Câmara de Abrantes, Humberto Pires Lopes, para liderar o GAL (Grupo de Ação Local), a fim de criar uma associação de desenvolvimento que pudesse gerir os fundos comunitários disponíveis. Na altura, a responsável encontrou num jovem tomarense o perfil para a acompanhar neste projeto: Pedro Saraiva, na altura recém-licenciado em Investigação Social Aplicada, e que se entregou até aos dias de hoje aos território de Abrantes, Constância e Sardoal, mantendo-se na região nos últimos anos enquanto diretor executivo do Tagusvalley – Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes.
- A ADIRI, criada por escritura pública de 26 de novembro de 1993, contou com vários outorgantes, entre os quais os então presidentes das Câmaras Municipais de Abrantes e Mação, Humberto Pires Lopes e Elvino Vieira da Silva Pereira, o vereador da Câmara Municipal de Gavião, Jorge Manuel Martins de Jesus e ainda o presidente do NERSANT – Núcleo Empresarial da Região de Santarém – Associação Empresarial, José Eduardo Marcelino Carvalho.
- A escritura foi lavrada nas instalações do GAT de Abrantes – Gabinete de Apoio Técnico de Abrantes, local que passou a ser sede da associação no ano 2017. Nos primeiros anos foi instalada na Abrantejo – Cooperativa Agrícola de Abrantes, Constância, Mação e Sardoal, C.R.L.
- A alteração de estatutos de 2002 levou a sede para as instalações do Centro Coordenador de Transportes em Abrantes e sua designação passa a ser TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior
- A nova direção será constituída por: Presidência – Câmara Municipal de Abrantes; Vice-Presidência – Câmara Municipal de Constância; Tesouraria – Câmara Municipal de Sardoal Vogal – Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação; Vogal – NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém; Vogal – Associação Comercial e Empresarial de Abrantes, Constância, Sardoal, Mação e Vila de Rei; Vogal – Palha de Abrantes – Associação de Desenvolvimento Cultural
- A TAGUS criou três mascotes como forma de chegar a uma franja mais jovem da população, nomeadamente para o público escolar, no sentido de promover e valorizar o património e tradição local. Em Abrantes, o Palhinhas; em Sardoal, Mestre Gil; e em Constância, a Tágide
- Em 2022, a TAGUS criou uma Praça digital, a plataforma de e-commerce que pretende ajudar pequenos produtores a escoar a sua produção a partir dos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal, promovendo o consumo do que é local e o contacto próximo e direto entre quem produz e quem consome, tornando os produtos mais acessíveis a qualquer parte do país, incluindo as diásporas do Ribatejo Interior. A plataforma congrega informação dos vinhos, azeites, enchidos, mel, doces e compotas, entre outros produzidos localmente.
Contactos
TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior
Rua Dom António Prior do Crato, nº 135
2200-086 ABRANTESEndereço de correio eletrónico: tagus@tagus-ri.pt
Telefone: 241 106 000










