Projeto do aeroporto internacional na zona de Santarém. Créditos: Magellan 500

“Há erros e vícios graves” no Relatório Preliminar da Comissão Técnica Independente (CTI), apresentado publicamente a 5 de dezembro, que “prejudicam a avaliação do aeroporto de Santarém”, entendem os promotores do projeto Magellan 500.

Em comunicado enviado à nossa redação, o consórcio privado considera que existem “muitos erros de avaliação comparativa”, em áreas como acessibilidade ferroviária, coesão territorial, biodiversidade, necessidades de financiamento e tempo de construção”.

Sobre a questão da segurança da navegação aérea, factor determinante para a avaliação de Santarém como “inviável”, os promotores recusam em absoluto essa conclusão, fazendo notar que o projeto “foi concebido ao longo de três anos por uma vasta equipa que inclui consultores nacionais e internacionais de referência na concepção de aeroportos” e que existe inclusive “um relatório da NAV Portugal – Navegação Aérea” assegurando que “os conflitos com as áreas militares são resolúveis em todas as soluções aeroportuárias”.

Além disso, recordam que foi apresentado à CTI, “em fevereiro de 2023, um projeto de compatibilização do espaço aéreo, demonstrando como o Magellan 500 é compatível com a base de Monte Real”. Esse assunto, dizem, “foi posteriormente objeto de reunião específica de apresentação à CTI, a 21 de abril, e nunca mereceu qualquer resposta formal ou informal ao longo dos trabalhos”.

Lamentam ainda que o Relatório da CTI – que determina Portela+Alcochete como a “solução com mais vantagem” para o novo aeroporto de Lisboa – tenha sido construído com base no que consideram “pressupostos errados”. O aeroporto de Santarém, explicam, “foi concebido para aproveitar as infraestruturas existentes do país, minimizando o esforço dos contribuintes portugueses. Soluções como Alcochete e Vendas Novas pressupõem um conjunto de infraestruturas que não existem, que exigirão muito tempo e esforço dos contribuintes, e como tal não são comparáveis”.

A Magellan 500 anuncia que, em sede de pronúncia, será apresentada uma exposição pública do que consideram ser os “erros de avaliação” deste Relatório Preliminar da CTI. Depois, “em tempo oportuno”, tomarão “as iniciativas e posições adequadas relativamente à referida ‘inviabilidade’ do projeto Magellan 500”.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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1 Comment

  1. Já se avaliou as gravíssimas consequências deste aeroporto para o Ribatejo? Já se procuraram vozes contra este projecto? No meu entender, a CTI esteve bem mas a aviação comercial tem de evoluir para se pôr de acordo com o pacto ecológico.

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