Central do Pego vista da cidade de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

É um momento simbólico, a marcar uma nova fase da vida da Central do Pego, em Abrantes: a Endesa abriu esta semana um escritório na cidade, depois de ter mudado oficialmente a sede social da empresa para o concelho (saindo de Oeiras), tal como obrigava o concurso público de Transição Justa, lançado pelo governo após a decisão de encerrar a última central a carvão do país, e que a empresa espanhola venceu, em abril deste ano.

É a partir da Avenida Mário Soares (em Alferrarede) que a Endesa Generacion Portugal gere agora toda a sua operação no nosso país e irá desenvolver o Projeto Renovável do Pego, onde serão investidos cerca de 600 milhões de euros na instalação de capacidade solar (365 MWp) e eólica (264 MW), num esquema de hibridação suportado por uma bateria de armazenamento com capacidade total de 168,6 MW – o maior conjunto de baterias da Europa –, além de um electrolisador de hidrogénio verde de 500 kW.

Nesta fase de arranque, foram incorporados “os primeiros ex-funcionários da central a carvão”, que encerrou a sua atividade em novembro de 2021, informa a Endesa em comunicado.

A Endesa abriu um novo escritório em Abrantes, onde agora tem a sua sede social. Créditos: Endesa

“A incorporação destes primeiros trabalhadores representa um passo muito importante no cumprimento do nosso compromisso para com as pessoas e para com a região, além de sinalizar o início de uma nova etapa de desenvolvimento deste importante projeto para o futuro”, disse Pedro Almeida Fernandes, Diretor de Geração da Endesa em Portugal.

A Endesa prevê criar até 75 novos empregos diretos em Abrantes até 2025. Todos os ex-trabalhadores serão considerados “prioritários” para a Endesa “na ocupação de novos postos de trabalho em Abrantes, incluindo os que continuam a trabalhar na Central – em trabalhos de pré-desmantelamento – e que podem perder o emprego nos próximos meses, em resultado do encerramento”, garante a empresa.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Patrícia Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

Entre na conversa

2 Comentários

  1. Isto é que são noticias de engrandecimento e desenvolvimento do País, que deveriam ser noticiadas pelas televisões, em vez de repetirem constantemente bla blas e tricas de interesses daqueles que só sabem dizer mal do governo, ignorando tudo o que é positivo e realçando assuntos de interesse nacional. Depois querem ter mais audiências.

  2. Muito importante esta notícia! .
    Mais um reforço do nosso Interior! Esperemos que os trabalhadores
    da central não sejam esquecidos, e que,
    os já indmnizados ( justamente) não sejam os priorizados, excluindo outros!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *