Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes conquista prémio museu português do ano. Foto: mediotejo.net

Instalado num edifício magnífico, o requalificado Convento de S. Domingos, o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) revela a todos os visitantes a Coleção Municipal de Arqueologia e Arte, a coleção privada João Estrada e a coleção da pintora Maria Lucília Moita. É pela mão do historiador Fernando António Baptista Pereira que somos levados a conhecer um pouco melhor este museu abrantino, considerado como o Museu do Ano 2023, e alguns dos tesouros que lá podemos encontrar.

Inaugurado pela Ministra da Cultura a 8 de dezembro de 2021, os tesouros centrais deste museu são os artefactos arqueológicos pré e proto-históricos em pedra, cerâmica, bronze e outros materiais que representam a vida económica e social de várias culturas e povos que viveram no território da então Lusitânia, numa mostra selecionada de uma coleção com cerca de cinco mil peças.

O Prémio Museu do Ano é uma das principais distinções atribuídas pela APOM, que distinguem, entre outras áreas, a melhor intervenção e restauro, melhor exposição, parceria, projeto internacional, coleção visitável, colecionador e investigação.

VIDEO/REPORTAGEM/VISITA GUIADA AO MIAA:

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O MIAA é composto por sete salas dedicadas ao espólio das coleções permanentes, divididas pela Pré-História, Idades do Bronze/Ferro, Antiguidade e Tesouro, Arte da Idade Média e da Idade Moderna, Escultura da Idade Média e do Renascimento em Abrantes. Existe ainda um espaço dedicado à coleção da pintora e poeta Maria Lucília Moita e uma ala para exposições temporárias. 

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Muitos dos objetos do período romano expostos no MIAA foram encontrados na zona de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Uma das alas do MIAA é formada por artefactos arqueológicos pré e proto-históricos em pedra, cerâmica, bronze e outros materiais que representam a vida económica e social de várias culturas e povos que viveram no território da então Lusitânia, numa mostra selecionada de uma coleção com um total global cerca de cinco mil peças.

Já na sala Maria Lucília Moita é possível conhecer o percurso desta artista natural de Alcanena que desenvolveu o seu trabalho em Abrantes ao longo de 60 anos, depois de casar.

Entre a pintura e a poesia, Maria Lucília Moita deixou um vasto legado de obras de paisagismo, natureza-morta, desenho a carvão, retratos ou abstracionismo orgânico, que agora pode ser conhecido por todos os que visitarem o MIAA.

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Obras da coleção Maria Lucília Moita. Foto: mediotejo.net

O museu dispõe ainda de uma sala de serviços educativos, um espaço interior central e ajardinado no claustro, uma zona (circundante a esse mesmo claustro) com elementos gráficos da história do Convento e de Abrantes, cafetaria e loja.

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O Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA), acolhe na quarta-feira, dia 14 de junho, Dia da Cidade, o prémio atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia de Museu do Ano 2023. A cerimónia, que decorre pelas 16h00, antecede a inauguração da exposição ESSA’arte, na QuARTel – Galeria de Arte de Abrantes, onde serão expostas obras produzidas pelos alunos do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu.

Durante as Festas de Abrantes 2023, as entradas no MIAA – Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, Museu Metalúrgica Duarte Ferreira e Panteão dos Almeida serão gratuitas. No feriado de 14 de junho, o Museu MDF estará encerrado e na segunda-feira, dia 12, como habitualmente, os três museus estarão encerrados.

O MIAA pode ser visitado habitualmente de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 12h30 e as 14h00 e as 17h30, encontrando-se encerrado às segundas-feiras e feriados. Bilhetes: €3 ; Dos 12 aos 18 anos: €2; Maiores de 65 e acompanhantes de pessoas com necessidades especiais: €2; Famílias: €8.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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