Construção de ponte militar em apoio à população de Foros do Mocho, Ponte de Sor. Créditos: CMPS

Quase dois anos depois do mau tempo isolar a aldeia de Foros do Mocho, na freguesia de Montargil, a assinatura do auto de consignação da “Empreitada de Reabilitação do Troço Estrada-Açude de Foros do Mocho, entre a Câmara de Ponte de Sor e a empresa Nov Pro Construções S.A., vai ser uma realidade, estando agendada para quinta-feira, dia 1 de agosto.

Este ato, agendado para as 10h00, na sala de sessões do município, marcará o início efetivo da obra, que tem um prazo de execução de 150 dias, após o município ter concretizado os procedimentos legais para tal. Foi legitimado pela Agência Portuguesa do Ambiente, com quem estabeleceu protocolo para desenvolver esta obra, lançou concurso, adjudicou a empreitada e enviou para visto do Tribunal de Contas, tendo obtido visto da referida entidade, indica o município, em nota de imprensa.

Recorde-se que em dezembro de 2022, em sequência das intempéries que assolaram o País, o açude sobre o qual assenta o caminho que permite o acesso a Foros do Mocho, foi severamente danificado, obrigando à interrupção da estrada nesse troço, que acabou por ficar suspensa, ruindo nessa sequência, colocando a povoação de Foros do Mocho numa situação de isolamento.

Atualmente o acesso viário a Foros do Mocho processa-se quase exclusivamente pelo acesso alternativo, construído pelo Município, cujas características, não são consideradas “as ideais”, dado o seu caracter provisório, aliado ao facto do percurso se desenvolver ao longo de terrenos de natureza privada e que cumulativamente integram uma Zona Especial de Proteção da Rede Natura 2000.

O Município indica na mesma nota que a zona de proteção da albufeira de Montargil, impede que “se tenha procedido a intervenções de caráter mais definitivo, nomeadamente a aplicação de uma solução asfáltica”.

Apesar de a infraestrutura não ser propriedade do município, este dá conta de ter desenvolvido “todas as diligências para que a situação fosse resolvida de modo a atenuar os prejuízos e os danos causados à população afetada e envidou todos os esforços para que fosse resolvida no mais curto espaço de tempo possível”.

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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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