Exército monta ponte militar em apoio à população de Foros do Mocho. Foto: CMPS

O Exército português inicia esta quarta-feira, 4 de janeiro, a montagem de uma ponte militar sobre um afluente da albufeira de Montargil, em apoio à população de Foros do Mocho, na freguesia de Montargil (Ponte de Sor). Esta ponte permitirá restabelecer a ligação entre as duas margens deste afluente, cuja anterior ligação entrou em pré-colapso decorrente da intempérie que atingiu aquela zona.

O Exército Português, através do Regimento de Engenharia N.º 1, em Tancos, vai atuar em proveito daquele Município do Alto Alentejo, com vista “à beneficiação das condições de vida e bem-estar das respetivas populações”, através da montagem de uma Ponte Militar BAILEY M2, com um comprimento total de 18,0 metros, acrescido de rampas de acesso, e de classe 40 toneladas, sobre um afluente da albufeira de Montargil, na localidade de Foros do Mocho, para garantir “a circulação durante a intervenção no troço de estrada em risco de colapso, sendo previsível que a mesma esteja em serviço por um período de um mês”, informa em nota de imprensa.

A operação de montagem da ponte militar compreende o empenhamento direto de um efetivo de 17 militares, 07 viaturas e 02 equipamentos de engenharia, com duração prevista de três dias.

Este apoio surge no seguimento de um protocolo estabelecido entre o Exército e a Câmara Municipal de Ponte de Sor.

O Município Ponte de Sor celebrou um protocolo com o Exército Português. Créditos: CMPS

Lê-se ainda na mesma nota que “o Exército está ao serviço de Portugal, contribuindo para a segurança e bem-estar dos portugueses, permanentemente pronto para colaborar em missões de proteção civil e em tarefas relacionadas com a satisfação das necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações”.

Esta ponte permitirá restabelecer a ligação entre as duas margens deste afluente, cuja anterior ligação entrou em pré-colapso decorrente da intempérie que atingiu aquela zona, tal como o mediotejo.net noticiou.

Os trabalhos de construção de acesso alternativo à aldeia de Foros do Mocho encontram-se em andamento. A aldeia ficou isolada após a intempérie em meados de dezembro último. A água provocou danos num pontão que está sobre as águas da barragem de Montargil, no final de um dos braços da albufeira, isolando a povoação.

A construção de um desvio numa estrada de terra batida e o recurso a uma ponte militar para criar um caminho alternativo foi a solução adotada, tal como disse o coordenador Municipal da Proteção Civil de Ponte de Sor, Simão Velez, ao nosso jornal.

Para o efeito, o Município Ponte de Sor deslocalizou os meios para o terreno com vista “à rápida conclusão dos trabalhos, que incluem dezasseis operacionais, máquina giratória de rastos, retroescavadoras, semi-reboques no transporte de inertes, tratores com reboque na distribuição dos inertes e viaturas ligeiras”, deu conta a autarquia.

No apoio à população de Foros do Mocho, “têm estado sempre disponível duas viaturas de nove lugares, que asseguram transporte da população às compras e consultas médicas, uma embarcação de prevenção e respetivos operadores dos Bombeiros e Proteção Civil Municipal, duas viaturas ligeiras 4×4, bem como uma viatura de nove lugares da Junta de Freguesia de Montargil”, acrescentou.

Devido aos danos no pontão as entidades responsáveis pela Proteção Civil decidiram limitar de trânsito na Estrada Municipal 1062. “Tudo está a ser feito para que a conclusão do acesso alternativo seja concluído o mais breve possível”, garante a autarquia.

A chuva forte que assolou a região no passado mês de dezembro provocou várias inundações no concelho, sobretudo na Zona Ribeirinha de Ponte de Sor e no único acesso rodoviário à aldeia de Foros do Mocho.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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