Câmara Municipal de Tomar. Foto: mediotejo.net

Depois de o PSD de Tomar se ter insurgido com o “desentendimento” entre o executivo municipal e o CIRE (Centro de Integração e Reabilitação de Tomar) e a paragem das obras nesta instituição, fazendo menção a “birras arrogantes”, “prepotência” e “faltas de diálogo e de atenção”, mirando principalmente Hugo Cristóvão (vice-presidente do executivo), o Partido Socialista tomarense reagiu às críticas “lamentando” a “falta de respeito” e a “tentativa de aproveitamento partidário”.

“É preocupante que a Câmara Municipal, por ordem do seu Vice-Presidente Hugo Cristóvão, tenha decidido parar as obras de recuperação das instalações do CIRE”, começou por afirmar em comunicado o Partido Social Democrata, depois de o vereador Hugo Cristóvão ter dado conta na reunião camarária de 16 de maio que o município ia parar de imediato as obras de requalificação que estavam a ser feitas no CIRE, uma vez que se viu “confrontado” com um processo de usucapião por parte da instituição sobre o terreno onde estão as instalações do CIRE “velho”.

O PSD afirma depois que esta “retaliação” de Hugo Cristóvão ao processo de legalização da propriedade do terreno onde a instituição tem as suas instalações é “mais uma ‘birra’ do Vice-Presidente e conhecido militante socialista”, que “não enxerga que a sua atitude leviana está a prejudicar os utentes do CIRE e de todas as instituições e famílias que a ele estão ligados”, lê-se no documento.

Tendo em conta que Hugo Cristóvão demonstrou ter sido apanhado de surpresa pela tomada de posição do CIRE, o PSD critica que a “falta de atenção e de diálogo por parte da Câmara Municipal”, continua “em patamares excessivos”, tendo em conta que o CIRE tornou público o processo de legalização do terreno em dezembro 2021.

O PSD afirma exigir “noção de responsabilidade” ao muncípio e que este “cumpra com aquilo que se compromete”, reivindicando igualmente a conclusão das obras “a bem dos utentes do CIRE” e “a fim de evitar mais prejuízos para a instituição”.

Numa crítica bem direta, o partido afirma ainda que o vereador Hugo Cristóvão “precisa de aprender que a gestão camarária privilegia o interesse coletivo e não os caprichos egoístas e partidários de alguns”.

Em resposta a esta tomada de posição e às acusações feitas pelo PSD, o Partido Socialista de Tomar, também através de comunicado, afirma “lamentar a “falta de respeito e civilidade na forma, da linguagem e no conteúdo”, bem como que isso “contribua para generalização da má imagem da política e dos políticos”.

Lamentando – palavra bastante usada ao longo do comunicado que chegou á nossa redação – “a partidarização notória por parte do PSD” e a “tentativa de aproveitamento partidário” em torno de uma associação cujos utentes e funcionários “não o merecem”, o PS defende que os seus eleitos “sempre trataram todas as associações com equidade, disponibilidade e boa-fé, como é público e notório”.

Apontando o uso de argumentos “falaciosos” e a “tentativa de desviar as atenções daquilo que está verdadeiramente em causa” – neste caso as “responsabilidades formais e legais” – o Partido Socialista relembra que o PSD tem autarcas eleitos e que estes “têm por obrigação defender o interesse público e coletivo acima de qualquer instituição”.

A Comissão Política do PS de Tomar critica ainda o “crescente uso de personalização e de insulto no discurso político”, assim como os ataques a Hugo Cristóvão, algo que “o PSD definiu como estratégia desde o início deste mandato”, refere-se.

Lamentando a “sobranceria, a tentativa de manipulação a falta à verdade e a tentativa de trazer a discussão e ação política para o lamaçal”, o Partido Socialista garante que não entra nele, mas que antes se foca no que aos cidadãos importa: “trabalhar para resolver problemas todos os dias, trabalhar positivamente para fazer avançar a comunidade, trabalhar com afinco e seriedade para, em pequenas medidas ou em grandes projetos, melhores a vida de todos e cada um”, conclui.

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Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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