Faltam 750 carteiros a nível nacional, denuncia o sindicato do setor. Foto: CTT

Os trabalhadores continuam nas ruas em manifestação e apelam às Câmaras Municipais para que mantenham a pressão sobre os CTT – que tiveram 31 milhões de euros de lucro em 2021 – porque caso não haja uma tomada de posição forte “este problema continuará a arrastar-se”. Se nos últimos meses existiam em vários concelhos da região queixas de que o correio chegava com semanas de atraso, havendo dias em que nem sequer se avistava um carteiro a cumprir o giro de distribuição postal, nesta altura a situação parece ter passado de estrutural e generalizada a um problema com episódios pontuais e mais localizado nalguns concelhos, mas mantendo-se na generalidade as mesmas faltas e atrasos.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações atribui a responsabilidade à má gestão da empresa CTT e na falta de condições dadas aos trabalhadores, além da recusa em contratar mais carteiros, o que leva a que as populações estejam a ser gravemente prejudicadas.

A situação afeta sobretudo as freguesias rurais por todo o distrito, alerta Bruno Tomás, presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede e coordenador do Conselho Distrital de Santarém da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), que, tal como os dirigentes sindicais, defende que os CTT devem voltar ao estatuto de serviço público para cumprir com a sua missão, servindo bem e atempadamente as populações.

É um problema debatido recorrentemente nos últimos anos, com autarcas a sensibilizarem a empresa para as falhas do serviços de distribuição postal, situação que, sendo intermitente, acaba por não ter uma solução efetiva que corresponda à necessidade das populações e dos territórios, principalmente os do Interior do país.

No caso da região do Médio Tejo, os autarcas chegaram a debruçar-se sobre o tema em sede de Comunidade Intermunicipal, e existiram reuniões quer com a direção dos CTT, quer com delegados regionais do SNTCT (Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações).

Porém, as queixas continuam, com a população descontente por depender da chegada de cartas para pagamento de água, eletricidade, telecomunicações e outros serviços fundamentais, além de necessitarem das convocatórias para consultas médicas e exames que lhes chegam por esta via – especialmente a população mais idosa, que depende muito deste tipo de comunicação por não dominar os recursos digitais, havendo ainda milhares de reformados a receberem as suas pensões por vale-postal.

“A empresa (CTT) assinou um contrato com o Governo e com o Estado, os portugueses estão a pagar para que desempenhe este serviço com responsabilidade e a empresa não está a fazê-lo, nem quer fazê-lo”

Dina Serrenho, carteira e dirigente sindical

Têm-se sucedido as greves de trabalhadores, reivindicando mais condições – e vão continuar nos próximos meses. Ao lado das populações, compreendem que se queixem do serviço, mas imputam responsabilidades a quem gere a empresa.

Dina Serrenho, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, é dirigente sindical há mais de 20 anos e trabalha na distribuição postal em Alcobaça, sendo carteira há 36 anos. Mostra-se desgostosa com a forma como tem sido feita a gestão do grupo empresarial e queixa-se da não valorização dada aos trabalhadores, que prosseguem sobrecarregados e desmotivados, perdendo regalias ano após ano.

ÁUDIO | Dina Serrenho, dirigente sindical do SNTCT e carteira há 36 anos em Alcobaça

“Nunca tive uma vida tão triste como agora”, lamenta, em declarações ao mediotejo.net, referindo que todos estes problemas internos afetam a atividade no terreno e fazem com que a população saia “gravemente prejudicada”.

A nível nacional, o sindicato indica que faltam 750 trabalhadores na distribuição e 300 trabalhadores ao balcão, para uma atividade normal. A empresa, em reunião com as estruturas sindicais no passado dia 8 de setembro, admite apenas a falta de 80 trabalhadores, a nível nacional.

O distrito de Santarém “está como o resto do país”, diz o sindicato ao mediotejo.net. Ou seja, mal. Faltarão 40 carteiros para que se assegure uma distribuição normalizada, correspondendo às necessidades do território.

Dina Serrenho com camaradas do Sindicato Nacional durante uma das ações de rua a decorrer este verão. Foto: SNTCT

No caso de Abrantes – onde em 2021 chegaram a estar mais de 100 mil cartas e objetos por entregar, o que levou a Câmara Municipal a reunir com a administração dos CTT por diversas vezes – são ainda necessários 9 carteiros no Centro de Distribuição Postal, apesar das promessas feitas no ano passado pela empresa, confirma o sindicato ao mediotejo.net.

Em 2020, como o mediotejo.net noticiou, chegaram a ser encontradas milhares de cartas ao abandono, sem que tivessem sido apuradas responsabilidades. Em 2021, os carteiros de Abrantes fizeram greves sucessivas, reivindicando a contratação de mais carteiros.

Vários municípios da região apresentaram queixas à empresa ao longo dos últimos dois anos, como foi o caso do Sardoal, após verificar um período de 10 dias seguidos sem qualquer distribuição postal no ano passado. Também o Conselho Intermunicipal da CIM Médio Tejo deliberou em 2020 “tomar uma posição sobre o assunto”, que enviou para os CTT e também para o regulador, a ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações, reiterando então que “a situação começa a ser, de alguma forma, preocupante” para os municípios da região.

A nível nacional têm sido feitas ações de rua para “denunciar a má qualidade de serviço que os CTT estão a prestar a toda a população, em geral”, sendo que, “em paralelo, decorreram reuniões com presidentes de Câmara e presidentes de Junta de Freguesia, porque achamos que essas entidades têm um papel relevante no encontro de soluções para esse problema”, refere a dirigente.

Foto: CTT

A responsável dá conta que o sindicato se tem deparado com graves problemas de distribuição. “Coisa que já sabíamos, porque também foi esse assunto que nos levou a tomar estas medidas”, começa por dizer.

“Achamos que a população neste momento está gravemente prejudicada com os atrasos de correio que se têm vindo a verificar, e isto por política da empresa, que passa por fazer ‘omeletes sem ovos’, a ir arrastando o problema até muitas vezes chegarmos a situações degradantes.”

“Nós conhecemos as pessoas, sabemos o seu nome, sabemos onde vivem. Sentimo-nos mal sabendo que a pessoa está à espera de uma carta que está nos correios dentro de um caixote há mais de uma semana, e que não temos capacidade para lhe fazer chegar a carta. Tudo isto causa mal-estar aos trabalhadores, agravando a situação de estarem a ser mal pagos e pouco reconhecidos por parte da empresa”

Dina Serrenho, carteira e dirigente sindical

As populações, diz, “têm a obrigação de contestar, os presidente de Câmara e de Junta também, porque sendo um serviço público e tendo esta empresa aceite essa responsabilidade de o prestar, não tem mais se não fazê-lo como deve ser feito”, afirma.

É usual o correio ficar “retido semanas e semanas”, o que leva “a que haja grandes problemas junto da população pelo stress que lhes é causado – nomeadamente na população mais idosa, que não tem acesso às novas tecnologias ou não as domina bem, e está à espera do carteiro, e tantas vezes se vê a braços com faturas para pagar e também com atrasos de comunicações sobre consultas e exames médicos”, enumera.

Dina Serrenho acusa a empresa de estar “a assobiar para o lado” mesmo após todas as contestações e reuniões, e todas as chamadas de atenção para estes problemas.

Segundo o sindicato está também nas mãos das Câmaras Municipais fazer pressão para que o estado de coisas se altere, porque caso não haja uma tomada de posição forte “este problema continuará a arrastar-se”.

Foto: CTT

Refere a dirigente sindical que “a empresa, como qualquer outra, sabe que entre os meses de maio e outubro é normal os trabalhadores gozarem férias, mas não os substitui em número necessário”, levando a que os poucos que estão a trabalhar fiquem com sobrecarga de trabalho para aguentar as funções que caberiam àqueles que estão ausentes, seja por férias, seja por motivos de saúde.

Perante o défice de trabalhadores da empresa “é impossível neste momento cumprir com os padrões a que está obrigada, porque assinou um contrato com o Governo e o Estado, os portugueses estão-lhes a pagar para que desempenhem este serviço bem e com responsabilidade, e a empresa pura e simplesmente não está a fazê-lo, nem quer fazê-lo”, garante a dirigente.

Atrasos na distribuição de correio geram preocupação. Foto ilustrativa: Getty Images

Dina Serrenho refere que “a grande desculpa” é que não há quem queira trabalhar nos Correios” – no site dos CTT é possível manifestar interesse em ser contratado – mas diz que, por outro lado, “não querem colocar trabalhadores nos quadros” de pessoal. “Acham que os 38 milhões de euros de lucro que tiveram em 2021 não eram suficiente para isso”, acusa.

“Os trabalhadores estão sobrecarregados, estão exaustos, estão fartos de trabalhar nesta empresa. Estão a ser maltratados em muitas situações e em muitos locais deste país, porque as populações pensam que é o carteiro que não quer levar-lhe o correio”, diz, referindo existir um estado de receio e ansiedade generalizado.

Este ano, informa o SNTCT, os trabalhadores receberam um aumento de 7,5 euros e, após reunião com a administração, a empresa diz não ter condições para aumentos intercalares. “Sentimo-nos usados”, critica Dina Serrenho, acrescentando que “esta empresa está a ser mal gerida e não está a ter em conta quem efetivamente produz o essencial para que seja uma empresa lucrativa”.

“Queremos que esta empresa volte a ser o que era, até ser privatizada. Foi sempre uma empresa que deu lucro. O Estado nunca perdeu dinheiro connosco. Éramos trabalhadores reconhecidos. Sabíamos que chegávamos à altura de férias e que viria alguém substituir-nos para não sobrecarregar os outros. Tínhamos serviços médicos em condições, tínhamos regalias em condições, e neste momento não temos absolutamente nada.”

A dirigente sindical Dina Serrenho junto à estátua de homenagem ao carteiro em Bragança. Foto: SNTCT

“Quando procuram alguém para fazer contrato, além de pagarem mal, com um ordenado mínimo, andamos à chuva, ao sol, com a responsabilidade que temos… e muitas vezes fazem-nos contratos de seis horas para desempenharmos 10 horas de serviço. Claro que os trabalhadores trabalham os primeiros dias nestas condições e ao terceiro dia desaparecem, porque noutro setor ganham bem mais e não têm a responsabilidade que tem um carteiro”, justifica.

ÁUDIO | Dina Serrenho, dirigente sindical do SNTCT

Dina Serrenho critica a forma como é feita a gestão de recursos humanos, muito por via de empresas de trabalho temporário, e que não garante formação contínua e integração nos quadros da empresa, situações que, juntando ao salário, não atraem interessados em trabalhar na empresa especialmente no serviço de distribuição postal.

Segundo a dirigente, carteira há 36 anos, para um carteiro se formar profissionalmente precisa de três a quatro meses de formação contínua.

“Em que possam tomar contacto com todos os objetos e métodos para trabalhar perante o que passa pelas nossas mãos. Precisamos de tempo. Antes de três a quatro meses o trabalhador não está formado. Há sempre dúvidas. Tenho 36 anos de serviço e ainda hoje me surgem dúvidas porque os métodos estão sempre a ser alterados. Não é com esta política que se está a levar a cabo que se consegue ter trabalhadores responsáveis e formados. É impensável. E não é a contratar empresas de trabalho temporário que vai resolver o problema. Mas sim, de uma vez por todas, abrir o leque de integração na empresa como trabalhadores efetivos para que os trabalhadores se sintam bem e sintam alguma garantia de estabilidade”, detalha.

A falta de trabalhadores e a falta de motivação para os trabalhadores “está a pôr os Correios em maus lençóis” mas também “a pôr os trabalhadores (carteiros e atendimento ao balcão) com um desgaste psicológico e stress acumulados, que levam ao absentismo de que a empresa depois se vai queixando”, acrescenta Dina Serrenho. “Há muito absentismo porque as pessoas estão fartas e já não aguentam mais esta gestão”, argumenta.

As populações estão a ser mal servidas e têm todo o direito de reclamar, porque o povo português está a pagar para receber o seu correio atempadamente. Se isso não está a ser feito, então é da responsabilidade do Governo resolver esta situação

Lembrando o esforço durante os dois anos de pandemia de covid-19, em que a empresa não parou para servir a população e empresas, nota que esse trabalho e esforço não foram valorizados, com os carteiros no terreno a corresponder à distribuição postal e entrega de encomendas. “O reconhecimento de quem está a gerir (mal) esta casa foi zero”, critica.

“E nós temos a solução: é voltarmos à esfera pública, porque daí nunca devíamos ter saído. E porque alguém não mediu bem as consequências que iriam recair sobre o povo português com a privatização, agora os resultados estão à vista”, conclui a dirigente.

Foto: CTT

O Sindicato garante continuar a estar do lado dos trabalhadores e das populações, prosseguindo com a programação de ações de rua, de norte a sul do país e nas ilhas, e manifestações, fazendo ouvir e notar o descontentamento e apelando por uma solução que traga benefícios e equilíbrio para ambas as partes, trabalhadores dos CTT e populações, por forma a garantir o desempenho e prestação de um serviço público de qualidade.

“Existem locais com distribuição de correio de 3 em 3 semanas ou mensalmente”

Este tema é, há vários anos, também bandeira da Associação Nacional de Municípios e da Associação Nacional de Freguesias, onde autarcas debatem formas de fazer chegar ao governo e à administração dos CTT o descontentamento das suas populações, esperando soluções efetivas.

Traçando um cenário do que se passa nas freguesias da região e do distrito, Bruno Tomás, presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede e coordenador do Conselho Distrital de Santarém da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), diz não ter dúvidas que “a qualidade do serviço postal tem vindo a piorar desde o momento em que houve a privatização dos CTT”, notando que “tem sido quase insustentável em alguns locais do distrito de Santarém, principalmente nos núcleos mais rurais”.

Bruno Tomás, presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, é coordenador do Conselho Distrital de Santarém da ANAFRE. Foto: mediotejo.net

O coordenador distrital afirma até que “existem locais com distribuição de correio de três em três semanas ou mensalmente”.

Perante a justificação que vai sendo dada ano após ano, de que “existe falta de mão de obra para a distribuição, ou seja, falta de carteiros”, o autarca crê não ser possível aceitar de ânimo leve sempre a mesma justificação.

ÁUDIO | Bruno Tomás, coordenador do Conselho Distrital de Santarém da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE)

“Não podemos aceitar e temos que fazer alguma coisa, porque principalmente a população mais envelhecida e desprotegida a nível de recursos, fica mais exposta a esta situação. Não recebermos correspondência em três semanas ou num mês é grave. Luz, água, consultas médicas, exames médicos, é preocupante”, afirma.

A solução, à semelhança do que é defendido pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, é que o serviço postal tem que voltar a ser público. “Quando foi privatizado perdemos qualidade neste serviço. É um serviço básico que tem que ser prestado às pessoas”, admite Bruno Tomás, dando conta que esta é também a sua opinião pessoal.

Foto ilustrativa: DR

“Não estamos a falar na área metropolitana de Lisboa ou Porto, estamos a falar de concelhos do Interior do país em que as populações não podem ficar desprotegidas sem este serviço postal público”, insiste.

Para o coordenador distrital da ANAFRE “o Governo devia olhar para a questão dos CTT e principalmente do serviço postal, e tentar perceber o que se pode fazer, porque o serviço neste momento não é prestado com qualidade às pessoas”.

No concelho de Abrantes, a freguesia de Martinchel é exemplo do descontentamento perante o serviço irregular dos CTT, com faltas recorrentes. Maria Teresinha Barreiro, presidente de Junta de Freguesia, já havia denunciado a má qualidade do serviço de distribuição postal, e a falta dele, e assume ao nosso jornal que os problemas continuam, apesar de não com tanta regularidade.

A presidente de Junta de Martinchel, Maria Teresinha Barreiro. Imagem: mediotejo.net

“Não tem sido tão frequente, mas não está tudo resolvido”, refere, dando conta que tem efetuado telefonemas e contactado a administração dos CTT, uma vez que a distribuição postal irregular tem causado constrangimentos à população, nomeadamente nos mais idosos, que dependem da correspondência para tratar de assuntos de saúde, como consultas médicas, exames e outros, bem como receber os vales-postais da reforma.

A autarca já havia denunciado, em junho, as faltas e as irregularidades na distribuição de correspondência em Martinchel, representando os fregueses desgostosos na generalidade, não tocando os problemas apenas aos mais idosos. Depois de ter levado o tema a Assembleia Municipal de Abrantes, a autarca não cruzou os braços e passou a efetuar diligências em nome da Junta de Freguesia que preside, aguardando resultados que beneficiem a população.

“Tenho estado em contacto com os responsáveis pelos CTT. Vou aguardar mais algum tempo, não quero pronunciar-me para já sobre o assunto”, conclui, não querendo adiantar mais pormenores.

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Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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2 Comentários

  1. E porque não se volta à juntar os Correios de Portugal (Serviço Postal que com a digitalização já não têm o mesmo volume de trabalho de outrora e, por consequência, os lucros caem) com os CTT Expresso que continuem, cada vez mais, com o comércio online, com elevado trabalho (encomendas) e maiores lucros. Com isto, não me parece boa solução nacionalizar, só, o Serviço Postal (deficitários) e “dar” os lucros (leia-se os correios “bons” e fundamentais para o futuro da economia) para os privados… Ou estarei eu, um leigo no assunto, a ver mal o problema?

  2. É difícil este assunto, porque os CTT são uma empresa privada e podem fazer o que lhes der na real gana.
    Mesmo a porção de “serviço público” que supostamente têm, é uma valente de uma hipocrisia com os estudos de cumprimento dos serviço adulterados através da esperteza saloia da empresa que detectava quais os envelopes de testes e que fazia questão de ter alguém a ir entregar de propósito aquela 1 carta no destino… e enquanto isso a maior parte das pessoas só raramente recebia as coisas no tempo esperado.
    Mesmo quando mudaram o método de teste, nada mudou, aliás acho que mudaram os critérios para favorecer os CTT e até renovaram o “serviço público” com eles… que melhor que premiar uma empresa que prova uma e outra vez ser capaz de não proporcionar os serviços que promete do que renovar o contrato… que belo incentivo para fazerem um mau trabalho.
    Colocassem um anúncio oficial, e fizessem questão de anunciar nas televisões e jornais que estavam à procura de uma nova empresa para prestar a parte de serviço público de distribuição de correio e encomendas, com um contrato longo (tipo 10 anos), para compensar o investimento, e iríamos ver se aparecia ou não alguma empresa (nem que seja de algum amigo político) para prestar tal serviço.

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