Trabalhadores vão manter-se em greve parcial até 23 de julho, reclamando a contratação de mais trabalhadores para Abrantes. Créditos: DR

Serão já mais de 100 mil os objetos depositados no centro de distribuição postal de Abrantes – onde também se concentra o correio a entregar nos concelhos de Constância, Sardoal e Gavião –, denuncia o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações. Reivindicando reforços de pessoal “há vários anos”, os carteiros Abrantes vão manter-se em greve durante 2 horas por dia, até 23 de julho.

Com o agudizar do problema, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes reuniu, esta segunda-feira, 5 de julho, com o Diretor de Operações de Transporte e Distribuição dos CTT, Nuno Marques Neves, a quem transmitiu os problemas que têm vindo a ocorrer no concelho de Abrantes, nomeadamente a demora na distribuição do correio, não só na área urbana, mas com grande incidência nas freguesias rurais, causando grandes transtornos à população.

O responsável dos CTT comprometeu-se a fazer um reforço com mais recursos humanos, para que nas próximas semanas a situação esteja regularizada, e informou que estão a tomar medidas para minimizar os respetivos atrasos na entrega da correspondência.

Manuel Jorge Valamatos recebeu também um grupo de trabalhadores e representantes do SNTCT – Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, para ouvir as suas reivindicações.

O problema dos atrasos na entrega de correspondência, disse, foi algo que sempre “nos preocupou imenso”, pelo que o município tem vindo a desenvolver “todos os esforços no sentido de que esta situação seja resolvida com a maior brevidade possível” e que “as dificuldades que têm vindo a ser sentidas pelas populações, nomeadamente na distribuição e na qualidade deste serviço postal, sejam ultrapassadas”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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