Foto arquivo: mediotejo.net

Durante o ano de 2021 o projeto de recolha seletiva da RSTJ “Ecoponto à Porta” permitiu a recolha de 1.051 toneladas de resíduos de embalagens (401 toneladas de plástico/metal, 312 toneladas de
papel/cartão e 338 toneladas de vidro). A Chamusca, primeiro município onde o sistema foi implementado, destacou-se como o concelho onde foi recolhida a maior quantidade de resíduos por alojamento aderente (130,62 kg), seguido de Constância e de Vila Nova da Barquinha. No que diz respeito à quantidade total anual, o concelho de Torres Novas destaca-se com 269.356 kg recolhidos durante o ano de 2021.

Estes dados, de um relatório anual da RSTJ a que o nosso jornal teve acesso, correspondem a 498.889 recolhas de mini ecopontos, nos 9.473 alojamentos aderentes. Estão assim integradas no projeto 25.220 habitantes , ou seja, cerca de 13% da população residente no perímetro de atuação da RSTJ (Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha). O projeto, no entanto, (ainda) só está ativo nos concelhos de Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Torres Novas e Vila Noda da Barquinha.

Em termos de quantidade por alojamento aderente, o concelho da Chamusca é líder, com 130,62 kg recolhidos. Seguem-se os concelhos de Constância (130,13 kg), Vila Nova da Barquinha (128,84 kg), Entroncamento (112,52 kg), Torres Novas (90,78 kg) e Alcanena (59,21 kg), sendo de realçar que o projeto não foi implementado ao mesmo tempo em todos os concelhos.

No que diz respeito à quantidade total anual, o concelho de Torres Novas destaca-se com 269.356 kg recolhidos durante o ano de 2021. Na segunda posição aparece o concelho barquinhense com 218.516 kg, enquanto a Chamusca fecha o “pódio” com 201.541 kg recolhidos. Os restantes concelhos recolheram todos abaixo de duzentos mil quilos, nomeadamente os municípios do Entroncamento (177.446 kg), Constância (155.651 kg) e Alcanena (29.252 kg).

O relatório conclui também que houve um aumento da recolha seletiva nos territórios servidos por este modelo de recolha, em comparação com o que se recolhia nos ecopontos colocados em espaço público, em cerca de 65%.

O sistema de recolha seletiva porta-a-porta da RSTJ – Gestão e Tratamento de Resíduos, E.I.M., S.A (antiga Resitejo) tem como objetivo aumentar a recolha seletiva e a reciclagem, ser próximo e cómodo para o cidadão, e também figurar como mais uma ajuda na defesa do ambiente. Este projeto começou a ser implementado em 2019 na Chamusca, e desde então já se alargou a outros concelhos como Alcanena, Constância, Entroncamento, Torres Novas ou Vila Nova da Barquinha, estando atualmente a dar os primeiros passos no concelho de Tomar.

Financeiramente, o projeto apresentou um balanço negativo de 96.170,85€. Os custos fixaram-se em 411.496,17€ (3.007,28€ com equipamentos, 23.721,77€ em viaturas, 43.164,90€ em combustível e 341.601,22€ em pessoal) enquanto da recolha e aproveitamento de plástico/metal se aproveitaram 253.581,23€, do papel/cartão 46.305,38€, e do vidro 15.437,71.€.

A RSTJ (antiga Resitejo) tem como missão gerir e tratar os resíduos sólidos urbanos (RSU) produzidos na sua área de intervenção que contempla os 10 concelhos de Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, sendo que são também estes municípios que figuram equitativamente na estrutura acionista da empresa.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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