Foto: CMA

O Conselho Estratégico Empresarial de Abrantes reuniu pela primeira vez na quinta-feira, dia 23 de maio, no Tagusvalley – Parque de Ciência e Tecnologia, em Alferrarede (Abrantes). Este órgão consultivo foi criado em março pelo município, sendo dirigido pelo presidente de Câmara, Manuel Jorge Valamatos.

Na primeira reunião foram nomeados secretários da mesa de plenário Rui Serrano (presidente do Núcleo de Abrantes, Constância, Mação e Sardoal da NERSANT) e Pedro Saraiva (diretor executivo do Tagusvalley). A NERSANT propôs ainda a reconversão do Núcleo NERSANT de Abrantes numa incubadora de empresas de base não tecnológica, numa parceria entre a NERSANT, o Tagusvalley e o Município de Abrantes.

A informação foi avançada pela NERSANT, em comunicado, e confirmada pelo vice-presidente da autarquia abrantina, João Gomes, na reunião de Câmara que presidiu esta terça-feira, dia 28 de maio.

“Durante o CEEA foi apresentada candidatura pela NERSANT em articulação com a Tagusvalley e a Câmara Municipal Abrantes. O arquiteto Rui Serrano, em representação do Núcleo de Abrantes da NERSANT, fez uma apresentação de projeto para instalação de uma incubadora de base não tecnológica nas instalações da NERSANT, localizadas no Parque de Ciência e Tecnologia”, começou por referir.

Manuel Jorge Valamatos, presidente da CM Abrantes, preside à mesa de plenário deste órgão consultivo. Foto: CMA

“O projeto já foi incluído numa candidatura que a Tagusvalley submeteu no âmbito de aviso da Startup Portugal e na próxima reunião de Câmara o sr. Presidente irá trazer informação mais específica sobre este assunto, e depois apresentar o projeto em causa”, indicou o vice-presidente da autarquia.

Ao dar esta informação na reunião de executivo, o vice-presidente João Gomes deixou ainda mensagem a “lamentar profundamente e deixar as mais sentidas condolências à família e amigos dos empresários que nos deixaram recentemente, Amândio Mendes, empresa de Transportes e Construção, e Júlio Afonso, atual gerente do café Tonho Paulos”, notando que “tínhamos que deixar este apontamento e agradecer todo o envolvimento e contributo para a economia do nosso concelho”.

Quanto à primeira sessão do CEEA, participaram representantes das empresas e entidades que integram este novo órgão consultivo criado para apoiar o executivo municipal e promover a participação ativa e o debate sobre a estratégia de desenvolvimento económico do concelho.

Segundo o regulamento interno, o Conselho Estratégico Empresarial de Abrantes (CEEA) é um “órgão consultivo de apoio ao executivo municipal, dotado de total de autonomia funcional e independência” e foi criado com objetivo de “fomentar a participação e promover a reflexão e debate com os agentes económico, as freguesias, a comunidade científica e outros atores considerados relevantes, em matérias relacionadas com a estratégia de desenvolvimento económico do concelho”.

Deu-se a eleição dos secretários da mesa de plenário do CEEA, tendo sido eleitos Rui Serrano, presidente do Núcleo NERSANT de Abrantes, Constância, Mação e Sardoal e Pedro Saraiva, em representação do Tagusvalley.

Na reunião, a NERSANT apresentou uma proposta de reconversão do Núcleo de Abrantes numa incubadora de empresas de base não tecnológica, uma iniciativa que se configura como uma parceria entre a NERSANT, o Tagusvalley e o Município de Abrantes.

“Esta incubadora tem como objetivo principal apoiar o empreendedorismo e o desenvolvimento de novas empresas na região, promovendo a diversificação e a sustentabilidade económica, permitindo a incubação de negócios mais tradicionais”, explica a NERSANT.

Núcleo da NERSANT localizado no TAGUSVALLEY – Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes deverá ser convertido em incubadora de empresas de base não tecnológica, após candidatura submetida em conjunto com a autarquia.

Recorde-se que este tema foi levado inúmeras vezes a reunião de Câmara de Abrantes pelo PSD, tendo inclusive sido chumbada por maioria socialista, no ano passado, a proposta apresentada pelo vereador social democrata Vítor Moura para criação de uma incubadora de empresas de base tradicional.

Perante a proposta da NERSANT, que surgiu agora em sede de CEEA, o vereador da oposição lembrou o facto de ter trazido com “recorrência” o tema da “lacuna” existente no concelho sobre a ausência de uma incubadora de empresas de base não tecnológica.

“Finalmente parece que vai ser uma realidade, e não podemos deixar de nos congratular com isso e não podemos deixar de salientar, mais uma vez, que vai aparecer com anos de atraso. Mas vale mais tarde do que nunca”, afirmou Vítor Moura, corroborando o que foi dito pela partida dos empresários, nomeadamente o abrantino Amândio Mendes, que considerou ter sido “um homem a que Abrantes muito deve”, tendo lembrado também ter sido vereador do município.

João Gomes assentiu quanto ao facto de a instalação de uma incubadora de empresas de base não tecnológica ter vindo a ser falada e trazida a debate pela voz do vereador social democrata.

“Queremos ter capacidade para receber tudo e todos, desde o início que nunca foi um problema para nós o acolhimento de uma entidade/empresa de base não tecnológica. Neste momento temos uma parceria, à qual o Município se quis associar junto da NERSANT e da Tagusvalley, numa candidatura em conjunto para poder ir ao encontro desta situação”, frisou o autarca.

O CEEA tem a missão de “acompanhar e aconselhar a definição de estratégias e linhas de atuação por parte dos órgãos do Município de Abrantes, que impulsionem o desenvolvimento económico do concelho, devendo para o efeito conhecer e avaliar a realidade económica do mesmo”.

Já quanto à constituição do órgão, refere o regulamento que “os membros autárquicos que integram o conselho são designados pelo período correspondente ao mandato autárquico, sendo os restantes designados por igual período salvo indicação contrária dos órgãos competentes para a sua nomeação”, sendo que “os membros designados no mandato anterior mantêm-se em funções até à designação dos novos, em resultado do processo eleitoral”.

Compete ao CEEA: a) Aconselhar a Câmara Municipal de Abrantes na formulação de estratégias e políticas potenciadoras de desenvolvimento económico; b) Pronunciar-se sobre projetos e instrumentos de gestão territorial e setorial com incidência no concelho, sob solicitação do Presidente da Câmara Municipal; c) Elaborar propostas de ação de modo a assegurar a defesa e melhoria das condições económicas do concelho rumo a um crescimento económico sustentado; d) Emitir parecer sobre projetos de regulamentos municipais que incidam sobre matérias que respeitem as políticas de desenvolvimento económico, sob solicitação do Presidente da Câmara Municipal; e) Constituir equipas de trabalho no âmbito das suas competências.

São membros do Conselho Estratégico Empresarial as seguintes entidades:

  • Presidente da Câmara Municipal
  • Presidente da Assembleia Municipal
  • Junta de Freguesia de Abrantes e Alferrarede
  • Junta de Freguesia de Aldeia do Mato e Souto
  • Mitsubishi Fuso Truck Europe – Sociedade Europeia de Automóveis, S.A.
  • Hitachi Astemo Abrantes, S.A.
  • Silicália Portugal – Indústria E Comércio de Aglomerados de Pedra, S.A.
  • Momsteelpor, S.A.
  • Elecgás, S.A.
  • RSA – Reciclagem de Sucatas Abrantina, S.A.
  • Superabrantes – Supermercados, LDA
  • Abrancongelados – Produtos Alimentares, LDA
  • OKE Tillner – Perfis, LDA
  • Pegop – Energia Eléctrica, S.A.
  • DTB Tech & Data Hub, Unipessoal, LDA
  • Paurui – Madeiras E Lenhas, LDA
  • Saov – Sociedade Agrícola Ouro Vegetal, S.A.
  • Manuel Carlos Silva Pereira & Filhos, LDA
  • Transportes e Serviços RSA, LDA
  • Vieira Alves – Metalomecânica, S. A.
  • Sofalca – Sociedade Central de Produtos de Cortiça, Lda.
  • Jorge Loureiro – Projetos de Engenharia e Arquitetura, Lda.
  • H.JDP – Alimentar, Unipessoal, LDA
  • 4MB – Construções, LDA.
  • NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém
  • Associação Comercial e Empresarial de Abrantes (ACE)
  • TAGUSVALLEY – Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes
  • Tagus RI – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior
  • Associação dos Agricultores dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação
  • Instituto Politécnico de Tomar
  • Universidade Aberta
  • Instituto de Emprego e Formação Profissional – Centro de Emprego e Formação Profissional do Médio Tejo
  • Conselho Municipal de Juventude de Abrantes
  • Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo
  • Médiotejo21 -Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul
  • ZIF de Aldeia do Mato
  • Centro Humanitário de Abrantes Tomar – Cruz Vermelha Portuguesa
  • Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, E.P.E.

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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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1 Comment

  1. Expliquem-me o que são empresas de “base não tecnológica” e que futuro têm em plena Transição (revolução) Digital que estamos a enfrentar em todo o mundo?

    Serão empresas onde estão proibidos todos os ecrãs, telefones, telemóveis, computadores, Internet, drones (Usados em muitas empresas agrícolas modernas. Sim! Até aí, na agricultura, já não há empresas tradicionais!), … E nada de softwares informáticos, nem para emitir uma fatura ou recibo porque em papel é que é bom, gera burocracia, empregos e trabalho mal pago para todos… Mas foi assim que aprendemos a fazer há 100 anos atrás e aprender até morrer dá muito trabalho!). Será esta a descrição de uma empresa de “base não tecnológica”?

    Pobre interior, não avanças rumo ao futuro. Assim ficas condenado a viver como no passado: rural, esquecido e pobre!

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