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“Tem sido um parto difícil”, foi assim que Nuno Silva (Cidadãos por Alcanena), vereador com o pelouro do ambiente, começou por fazer o ponto de situação sobre a nova captação de água subterrânea na localidade de Filhós (Bugalhos, Alcanena), a qual pretende responder ao “problema estrutural que ocorreu na captação anteriormente existente neste local”. Diversos constrangimentos na empreitada do furo têm atrasado a conclusão da mesma, pelo que a localidade de Bugalhos ainda não viu solucionados em pleno os problemas relacionados com o abastecimento de água.

“A perfuração foi concluída a 27 de setembro, entretanto quando estavam a fazer o encamisamento ocorreu um acidente, partiu-se o cabo, o operador não morreu por [sorte], tem de agradecer à esposa dele porque ele estava na operação, foi para atender o telefone e chegou-se para o lado dois passos, se não tinha ficado lá. Aquilo partiu-se e o encamisamento ao fim ao cabo amolgou na parte final”, detalhou Nuno Silva, sobre o mais recente contratempo que ocorreu na obra.

Conforme explicou o autarca, entretanto já foi feita uma diagrafia do furo, pelo que se vai avaliar com o projetista se existem condições para que o furo não vá até aos 330 metros de profundidado previstos e perceber se existem outros veios que deem água em quantidade e qualidade suficiente mais acima, a cerca de 250 metros.

“Aparentemente sim, mas temos de perceber, devido a esta mesma diagrafia que foi feita, se de facto aos 250 metros já temos água que nos permita ficar por aqui”, sendo que nesse caso se perde o resto da perfuração “sob pena de termos de fazer um furo novo”, acrescentou Nuno Silva.

O edil sossegou ainda a vereação, acrescentando que todos estes contratempos estão a ser assumidos pela empresa, pelo que “para eles, neste momento cada dia que passa é perda de dinheiro”.

“Está tudo a correr mal”, lamentou Rui Anastácio (Cidadãos por Alcanena), presidente da autarquia.

Desde o início da empreitada, a qual acarretou um investimento de cerca de 150 mil euros, que a Aquanena recorreu a soluções alternativas de modo a continuar a garantir o fornecimento do serviço à população, nomeadamente através do uso de camiões autotanques para o enchimento do reservatório de Filhós.

No entanto, no que diz respeito à quantidade de água que é necessária transportar, os valores atuais “não têm nada a ver com aquilo que foi o período de verão”, fez saber Nuno Silva, explicando que enquanto no verão o camião tinha de se deslocar a Filhós três ou quatro vezes por dia, atualmente a deslocação só é necessária uma ou duas vezes por semana.

Quanto às queixas anteriormente colocadas por munícipes relativamente à qualidade da água no Espinheiro, o edil disse que foi questionada a Aquanena e que “não há registo de facto de análises impróprias para consumo na rede do Espinheiro”.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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