O que está no meio criativo do Médio Tejo? Entre quem faz e quem vê? Entre o manual e o tecnológico? O Mercado das Artes, a nova cooperativa cultural que se apresentou oficialmente ao público no dia 26 de janeiro. A iniciativa partiu de Carlos Vicente, Fátima Capela, Marina Honório, Paulo Passos e Pérsio Basso, os cinco sócios fundadores, que juntámos no Parque de Escultura Contemporânea Almourol, em Vila Nova da Barquinha.

“Como surgiu o Mercado das Artes?”, “Porquê uma cooperativa cultural?”, “Qual o principal desafio?”, “Quem pode fazer parte?” e “Como vai ganhar forma”? Foram as questões que colocámos aos responsáveis pelo surgimento do projeto pioneiro na região que começou a passar de ideia a realidade no início de 2017. A nova cooperativa cultural é credenciada pela CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social e tem como objetivo dar visibilidade e desenvolver a criatividade local.

A entrevista decorreu no Parque de Escultura Contemporânea Almourol. Foto: mediotejo.net

O nome adotado recupera o atribuído ao projeto resultante da parceria entre a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, presidida na altura por Miguel Pombeiro, a Fundação EDP e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) que resultou, entre outros, na galeria de arte nos Paços do Concelho, na reabilitação do centro cultural e na conversão da Casa da Hidráulica no Centro de Estudos de Arte Contemporânea (CEAC), onde se realizam ateliers e residências artísticas.

O município barquinhense foi o primeiro parceiro dos muitos esperados pelos sócios fundadores e que não têm de ser obrigatoriamente artistas pois as portas da cooperativa estão abertas a entidades públicas e privadas que queiram associar-se mediante o pagamento de uma joia e uma quota mensal. O elemento que todos une é a cultura nas suas mais variadas formas e vai das artes plásticas à música, passando pela comunicação, a moda, a literatura, o design gráfico, a dança ou o artesanato.

A sede provisória do Mercado das Artes é no CEAC. Foto: mediotejo.net

A mesma cultura que juntou o artista plástico Carlos Vicente, a arquiteta Fátima Capela, a vereadora da Câmara Municipal da Barquinha Marina Honório, o designer gráfico Paulo Passos e o técnico de comunicação e fotógrafo Pérsio Basso que, da sede provisória no Centro de Estudos de Arte Contemporânea, esperam chegar a todo a região e juntar os artistas locais através das inúmeras iniciativas de criatividade em rede projetadas a curto prazo.

Entre os projetos futuros encontram-se a criação de um clube de vídeo, workshops de escrita criativa, joalharia, cerâmica e passerelle, uma nova revista e o site que funcionará como “montra” e, mais tarde, como “loja” dos trabalhos desenvolvidos. Muitos outros estão no segredo dos deuses e serão revelados a seu tempo. Para já, partilhamos o que descobrimos na entrevista com as cinco caras que pretendem colocar a criatividade do Médio Tejo no meio do mundo.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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