Patos regressaram ao Barquinha Parque após confinamento e testagem. Imagem: Pérsio Basso / CM VNB

Os 21 patos retirados pela autarquia barquinhense do parque ribeirinho, na sequência da deteção de casos de gripe das aves em patos mudos que morreram no local, regressaram esta quarta-feira ao seu espaço habitual, após confinamento. Além do levantamento das restrições no concelho de Vila Nova da Barquinha, também em Constância a situação está normalizada.

Em comunicado, o Município de Vila Nova da Barquinha informa que na sequência da notificação da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), na qualidade de Autoridade Sanitária Veterinária Nacional, que refere “o levantamento das restrições relativas ao foco de gripe aviária em Vila Nova da Barquinha”, regressaram ao Barquinha Parque os animais que estiveram em confinamento.

As restrições que diziam respeito à proibição de realização de diversas atividades nas zonas de proteção e vigilância definidas (desde circulação de aves detidas, repovoamento de espécies cinegéticas, realização de feiras, mercados e outros ajuntamentos de aves, circulação de carne fresca de produtos à base de carne de aves detidas e selvagens a partir de matadouros ou ainda a circulação de ovos para consumo humano a partir de estabelecimentos aí localizados), foram levantadas a 5 de fevereiro

A autarquia barquinhense informa que toda a colónia de patos foi alvo de testagem no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, estando garantidas as condições para o regresso ao espaço habitual, o parque ribeirinho.

É deixado no entanto o alerta para a necessidade contínua de vigilância e notificação de suspeitas de casos de gripe das aves à DGAV. Para as aves selvagens, as suspeitas poderão ser registadas na aplicação ANIMAS, disponível AQUI.

No caso do foco detetado na freguesia de Santa Margarida da Coutada, em Constância, as restrições foram levantadas a 15 de fevereiro, conforme as indicações emanadas pela DGAV. A situação no concelho constanciense está neste momento estabilizada, conforme confirmou ao mediotejo.net o presidente da Câmara Municipal, Sérgio Oliveira.

ÁUDIO | Presidente do Município de Constância sobre gripe das aves

Recorde-se que os dois primeiros focos de gripe aviária recentemente detetados surgiram a 1 de dezembro, numa capoeira doméstica em Palmela, e a 23 de dezembro, numa exploração de perus em Óbidos, com cerca de 18 mil aves, existindo “uma ligação” entre essa exploração e o terceiro foco detetado em 30 de dezembro, e confirmado no dia seguinte, em Vila Nova da Barquinha, numa exploração com cerca de seis mil perus.

A 4 de janeiro foi detetado um quarto foco de gripe aviária numa exploração de galinhas e patos em Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e no dia seguinte foi confirmado um quinto foco em Alpiarça, num ganso selvagem, a que se juntou um sexto foco, em Peniche, detetado numa gaivota.

A 11 de janeiro, foi detetada gripe das aves também em patos mudos no Barquinha Parque, em Vila Nova da Barquinha, tendo três dias depois, a 14 de janeiro, a doença sido detetada também em animais de capoeira de uma exploração doméstica na freguesia de Santa Margarida da Coutada, em Constância.

Atualmente com mais de uma dezena de focos detetados – 9 focos em aves domésticas, incluindo explorações comerciais de perus, galinhas e patos, uma coleção privada de aves e capoeiras domésticas, e 4 focos em aves selvagens – que já atingiram os distritos de Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, o mais recente foco de gripe aviária foi detetado esta segunda-feira, 14 de fevereiro, numa exploração comercial de patos reprodutores, em A-dos-Cunhados e Maceira, concelho de Torres Vedras (onde havia já sido detetados focos a 4, 8 e 10 de fevereiro).

A DGAV lembra que “não existem evidências de que a gripe aviária seja transmitida para os humanos através do consumo de alimentos”, como carne de aves de capoeira ou ovos, salientando que “na origem da doença estará a regular migração de aves selvagens na Europa, provenientes da Ásia e do leste da Rússia, que têm permitido a circulação viral e a sua transmissão a longas distâncias”.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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