Uma antevisão do que poderá ser o Bioparque em Vila Nova Barquinha. Foto: DR

O Bark – Biopark da Barquinha, está mais perto de se tornar uma realidade. Segundo a Olifantes & Nature, empresa promotora de um projeto de investimento de 70 milhões de euros, depois da alteração do PDM (Plano Diretor Municipal) de Vila Nova da Barquinha, publicada no dia 11 de novembro, foi apresentada no dia 16 a planta síntese do bioparque para efeitos de licenciamento camarário.

“Com esta entrega de documentos, o processo de licenciamento camarário foi oficialmente iniciado e seguirá os procedimentos necessários para o início dos trabalhos de obra. A data de abertura ainda não será divulgada”, revela a empresa em comunicado.

Segundo a informação, a primeira fase do projeto integra os dois primeiros habitats da Ibéria e da Savana Africana, a zona de logística que inclui balneários de pessoal, cozinha animal, hospital veterinário e laboratório biológico, necropsia, estufa e berçário de plantas e quarentena animal e de plantas.

O projeto contempla ainda um restaurante com vista para um dos territórios da Savana Africana, quiosque de alimentação na zona do habitat da Ibéria, estacionamento para 438 veículos ligeiros e sete lugares de estacionamento para autocarros, um centro pedagógico e edifício de entrada e ainda um hotel de quatro estrelas com 130 quartos. Entretanto o projeto já conta com um website.

O projeto implica um investimento de cerca de 70 milhões de euros num espaço de cerca de 40 hectares onde vão coexistir 120 espécies vindas dos quatro cantos do mundo, sendo que o projeto quer ainda ser reconhecido pelo pilar da investigação, com o foco no desenvolvimento do conhecimento científico e reintrodução de espécies.

As expectativas e estimativas são de que exista (no mínimo) um impacto de 50 milhões de euros num raio de abrangência de até 50 km de distância.

Foto: Bark

Com abertura anunciada para 2021, depois 2022, e agora adiada para data a anunciar, o projeto Bark – Biopark Barquinha, a instalar no território de Vila Nova da Barquinha, está pensado como “centro de conservação de espécies em vias de extinção” e “deverá criar 150 postos de trabalho diretos”, estando previsto “receber 450 mil visitantes no primeiro ano”, revelou no início de 2019 o promotor do investimento, o empresário João Rodrigues, biólogo de formação e estudante de veterinária.

Pensado também como centro de conhecimento, o BARK pretende juntar a investigação científica com o desenvolvimento de programas ambientais e, segundo o empresário João Paulo Rodrigues, natural de Abrantes, “será o primeiro no país, segundo na Europa e quinto no mundo aberto à noite”.

O projeto tem um investimento global de 70 milhões de milhões de euros e vai acolher, numa primeira fase, 260 espécies animais, revelou ainda o promotor.

“Provenientes de centros de reprodução e parques semelhantes, metade estão ameaçadas de extinção”, pode ler-se na mesma informação, sendo que o arranque do BARK vai apostar em quatro habitats: Arquipélago Indonésio, Pantanal, Peneda-Gerês e Savana Africana.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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