Câmara de Vila Nova da Barquinha. Foto: Faísca dos Reis

A Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha aprovou por unanimidade a moção apresentada pelo grupo político do PS, a qual condena a invasão da Ucrânia por parte da Federação Russa. Foi ainda deliberado enviar a moção de condenação ao Governo e aos grupos parlamentares da Assembleia da República.

Foi na última sessão de Assembleia Municipal – a primeira deste ano civil e a terceira do presente mandato – que o grupo político do Partido Socialista apresentou uma moção de condenação à invasão russa de território ucraniano:

“A Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha delibera condenar o ataque militar da Federação Russa numa clara violação de direito internacional e dos princípios que regulam a coexistência pacífica das nações soberanas”, pôde-se ouvir aquando da leitura da moção.

A moção foi aprovada na última Assembleia Municipal, a 25 de fevereiro. Foto: mediotejo.net

Através do documento, aprovado por unanimidade, é explicitado que é também intenção da Assembleia Municipal Barquinhense “demonstrar a sua profunda solidariedade à Comunidade Ucraniana do Médio Tejo e disponibilizar-se para prestar apoio e auxílio humanitário”.

A CDU apresentou também uma declaração política referente a esta situação, a qual foi entregue e lida na sessão pela deputada Paula Duarte, e que começa por afirmar que “a bancada da CDU aqui representada foi e sempre será defensora de valores que se regem pelo bom senso, pela verdade e pela busca de soluções pacíficas que não coloquem em risco, em primeiro lugar, vidas humanas, mas que passem também por soluções economicamente viáveis e justas, porque também aqui e no campo económico é preciso falar de justiça”.

A bancada da Coligação Democrática Unitária, conforme leu a deputada eleita por esta coligação de esquerda, não mostra dúvidas de que o “poderio económico” das grandes potências é o “verdadeiro motivador” para o conflito mencionado, umas vez que os “governos e o seu complexo militar armado têm aí as suas maiores fontes de rendimento, nomeadamente os Estados Unidos”.

Conforme foi lido pela deputada, a CDU considera que, “mais do que permitido”, este acontecimento foi “incentivado por aqueles que verdadeiramente irão lucrar com o conflito”, mencionando ainda que a colocação de forças militarizadas em zonas estratégicas da Ucrânia desde 2014 e a clara violação dos Acordos de Minsk, ainda que de forma lenta, “foram a lenha que foi alimentando a fogueira que agora se incendiou”.

Mas também a Rússia e o seu líder, Vladimir Putin, não passaram incólumes: “As recentes declarações de Putin que lançam um discurso que em tudo nega o direito de autodeterminação dos povos anteriormente reconhecidos como independentes e que foram durante décadas garante de paz, fazem ressoar tempos passados de Rússia czarista. É o cair de uma máscara que todos sabiam ser uma fachada, um governo de oligarcas capitalistas que têm oprimido uma nação – a nação russa – que se vê agora arrastada para uma guerra que não solicitou”, refere-se na declaração. 

“O caminho de curvas e contracurvas que nos trouxe até aqui não pode ser verdadeiramente analisado à luz dos tempos atuais apenas. E talvez seja a história futura que faça verdadeiramente luz sobre os verdadeiros acontecimentos atuais e reponha a verdade. É este caminho de inverdades, jogos de poder e sedes de guerra, que esta bancada da CDU faz questão de condenar hoje nesta Assembleia Municipal”, terminou a deputada Paula Duarte.

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Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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