Lagar em Vila de Rei. Créditos: CMVR

Em reunião do executivo de Vila de Rei, foi apresentado o relatório final da campanha de 2023 do Lagar Municipal que, naquele que foi o seu nono ano de laboração, voltou a apresentar números considerados “bastante positivos” pela autarquia, tendo apontado para a entrada de cerca de mil toneladas de azeitona e um resultado positivo na ordem dos 50 mil euros.

Ao longo de 60 dias de laboração, entre 17 de outubro e 16 de dezembro, o Lagar registou a entrada de 950 mil e 379 quilos de azeitona, que deram origem a 105 mil e 751 litros de azeite e a uma taxa de fundição média de 10,19%. No ano anterior, em 2022, os números tinham-se ficado pelos 357 mil e 520 quilos de azeitona e 40 mil e 032 litros de azeite.

A campanha do Lagar de Vila de Rei registou neste ano uma receita de cerca de 92 mil euros (entre serviço de moagem de azeitona, a venda de garrafões e venda de bagaço) e uma despesa corrente de 43 mil euros (despesas com pessoal, energia, equipamentos, telecomunicações, alarme e videovigilância, materiais diversos, entre outros), resultando num resultado positivo de 48 mil 987,11 euros.

A grande maioria dos utilizadores do Lagar continua a ser do Concelho de Vila de Rei (55%), mas é de destacar igualmente a assiduidade de produtores de outros concelhos, nomeadamente Proença-a-Nova, Sertã, Sardoal, Mação e Abrantes.

O presidente da autarquia vilarregense, Ricardo Aires, destaca que “o Lagar de Vila de Rei voltou a apresentar números bastantes positivos e a atrair um grande número de produtores da zona centro do País, graças aos equipamentos modernos e ecológicos, capazes de produzir azeite de elevada qualidade”

Numa altura em que o valor do azeite sofreu um aumento na ordem dos 100%, o que o autarca designa como “uma intensa evolução nos últimos meses, é importante termos uma infraestrutura que consiga transformar com elevada competência este produto, servindo igualmente de estímulo para que os nossos produtores possam tirar o máximo partido dos seus terrenos agrícolas. Esperamos assim que, nos próximos ano, possamos continuar a apresentar estes resultados tão positivos e, essencialmente, a auxiliar os produtos vilarregenses e da região centro”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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