O sítio arqueológico de Vale do Junco, na freguesia de Ortiga, concelho de Mação, vai ser alvo de escavações arqueológicas entre os dias 15 de setembro e 3 de outubro, sendo que esta campanha na Villa Romana aceita a participação de voluntários. As inscrições decorrem até 5 de setembro.
Este património romano, descoberto nos anos 40 do século passado, tem motivado investigações e publicações, tendo inclusive decorrido uma exposição no Núcleo Museológico de Ortiga promovendo objetos do espólio e coleção de achados arqueológicos ao longo das últimas décadas.
A Estação Arqueológica de Vale do Junco situa-se na freguesia de Ortiga, sendo um sítio arqueológico classificado. Trata-se de um povoado com ocupação romana, possivelmente ligada à exploração aurífera, que atinge cerca de 2 hectares.

Nesta nova campanha de escavações, o museu e o município pretendem “valorizar o seu património através da integração e interação da comunidade em ações conjuntas que promovam a aquisição e partilha de conhecimentos”, convidando a população a participar nas escavações arqueológicas.
As inscrições são limitadas, devendo os interessados contactar o Museu para se juntarem à equipa de trabalho entre os dias 15 de setembro e 3 de outubro. Para informações e registos, contactar pelo e-mail museu@cm-macao.pt ou pelo telefone 241 571 477.
Na Estação Arqueológica de Vale do Junco, em Ortiga, foi identificado um balneário romano durante os trabalhos conduzidos por João Calado Rodrigues em 1940, mas cujos últimos trabalhos ocorreram nos anos 80, por Rogério Pires de Carvalho.

Em dezembro do ano 2023, foi inaugurada no Núcleo Museológico de Ortiga a exposição “Vale do Junco e o Passado Romano no Território de Mação”, na qual constam diversos objetos do espólio encontrado no balneário romano da freguesia. A Estação Arqueológica de Vale do Junco, na freguesia de Ortiga, é um sítio arqueológico classificado. Trata-se de um povoado com ocupação romana, possivelmente ligada à exploração aurífera, com cerca de 2 hectares.

A poucos metros das margens do Tejo existem vestígios de conheiras, sendo que no povoado são visíveis vestígios de um complexo termal que data do século III/IV d. C., escavado nos anos 50 por Calado Rodrigues. No local existem também à superfície vários fragmentos de cerâmica comum e de construção romana, bem como vestígios de algumas sepulturas possivelmente visigóticas.
Os muros romanos retilíneos do balneário são perfeitamente visíveis, bem como os pavimentos de opus signinum.
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