Maria José Maximiano e o Folar de Tramagal. Foto: mediotejo.net

O tradicional Folar de Tramagal vai ser distribuído gratuitamente pelos cerca de 170  alunos da Escola Básica e Secundária Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal, Abrantes, esta sexta-feira, dia 10 de maio, a partir das 11h00.

O objetivo da iniciativa da ‘Tramagalisses’ e de Maria José Maximiano, pasteleira e fundadora da empresa passa pela “divulgação do Folar nas camadas mais jovens” da comunidade de Tramagal, deu conta em nota de imprensa enviada ao mediotejo.net.

A fama do folar espalhou-se na década de 40, depois de ter sido incluído num livro de comidas típicas a nível nacional. A receita já havia sido registada, naquela época, embora seja conhecida de formas diferentes em diferentes lugares. O tradicional folar do Tramagal de Páscoa leva um ovo em cima e era comum os afilhados oferecerem um folar aos padrinhos (e vice-versa) nesta época santa, explicou Maria José.

Como se passou do pão ao folar? Maria José Maximiano, formadora de Formação Profissional de Pastelaria e entusiasta defensora da preservação das tradições, decidiu recuperar a receita do Folar de Tramagal.

O Folar de Tramagal confecionado por Maria José Maximiano

Natural de Tramagal, Maria José quis fazer um bolo tradicional da sua terra e na pesquisa descobriu que Tramagal tinha um doce tradicional que “ninguém produzia apesar de publicado em vários livros de várias editoras”, explicou ao mediotejo.net.

Até que o folar acabou como bolo tradicional da Páscoa e em Portugal existem diferentes qualidades de folares. O mais corrente e difundido “é o bolo em massa seca, doce e ligada condimentado com canela e ervas aromáticas, geralmente erva-doce, uma espécie de regueifa ou fogaça encimado por um ou vários ovos cozidos inteiros e em certos lugares tingidos, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem”.

Maria comprovou que a tradição do folar na região do Ribatejo também existe. Um dos seus representantes é então o Folar de Tramagal, aromatizado unicamente com raspa de limão.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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