Foto ilustrativa: DR

Nas artes culinárias, este vocábulo significa trabalhar arduamente um produto (ganharás o pão com o suor do teu rosto) batendo vigorosamente até ficar em condições de ser trabalhado conforme aquilo que se pretende.

Agora, não faltam aparelhos e outros instrumentos capazes, de num ápice, transformar a matéria-prima de maneira a ficar a nosso gosto – pastosa, cremosa ou líquida –, revelando o progresso técnico o insano trabalho das Mestras cozinheiras e ajudantes para obterem o desejado preparo.

Por exemplo: amassar com as mãos uma massa a fim de um pão, um bolo ou um molho atingir o ponto desejado.

As Mestras de outrora sabiam qual era a força e destreza manuais a empregar, porém, a generalidade das pessoas saboreava sem aquilatar o esforço despendido na execução do referido preparo. No entanto, sabemos quão imperiosa é a vigilância no processamento da dita matéria-prima pois ao menor descuido o desejado produto fica estragado, tal como calor a mais origina o desagradável gosto e cheiro a bispo.

Se trabalhar culinariamente os ingredientes a fim de gastronomicamente serem dispostos ou trabalhados na área da decoração das mesas e travessas a imaginação tem lugar de relevo, contudo nem tudo o que reluz deve ser utilizado.

Guarnecer uma travessa com leitão assado ganha se for composta com limões e laranjas cujo corte em dentes-de-lobo ou meias luas possam daí advir grato prazer visual e palatal. No que tange a charcutaria os elementos devem ser diferentes, porém importa satisfazer a vontade de quem gosta. E, em matéria de gostos sigo os conselhos dos romanos!

Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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