Um dos protocolos visa a promoção e valorização a nível nacional e internacional do azeite produzido na região. Foto: DR

O município de Torres Novas aprovou por unanimidade dois protocolos de colaboração com o município de Alcanena com vista à implementação do projeto “Ouro Líquido” – para a valorização do azeite e olival extensivo que cobre grande parte das suas áreas – e à criação de um complexo sustentável integrado de instalações industriais e logísticas. Estes protocolos vão ser assinados no sábado, dia 3 de setembro, na cerimónia “Regenerar Alcanena”.

O primeiro protocolo designado como “Ouro Líquido” visa a “promoção e valorização a nível nacional e internacional do azeite produzido na região, através do desenvolvimento de iniciativas conjuntas, nomeadamente eventos e projetos”, refere-se em informação municipal, bem como “organizar, investigar e desenvolver todos os processos associados à produção do azeite, produzido através da azeitona galega, predominante na região”, até tendo em conta que os dois concelhos têm cerca de 20% da sua área coberta por olival.

Já o segundo protocolo pretende criar “infraestruturas e demais condições para potenciar a atração e instalação de novos projetos empresariais no território, num terreno contíguo ao nó da A1 com a A23. Esta medida pretende acelerar as dinâmicas de criação ou relocalização de empresas, prospeção de novos mercados e vocação para a internacionalização, bem como a captação de investimento e criação de emprego qualificado”.

Pedro Ferreira (PS), presidente da Câmara de Torres Novas fez questão de frisar que estes não são protocolos “banais” ou “vulgares”, considerando-os, inclusivamente, um “exemplo a nível nacional, para aparecerem outro tipo de parcerias que deverão haver independentemente das Comunidades Intermunicipais”.

ÁUDIO | PEDRO FERREIRA, PRESIDENTE CM TORRES NOVAS:

Pedro Ferreira (PS), presidente da Câmara de Torres Novas.

“E é com muito agrado que vejo [estes protocolos] – porque com a larga experiência que tenho como autarca, já vi municípios de costas voltadas, já vi projetos que ficaram no caminho por não darem as mãos – e portanto este exemplo que está a ser dado para mim é extraordinário e é bom é que se repitam outros, e porque não também com outros municípios que nós temos como vizinhos e que são importantes para resolver e ajudar o desenvolvimento económico”, disse ainda o autarca.

O vereador Tiago Ferreira (PSD) disse também que estes protocolos eram “excelentes” uma vez que visam “fazer aquilo que é normal, que é trabalhar numa lógica de intermunicipalidade, relembrando, no entanto, que é preciso, além dos protocolos, criar equipas multidisciplinares que trabalhem em conjunto, em prejuízo de depois os protocolos “morrerem”.

Tiago Ferreira (PSD), vereador da Câmara Municipal de Torres Novas.

Sobre o projeto “Ouro Líquido” em concreto, o edil disse que este tem de ser envolvido em conjunto com os proprietários e produtores, e que acredita que “efetivamente vai fazer a diferença porque o que nós precisamos hoje é de acrescentar valor àquilo que nós produzimos, e só acrescentando valor àquilo que nós produzimos é que nós podemos desenvolver o nosso concelho e desenvolver os nossos produtores e portanto acho que este protocolo é bem vindo e é de salutar”, disse o eleito do PSD.

Tiago Ferreira questionou ainda se a Câmara de Torres Novas está a tentar criar um plano de pormenor “para fazer a diferença naquela zona da Zibreira”, dizendo que este é um “desafio” para os dois municípios mas que “era preciso que a Câmara de Torres Novas também tomasse aqui as rédeas na questão do enquadramento urbanístico e dos planos para fazer ali uma reconversão daquela zona, efetivamente digna do projeto que é para colocar Torres Novas, Alcanena e a região no centro de Portugal e no centro do mundo, quem sabe”.

O vereador Luís Silva (PS) referiu que está a tentar ser desenvolvido um plano de pormenor para a área industrial de Torres Novas de acordo integrado com o de Alcanena, para que estes depois possam ser “encaixados um no outro para se desenvolver toda aquela área”, afirmando que não se deve pensar em “capelinhas” mas de uma maneira mais alargada.

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Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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