Plano Estratégico Cultural de Torres novas assenta num "maior envolvimento" das pessoas. Foto: DR

É no envolvimento da comunidade, do tecido associativo, e de atores e instituições locais onde assentam os pilares do Plano Estratégico Cultural de Torres Novas, a implementar até 2030, com vista a uma programação cultural mais sentida, vivida e partilhada pela comunidade. O projeto de futuro está a ser preparado no presente, com a recolha de ideias, sugestões e contributos, tendo a versão preliminar do documento sido apresentado pela vereadora Elvira Sequeira tendo entrado em fase de consulta pública.

O  Plano Estratégico Municipal de Cultura de Torres Novas 2030, apresentado na sexta-feira, dia 24 de junho, encontra-se neste momento em consulta pública, até dia 3 de julho, após o qual serão enquadrados os contributos, naquele que é mais um passo dado para a implementação deste plano a ser realizado até 2030. Ao mediotejo.net, Elvira Sequeira (PS), vereadora com o pelouro da Cultura, disse que os torrejanos podem esperar “um maior envolvimento de todas as pessoas, quer daquelas que fazem parte do tecido cultural de Torres Novas, quer do próprio município”, para que aquilo que é produzido em termos culturais “seja para todos” e que “chegue às pessoas com a participação delas próprias”.

Esta versão 0 do plano apresentado – disponível aqui – resulta de um processo participativo e colaborativo, coordenado cientificamente pelo Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura da Universidade do Minho (PolObs), e foi desenvolvido em duas fases, uma de análise de documentos e observação direta em todas as freguesias do concelho, e outra com a realização de um laboratório participativo que envolveu 52 pessoas de áreas profissionais e de estudo distintas, mas predominantemente das áreas culturais, artística, comunicação e associativismo.

Encontrando-se neste momento em consulta pública até dia 3 de julho, os resultados da mesma serão analisados e integrados, “se assim for do entendimento”, disse a vereadora Elvira Sequeira, sendo que depois o mesmo vai ser levado a reunião de Câmara e ao Conselho Municipal de Cultura, para dar depois se dar seguimento àquilo que são as considerações e as linhas estratégicas elencadas no documento.

Elvira Sequeira é vereadora da cultura em Torres Novas. Foto arquivo: mediotejo.net

O Plano a ser implementado assenta em três eixos, nomeadamente o de “Governança, Financiamento e Comunicação”, “Património, Associativismo e Sustentabilidade” e “Mediação, Inclusão e Digitalização”.

“Temos aqui muitas perspetivas de trabalho”, diz Elvira Sequeira que refere que para cada um dos eixos têm de ser desenvolvidas e implementadas algumas questões e mecanismos “para que o trabalho que se faz a nível cultural seja transversal, reforce a participação da sociedade civil, e se implementem novos mecanismos de trabalho e de governação, para que todos estes eixos sejam passíveis de serem implementados no nosso concelho”.

“É claro que teremos algumas dificuldades, de realizar todos estes eixos, mas temos 10 anos para trabalhar, e com o conselho municipal de cultura encontraremos certamente os mecanismos necessários para a implementação deste plano que eu considero ser muito valioso para o trabalho que se faz culturalmente em Torres Novas”, acrescentou ainda a responsável pelo setor cultural.

Deste plano, segundo Elvira Sequeira, os torrejanos podem esperar “um maior envolvimento de todas as pessoas quer daquelas que fazem parte do tecido cultural de Torres Novas, quer do próprio município quando tem que apostar em determinados mecanismos para chegar mais às pessoas, envolver mais as pessoas, criar estes mecanismos que possam fazer com que, culturalmente, o tecido associativo, os agentes culturais, o próprio público sinta que aquilo que nós produzimos em termos culturais seja para todos, efetivamente, e que chegue às pessoas com a participação delas próprias”.

A vereadora responsável pelo pelouro da cultura ressalvou ainda o papel da comunicação social no processo, tendo em conta que “não conseguiremos fazer coisas, se não as conseguirmos comunicar bem. Não chegaremos às pessoas se não tivermos esse processo também de envolvimento dos meios de comunicação social”, defendeu.

Neste momento o processo está assim em consulta pública, depois do qual os contributos vão ser analisados e integrados, sendo que posteriormente serão dados vários passos até à sua implementação efetiva, nomeadamente a definição do quadro dos indicadores do plano, a validação do Conselho Municipal de Cultura, a criação de mecanismos de financiamento, a monitorização da implementação e depois a promoção da revisão ou atualização intercalar do plano no ano de 2026.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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