Foto: CM Torres Novas

Já foi assinada a escritura referente à aquisição do complexo da antiga Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas pela Câmara Municipal ao Novo Banco, pelo valor de 700 mil euros. A ação teve lugar na manhã de segunda-feira, dia 31 de outubro, no salão nobre dos Paços do Concelho, ao que se seguiu uma visita ao local deste antigo complexo industrial.

Nas palavras de Pedro Ferreira (PS), presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, divulgadas em nota de imprensa, este foi “um dia marcante, que nos deve orgulhar a todos enquanto autarcas. Temos agora pela frente o grande desafio que é honrar aquele espaço, de modo a que volte a ser um pólo central da cidade e um dinamizador socioeconómico do concelho”, sendo que o autarca deixou ainda um agradecimento à entidade vendedora por “ter percebido a importância para ambas as partes de um entendimento”.

A autarquia pretende assim requalificar aquele complexo e transformar a antiga fábrica num espaço multifacetado, que vai englobar espaços museológicos, zonas de restauração e lazer, equipamentos de saúde, espaços desportivos e empresariais, entre outros.

A estratégia para já delineada para aquele espaço que abrange um total de 31.000 m2 prevê a criação de 17 espaços diferentes para aquele complexo, nomeadamente um Núcleo de Interpretação da Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas, um Centro de Alojamento Temporário, uma Escola de Formação da Cruz Vermelha, Blocos Empresariais StartUp Torres Novas (prolongamento da incubadora de ideias e que permitirá responder a projeto de maior dimensão), Ateliers e Oficinas, um Museu de Arqueologia Industrial, uma Creche Pública, uma área para restauração e comércio e um Centro de Alto Rendimento de Judo e Ginástica.

Vídeo da Câmara Municipal de Torres Novas que mostra alguns dos projetos previstos para o local no âmbito do estudo prévio.

Espaços empresariais, um espaço multiusos coberto, uma clínica de saúde (provavelmente de cariz privado), Blocos de Saúde (para albergar um conjunto de valências no campo da saúde, por solicitação do ACES Médio Tejo, bem como por previsão de distribuição de equipamentos de âmbito regional antecipada pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo), um Núcleo da Central Hidroelétrica, um Espaço de Lazer Fluvial com a requalificação de 400 metros da margem do rio Almonda ou um parque infantil são outros dos espaços pensados para aquele complexo.

O projeto prevê ainda a criação de um parque de estacionamento (53 lugares de estacionamento para viaturas ligeiras, seis dos quais exclusivos para carregamento de viaturas elétricas) e de um espaço para funcionar como receção/portaria.

Depois de 166 anos de laboração, a antiga Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas encerrou a 29 de julho 2011, pelo que o Novo Banco (na altura ainda Banco Espírito Santo) tinha ficado com aquele “tóxico” para resolver.

Depois de os valores inicialmente falados de cinco e seis milhões terem sido reduzidos para três milhões, várias reuniões e persistência conduziram ao acordo para um valor final de 700 mil euros.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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