Entrada da Fabrióleo em Carreiro da Areia, Torres Novas. Foto arquivo: mediotejo.net

Já foi dado um novo passo no processo de desmantelamento da Fabrióleo. Tendo em conta a venda em processo de execução dos 13 depósitos existentes na parte superior da fábrica, é agora necessário fazer a remoção dos efluentes contidos nos mesmos.

A novidade foi dada por João Trindade (PS), vereador com o pelouro do Ambiente, explicando que, segundo o administrador de insolvência, os 13 depósitos foram vendidos a uma outra empresa, sendo necessário fazer a remoção dos líquidos ali contidos. “Esta operação já começou e iniciou-se com a caracterização dos mesmos, ou seja, está uma empresa contratada pelo administrador de insolvência para perceber a massa líquida e massa sólida que compõem este efluentes e o processo todo de remoção”, fez saber João Trindade.

Segundo o vereador, espera-se que em dezembro ou janeiro próximos os depósitos já estejam vazios e sejam desmantelados.

“É uma excelente notícia”, disse o edil, lembrando que parte dos derrames que ocorreram no último ano ocorreram nessa parte superior da fábrica, pelo que assim “parte do problema ficará resolvido”, esperando-se que aconteça o mesmo com a outra parte depois da aprovação do Orçamento de Estado, para que “fique também bem encaminhada para a resolução final do problema”. 

A “outra parte” refere-se à remoção dos efluentes contidos na ETAR e na lagoa da fábrica, operação para a qual o Fundo Ambiental – programa do Governo relativo à política de ambiente – propôs ao Estado a aplicação de uma verba na ordem dos 800 mil euros.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *