O espetáculo marcado para as 21h30 deste sábado no Teatro Virgínia é uma questão de dias. “Dias” é o apelido de Cláudia, que o concebeu e interpreta, e sobe ao palco num sábado, mas intitula-se “Segunda-feira, Atenção à Direita”.
“Segunda-feira, Atenção à Direita” é também uma questão de números. A performance que estreou em 2015 e agora chega a Torres Novas integra o projeto “Sete Anos, Sete Peças”, tratando-se do primeiro de sete encontros anuais entre Cláudia Dias e sete artistas por si selecionados. O encontro de sábado é com Pablo Fidalgo Lareo no palco por onde também passam Jaime Neves e Karas.
Junta-se a questão dos sentidos (esquerda ou direita), que Jorge Louraço Figueira descreve da seguinte forma: “Quando levamos um soco, pelo menos acontece qualquer coisa. Com alguma sorte, se dermos por ela, temos noção que está a acontecer. É um primeiro passo, quando nos esmurram a cara, saber algo. Mas bom mesmo é saber quem, como, para quê, o que foi. Num mundo de agressão mais ou menos dissimulada, em casa e no trabalho, e mais ou menos simulada, no ócio e no lazer, é de esperar que mais cedo ou mais tarde alguém nos dê esse soco. Nem que seja metafórico. O que surpreende é que tanta gente apanhe sem saber porquê”.
A diretora artística e performer do espetáculo que integra a programação da Materiais Diversos é formada em dança pela Academia Almadense, Companhia de Dança de Lisboa e Fórum Dança. O percurso profissional integra o Grupo de Dança de Almada, o coletivo Ninho de Víboras e a Re.Al//João Fiadeiro. Atualmente frequenta um mestrado em Artes Cénicas e é apoiada pela Modul-dance.
