Foto ilustrativa: Forças Armadas Portuguesas

Seis das 11 freguesias do concelho de Tomar estão definidas como prioritárias para limpeza de floresta, e será apenas nessas que o município irá intervir, caso os proprietários não o façam e tenham ser autuados, disse ao nosso jornal Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal, que revelou ainda que os procedimentos de limpezas da responsabilidade do município acarretam um investimento na ordem dos 40 a 50 mil euros anuais.

Asseiceira, Olalhas, Sabacheira, União das Freguesias de Além da Ribeira e Pedreira, União das Freguesias de Casais e Alviobeira e União das Freguesias de Serra e Junceira são as seis freguesias de Tomar identificadas como prioritárias no que concerne à limpeza de floresta. À data que o mediotejo.net falou com a autarca Anabela Freitas esta ainda não tinha conhecimento de quantos pontos necessitam de intervenção municipal, no caso de se ter de substituir aos proprietários nas obrigações de limpeza de terrenos, mas afirmou que a autarquia só tem intenção de intervir nas freguesias consideradas prioritárias.

Afirmando que a substituição aos proprietários, na falta de limpeza, não tem sido muito usada pelo município, a presidente da autarquia disse que os procedimentos de limpeza de terrenos rondam um investimento médio na ordem dos 40 a 50 mil euros anuais, sendo que nesse bolo estão incluídas tanto as intervenções em terrenos que são propriedade dos municípios como de proprietários privados.

No que concerne a sensibilização, antes da pandemia, o município, em conjunto com a Guarda Nacional Republicana (GNR), reunia com as populações de todas as freguesias em sessões de sensibilização, sendo que atualmente existem algumas mudanças nos procedimentos.

Parte da sensibilização foi ja feita através da atuação da GNR, que foi selecionando algumas queimas e foi sensibilizando as pessoas que as estavam a fazer, por dois motivos, tanto para a correta utilização das queimas, como para a limpeza dos terrenos, explicou Anabela Freitas.

“Portanto, a parte da sensibilização, até agora, manteve-se do lado da GNR. Nós entramos agora em campo durante o mês de maio”, disse a autarca, que explicou que a atuação do município, articulada com a Proteção Civil e com os presidentes de Junta, incidirá no programa Aldeias Seguras.

“Estão identificadas demonstrações nas várias freguesias, de o que são as aldeias seguras – para onde as pessoas se têm de dirigir se houver alguma coisa, quais são os avisos, identificar os pontos focais naquelas freguesias, e portanto isso ficou agora da nossa parte, também em colaboração com a GNR, mas somos nós que vamos implementar isso agora em maio”, disse.

Que tenham em atenção aquilo que são as suas propriedades, que não adotem comportamentos de risco e que sigam as instruções, são os conselhos que Anabela Freitas deixa aos seus munícipes para um verão que se aproxima e que lhe parece que traz consigo uma conjugação de fatores que podem levar a incêndios, como a seca que se fez sentir e a diminuição de grandes incêndios nos últimos dois anos, o que fez com que a vegetação tenha crescido e que o combustível se tenha acumulado nas áreas florestais.

“Quando estivermos em risco muito elevado ou extremo, não utilizem as máquinas, não façam queimas, sigam aquilo que são as orientações das entidades competentes”, apela Anabela Freitas.

Este ano são 1.001 as freguesias prioritárias para efeitos de fiscalização da gestão de combustível, menos uma do que em 2021, 49 das quais no distrito de Santarém, estando identificada 46 no Médio Tejo e apenas três na Lezíria do Tejo.

Dos 13 municípios do Médio Tejo, todos têm freguesias no mapa de risco, à exceção de Entroncamento.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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