Médio Tejo tem sinalizadas 46 freguesias para intervenção prioritária na limpeza da floresta contra incêndios. Foto: DR

O despacho publicado em Diário da República avança que são 1.001 as freguesias prioritárias para efeitos de fiscalização da gestão de combustível este ano, menos uma do que em 2021.

No distrito de Santarém, a realidade entre a Lezíria do Tejo e o Médio Tejo é completamente diferente, havendo apenas três freguesias identificadas como de maior risco na Lezíria, contra as 46 freguesias e Uniões de Freguesias identificadas no Médio Tejo, notou David Lobato, Comandante Operacional Distrital de Santarém (CODIS).

“Afirmativo. Aquilo que é o nível de perigosidade do Médio Tejo, a Lezíria está um bocado afastada dessa realidade. O histórico que temos tido no Médio Tejo em nada tem a ver com aquilo que tem acontecido na Lezíria, apesar de no ano 2021 a Lezíria ter sido a sub-região com mais área ardida mas efetivamente aquele que é o nível de risco está mais no Médio Tejo”, afirmou o CODIS, tendo apontado à necessidade dos trabalhos preventivos na floresta.

“Sim, exatamente, portanto aquilo que é a parte preventiva estamos a falar daquilo que é o ICNF na prevenção, e depois também com a GNR na parte da vigilância, estas freguesias serão com certeza aquelas que terão aqui uma maior prioridade e uma maior atenção. Se bem que já temos aquilo que são as reuniões conjuntas que estamos a fazer com os 21 municípios do distrito de Santarém, onde as quatro entidades (tanto na Lezíria como no Médio Tejo) a GNR, o ICNF e a PSP, estamos a fazer reuniões conjuntas com os municípios e estamos efetivamente a trabalhar muito nesta parte da prevenção e também daquilo que é a vigilância para que depois a parte da supressão não tenha trabalho, que é isso que nós queríamos”, disse David Lobato.

Em comunicado o Ministério da Administração Interna refere que “a identificação destas freguesias prioritárias permite uma eficiente utilização dos recursos humanos e técnicos das entidades envolvidas na fiscalização do cumprimento das regras de limpeza dos terrenos, numa dimensão territorial que excede os seis milhões de hectares”.

“O tratamento tempestivo da acumulação e das continuidades da vegetação no âmbito da rede secundária de faixas de gestão de combustível constitui uma das principais medidas que contribuem para a proteção de pessoas, animais e bens contra incêndios rurais”, refere o despacho assinado pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, e pelo secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, João Paulo Catarino.

No entanto, o documento indica que a definição destas prioridades “não isenta os agentes fiscalizadores do cumprimento de todas as disposições previstas na legislação de gestão de fogos rurais, não limitando o seu âmbito de fiscalização às áreas e prazos referidos”.

De acordo com o despacho, a fiscalização da gestão de combustível nas 1.001 freguesias prioritárias é realizada entre 01 e 31 de maio nos terrenos confinantes a edifícios em espaços rurais (numa faixa de 50 metros) e os aglomerados populacionais, bem como parques de campismo, parques industriais, plataformas de logística e aterros sanitários em espaços florestais (numa faixa de 100 metros).

Para as redes viária, ferroviária e nas linhas de transporte e distribuição de energia elétrica será feita entre 01 e 30 de junho.

No distrito de Santarém as freguesias identificadas como de maior risco são as seguintes:

Abrantes – Carvalhal. Fontes. Martinchel. União das Freguesias de Aldeia do Mato e Souto.

Alcanena – Minde. Monsanto.

Constância – Santa Margarida da Coutada.

Ferreira do Zêzere – Águas Belas. Beco. Ferreira do Zêzere. Igreja Nova do Sobral. Nossa Senhora do Pranto.

Mação – Amêndoa. Cardigos. Carvoeiro. Envendos. Ortiga. União das Freguesias de Mação, Penhascoso e Aboboreira.

Ourém – Espite. Fátima. União das Freguesias de Freixianda, Ribeira do Fárrio e Formigais. União das Freguesias de Matas e Cercal. União das Freguesias de Rio de Couros e Casal dos Bernardos. Urqueira.

Sardoal – Alcaravela. Santiago de Montalegre. Sardoal.

Tomar – Asseiceira. Olalhas. Sabacheira. União das Freguesias de Além da Ribeira e Pedreira. União das Freguesias de Casais e Alviobeira. União das Freguesias de Serra e Junceira.

Torres Novas – Pedrógão.

Vila Nova da Barquinha – Praia do Ribatejo.

Rio Maior – Alcobertas.

Santarém – Abrã. Amiais de Baixo.

No concelho da Sertã (Castelo Branco) – Cabeçudo. Carvalhal. Castelo. Pedrógão Pequeno. Sertã. Troviscal. União das Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais. União das Freguesias de Cumeada e Marmeleiro. Várzea dos Cavaleiros.

No concelho de Vila de Rei (Castelo Branco) – Fundada. Vila de Rei.

No concelho de Gavião (Portalegre) – Belver. União das Freguesias de Gavião e Atalaia.

c/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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