O Presidente da República, António José Seguro, inicia na próxima segunda-feira, 6 de abril, na Sertã, a primeira Presidência aberta do mandato, dedicada ao acompanhamento da recuperação das zonas atingidas pelas tempestades que afetaram a região Centro.
A iniciativa arranca no distrito de Castelo Branco, com visitas aos concelhos da Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei, terminando o primeiro dia em Tomar, cidade escolhida para sede desta Presidência aberta.
Será em Tomar que decorrerá, ao longo da semana, a base de operações da iniciativa, incluindo a habitual reunião semanal de trabalho entre o chefe de Estado e o primeiro-ministro, Luís Montenegro. O Presidente tem ainda agendados encontros com a Associação Nacional de Municípios Portugueses e com a Associação Nacional de Freguesias.

No âmbito desta deslocação, António José Seguro visitará, na terça-feira, 7 de abril, os concelhos do Médio Tejo de Ourém, Ferreira do Zêzere e Mação, numa jornada dedicada a escutar as populações, testemunhar os impactos das intempéries e avaliar as necessidades de resposta e recuperação no território.
Segundo fonte oficial da Presidência da República, a iniciativa pretende permitir ao Presidente “testemunhar os impactos das intempéries, escutar as populações e avaliar as necessidades de resposta e de recuperação das zonas sinistradas”, contando, ao longo dos cinco dias, com o acompanhamento de membros do Governo.
A escolha de Tomar é vista pelo município como um reconhecimento da centralidade e da capacidade de acolhimento do concelho, bem como da resposta dada aos impactos das intempéries e aos desafios de desenvolvimento e resiliência.
“É uma honra enorme receber o Presidente da República em Tomar, e fazê-lo durante uma semana inteira. Esta presença diz muito sobre o que Tomar representa na região, e aproveitaremos cada momento para lhe dar a conhecer a realidade do nosso território”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Tomar, Tiago Carrão.
Durante a estadia em Tomar decorrerá a habitual reunião semanal de trabalho entre o chefe de Estado e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, além de encontros com a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Associação Nacional de Freguesias.

O autarca tomarense adiantou ainda que pretende colocar na agenda temas estratégicos para o concelho, como o rio Nabão, a Mata Nacional dos Sete Montes, a execução do PRR e as perdas de água na rede de Mendacha.
“São temas que merecem atenção nacional, e esta é a oportunidade de os colocar ao mais alto nível”, sublinhou Tiago Carrão.
Na terça-feira, 7 de abril, a Presidência aberta passa pelos concelhos do Médio Tejo, com visitas a Ourém, Ferreira do Zêzere e Mação.
Em Mação, a visita incluirá a freguesia de Cardigos, identificada pelo município como a zona mais afetada pela tempestade.
Segundo a Câmara de Mação, a deslocação permitirá ao Presidente da República escutar as populações, testemunhar no terreno os impactos das intempéries e avaliar as necessidades de resposta e recuperação das áreas sinistradas.

Os autarcas do Médio Tejo que estão na rota da visita do chefe de Estado convergem na necessidade de respostas mais céleres por parte do Governo e das entidades competentes, dois meses após a tempestade Kristin e as cheias no Tejo, apontando prejuízos em habitações, infraestruturas municipais, comunicações, floresta e rede viária, bem como a urgência de reforçar a resiliência dos territórios face a fenómenos extremos, como tempestades, cheias e incêndios.
A deslocação prossegue no dia 8 pelo distrito de Coimbra, com passagens por Penela, Soure, Montemor-o-Velho e Coimbra, seguindo depois para o distrito de Leiria, onde a Presidência aberta termina a 10 de abril, na Marinha Grande.
O encerramento contará com uma reunião entre os presidentes dos municípios dos quatro distritos visitados, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País.

Ainda durante o mês de abril, António José Seguro deverá receber no Palácio de Belém especialistas de diferentes áreas, com o objetivo de recolher mais informação e aprofundar o conhecimento sobre a realidade encontrada nos territórios visitados.
A escolha da região Centro para a primeira Presidência aberta cumpre, de resto, um compromisso assumido por Seguro durante a campanha eleitoral, na sequência dos estragos provocados pelo mau tempo.
Notícia relacionada:
c/Lusa
