Foto arquivo: CMT

Depois de o PSD pedir mais e diferente empenho da autarquia no que toca ao combate à poluição do rio Nabão e que se invista em “outras soluções com outras atitudes”, Anabela Freitas (PS), presidente da Câmara Municipal, concordou mas disse que ainda não era a altura para se avançar com “outras formas de pressão”.

“Infelizmente esta triste realidade parece que se vai repetir mais uma vez, com o Inverno, as chuvas, já assistimos a este triste espetáculo o ano passado, há mais um ano, ano, ano, e agora volta-se a repetir”, começou por dizer Tiago Carrão, vereador do PSD, na reunião camarária de 28 de novembro.

Naquilo que considera ser um “crime ambiental” a que todos têm assistido, o edil disse que lhe parece que o município tem assistido de forma “até algo passiva” e que “pelos vistos não é com reuniões que as coisas se conseguem resolver”, pelo que se tem de partir para “outras soluções com outras atitudes e ações que realmente sejam até de pressão mais mediática”.

Anabela Freitas disse concordar em parte com o que foi dito pelo vereador do PSD, mas defendeu que “não é ainda a fase de avançarmos para outras formas de pressão”, sendo que “primeiro, estamos ainda a negociar aquilo que é o próximo quadro comunitário de apoio, e portanto as negociações não estão fechadas nem com a CCDR nem com o próprio ministério do Ambiente, se bem que nós não gostaríamos que estas verbas ficassem afetadas no Portugal 2030, mas sim noutra fontes de financiamento”.

Segundo a líder do município tomarense, há duas formas de intervenção para tentar minimizar aquilo que é o impacto da poluição no rio Nabão, sendo que uma delas – a qual inclusive já obteve visto do Tribunal de Contas – passa por intervenções na ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais).

A segunda, a “mais pesada” e que se está em fase de negociação para obtenção de verbas, está relacionada com “um conjunto de focos de poluição”, sendo que “junto a esses focos de poluição estão as respetivas entidades – empresas – que estão também a ser alvo de reabilitação” para a construção de Estações de Tratamento de Águas Residuais para o tratamento das águas antes de as lançar para o rio, explicou.

“Ou seja, neste momento só se as negociações no sentido de obter financiamento no próximo ciclo de financiamento não correrem bem, então aí sim temos de tomar outras formas de pressão para a solução do mesmo”, concluiu a autarca.

“Parece-nos a todos muito bem mas parece-nos também muito demorado, é um processo que demora, estamos nisto há anos, e pelo caminho parece-me que mais alguns meses ou anos passarão e entretanto o espetáculo a que temos assistido vai-se continuar a repetir”, respondeu depois Tiago Carrão.

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Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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