Tejo Ambiente prevê investimentos estratégicos de 16 ME este ano. Foto arquivo: Tejo Ambiente

Depois de já ter sido aprovada pela Assembleia Municipal de Tomar uma moção a recomendar a realização de uma auditoria externa às contas da empresa intermunicipal Tejo Ambiente e de, mais recentemente, ter sido aprovada também em Assembleia Municipal uma moção de censura à Tejo Ambiente apresentada pela CDU, o Conselho de Administração da Tejo Ambiente vai realizar a referida auditoria, refere o PSD de Tomar em comunicado. Segundo esta força política, a decisão foi tomada não por haver vontade de fazer essa auditoria, mas pela “intimação de uma moção de censura à governação socialista do município de Tomar”.

Criticando o executivo socialista de não cumprir a maioria das moções aprovadas e de não responder a muitos requerimentos que lhe são dirigidos, o PSD relembra que anunciou previamente “a possibilidade de avançar com uma moção de censura à governação socialista, se a moção que obrigava à realização de uma auditoria às contas da empresa Tejo Ambiente, aprovada no mandato anterior e reforçada em moção já este mandato, não fosse oportunamente executada”.

“E há assunto em que não podemos transigir, que é o da auditoria às contas da Tejo Ambiente. Pelo que exigimos que essa Auditoria, decidida pela Assembleia Municipal de Tomar, seja realizada até final de 2022. No sentido institucional que pauta o nosso comportamento, é decisivo que todos saibamos como e onde é gasto, eventualmente desperdiçado, o dinheiro dos cidadãos, sejam contribuintes, sejam consumidores. Se assim não for, o PSD vai requerer a convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, para o início do próximo ano, para apresentação de uma Moção Censura à Câmara Municipal (…)”, lia-se nesse documento do Partido Social Democrata, datado de 10 de outubro.

Tendo entretanto sido informados da decisão do Conselho de Administração da Tejo Ambiente em realizar a referida auditoria, “concluímos, portanto, que não havia vontade para fazer essa Auditoria, e que só a intimação de uma moção de censura à governação socialista do município de Tomar, principal acionista da empresa, é que derrubou os obstáculos que existiam para fazer cumprir uma deliberação da Assembleia Municipal”, escreve o PSD de Tomar em comunicado enviado ao nosso jornal.

“Aguardamos pelos resultados dessa auditoria e continuaremos atentos ao cumprimento das restantes moções aprovadas e requerimentos dirigidos à presidência da Câmara Municipal”, refere ainda o mesmo documento.

“Continuaremos a trabalhar para que as obrigações da Presidência da Câmara Municipal sejam cumpridas e para que a informação seja devidamente prestada e pública, a bem da democracia e a bem da população de Tomar”, termina a informação.


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Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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