Foto: Tejo Ambiente

A Assembleia Municipal de Tomar aprovou uma Moção de Censura à Tejo Ambiente, apresentada pela CDU na sessão de 26 de setembro, a qual contou com um total de 13 moções apresentadas. A moção de censura relativa à Tejo Ambiente foi aprovada por maioria, tendo contado com abstenção do PS.

Apontando a revisão do Estudo de viabilidade económica e financeira (EVEF) e do contrato de gestão, de onde resultaram “os célebres tarifários que estão na ordem do dia”, bem como a separação da “questão dos tarifários da própria atividade e comportamento dos próprios responsáveis da Tejo Ambiente”, Bruno Graça, deputado da CDU, apresentou assim uma moção de censura à empresa Tejo Ambiente.

Em causa está também o facto de a Tejo Ambiente não dar seguimento e adiar as respostas a requerimentos feitos pela CDU, sendo que o deputado responsabiliza igualmente o executivo por não pedir contas, afirmando que “não vi o executivo tomar posição sobre esta questão e poderia e deveria efetivamente tomar, até porque terão mais informações do que a CDU sobre estas questões” .

O deputado disse ainda que há “outras coisas à volta”, afirmando que já nem é preciso que esta empresa intermunicipal dê saldo positivo, tendo em conta que está a ser preparada uma exceção para que esta possa estar três anos com contas negativas, afirmando o deputado que se assim for “andamos a brincar com coisas que são sérias”.

“Se tudo isto fosse sério, em dezembro a empresa podia ser dissolvida”, disse ainda Bruno Graça.

Previamente na mesma sessão, também dois cidadãos protestaram contra a taxa de saneamento recentemente implementada pela Tejo Ambiente.

Também aprovadas foram as moções de um minuto de silêncio pelo falecimento de Isabel II (11 abstenções), outra pela remoção dos cabos de telecomunicações e eletricidades em fachadas de edificações urbanas (com abstenção do PS), preservação e valorização dos fontanários de Tomar (abstenção do PS, BE e CDU), de redutores de velocidade e sinalização na localidade da Póvoa (abstenção do PS, BE e CDU).

Foram ainda aprovadas as moções por uma verdadeira festa templária (com abstenção do PS, CDU e BE), pelo Investimento e Emprego (com voto contra do PS, a favor do PSD, CDS, CHEGA e Independentes do Nordeste e abstenções do BE e CDU), por serviços de saúde de qualidade (com voto contra do PS) e por redução do consumo energético (abstenção do CHEGA).

A Assembleia aprovou ainda por unanimidade uma moção de saudação aos enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e outra por uma escola mais democrática.

Já a moção para a valorização da Praça de Touros de Tomar foi chumbada com os votos contra do PS e BE, tendo-se abstido a CDU e Independentes do Nordeste, tendo a mesma sido assim reprovada com 15 votos desfavoráveis, 13 a favor e 3 abstenções, tendo o mesmo acontecido à moção para um Plano Municipal de Organização de Eventos.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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1 Comentário

  1. A câmara municipal de Ourém devia fazer o mesmo para ajudar os seus contribuintes que já pagam tanta taxa e taxinhas

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