Centro histórico de Tomar. Foto: Arlindo Homem

A situação de duas famílias que enfrentam processos de despejo de habitações municipais voltou a ser abordada na reunião do executivo da Câmara de Tomar, após uma intervenção da vereadora eleita pelo PS, Filipa Fernandes, que pediu esclarecimentos sobre o ponto de situação dos casos.

Recordando decisões tomadas no mandato anterior, a vereadora referiu que existiam duas situações problemáticas em habitação municipal que chegaram a ser discutidas em reunião de Câmara para resolução de contrato, por terem atingido, segundo afirmou, um “limite máximo de tolerância”.

Segundo Filipa Fernandes, os problemas não estavam relacionados apenas com rendas em atraso, mas também com outros comportamentos considerados graves. “Eram situações graves, não era só de rendas em atraso, mas era também situações de agressões, situações que não podemos tolerar, situações também de comportamentos desajustados com os nossos serviços”, afirmou.

ÁUDIO | Filipa Fernandes, vereadora eleita pelo PS

A autarca acrescentou que, na altura, o executivo entendeu que não havia margem para manter os contratos de arrendamento, tendo questionando qual era o ponto de situação dos processos, que, segundo recordou, deveriam estar resolvidos até ao final de fevereiro.

Em resposta, a vice-presidente da Câmara de Tomar, Célia Bonet (PSD), que presidiu aos trabalhos, explicou que as famílias em causa apresentaram uma providência cautelar contra o despejo, o que levou à suspensão do processo.

“Estamos a aguardar que a justiça faça o seu caminho e o seu trabalho. Não é o município que vai agora intervir nessa situação”, afirmou a autarca, acrescentando que o processo foi suspenso por decisão judicial.

ÁUDIO | Célia Bonet, vice-presidente da CMT

Célia Bonet referiu ainda que o município está a aguardar novos desenvolvimentos por parte da justiça, salientando que existem crianças nos agregados familiares. Paralelamente, disse, a autarquia tem recebido as famílias envolvidas para procurar possíveis soluções.

“Estamos também a receber os próprios agregados familiares para tentar encontrar aqui soluções mais adequadas a todas as partes”, concluiu.

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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