A população imigrante no concelho de Tomar tem vindo a aumentar, sobretudo vindo do Reino Unido. No que respeita aos imigrantes que vêm trabalhar para o concelho, essencialmente na construção civil e na zona empresarial, a presidente do Município admite que a autarquia tem vindo a monitorizar a situação, não havendo situações alarmantes.
“Aquilo que são as imagens a que nós assistirmos noutros pontos do país em nada tem a haver com aquilo que era a realidade em Tomar”, disse Anabela Freitas em reunião de Câmara esta segunda-feira, 24 de maio.
“Ninguém está livre daquilo que são as imagens a que temos assistido”, admite, referindo que a autarquia tem monitorizado o fluxo migratório no concelho e “para já, não temos aqui nada de alarmante”.
A questão dos imigrantes a residir e trabalhar no concelho foi levantada pelo vereador social-democrata Luís Ramos que lembrou as notícias que têm saído noutros municípios, nomeadamente “denúncias na comunicação social acerca das condições indignas em que alguns imigrantes vivem”.
“Não sabemos qual a realidade no concelho de Tomar, mas apercebemo-nos de que há um aumento do número de imigrantes. Temos de estar atentos a este fenómeno migratório e tentar perceber em que condições é que estas comunidades se encontram instaladas no concelho”, afirmou.
Luís Ramos sugeriu ainda a realização de um diagnóstico social sobre esta situação de modo a permitir um apoio à integração destas comunidades.
Em resposta à questão colocada pelo vereador, Anabela Freitas confirmou o aumento da população imigrante em Tomar mas “não é população imigrante que venha trabalhar. A comunidade tem aumentado, sobretudo [vinda] do Reino Unido”, disse.
Não obstante, a edil referiu a existência de imigrantes de fora da União de Europeia a trabalhar no concelho, sobretudo na área da construção civil e em empresas da zona industrial. “Nomeadamente, naquela que teve um surto de Covid o ano passado [referindo-se à fábrica de transformação de carnes] e durante essa altura foi feita visita às casas para ver se tinham condições ou não”, expôs.
Áudio | Anabela Freitas fala sobre situação dos imigrantes no concelho
Aquelas que não reuniam condições foi quando transportámos as pessoas que estão positivas para a base naval do Alfeite. Foi um processo que foi feito na altura, foi avaliada a legalidade, condições das habitações e foi falado entre a Câmara e a ACT [Autoridade para Condições no Trabalho] no sentido de acompanhar melhorias nas habitações.
(…) As casas estavam com água quente, com todas as condições. O que se assistia era numa casa para quatro estarem lá seis pessoas”, acrescentou, explicando que esta última situação foi falada com as empresas.

