A obra do Fórum Romano deveria estar concluída em novembro do ano passado, mas só agora, passado seis meses, está efetivamente terminada. Existe ainda muito trabalho a fazer na segunda fase do projeto, que se baseia na musealização da estrutura, não havendo ainda uma data apontada para a abertura ao público do Centro Interpretativo da Romanização.
O Partido Social Democrata, pela voz do vereador Tiago Carrão, continua determinado em contrariar as decisões do executivo socialista sobre o Fórum Romano, que continua a ser alvo de “alterações ao projeto, erros e omissões, trabalhos complementares e trabalhos a mais, e os consequentes atrasos em obra”, critica.
O vereador questionou Hugo Cristóvão, vice-presidente da autarquia, sobre a efetividade da conclusão da obra, visto que continua a existir movimentações da empresa responsável pelas mesmas no local. Hugo Cristovão afirmou que “a obra está concluída, faltava apenas retirar os tapumes, e para essa retirada há a reposição da calçada do passeio, que já deveria estar feita, mas devido a um atraso da empreitada, ainda está a ser finalizada”.
Em relação a algum pedido de prorrogação que possa vir a existir, o vice-presidente adiantou que “não se espera nenhum pedido, até porque não há razão suficiente para que o prazo seja alargado”, frisando que “não é por a obra estar concluída que o Fórum Romano vai abrir. Vai haver ainda uma segunda fase do projeto, que vai ser alvo de um processo demorado”.
Em novembro de 2022, Tiago Carrão tinha já demonstrado alguma preocupação quantos à funcionalidade do projeto e, com o aproximar da conclusão da obra, “ficar ali um pavilhão vazio, quatro paredes e um telhado”.
Contudo, no decurso da obra foram achados novos vestígios arqueológicos, nomeadamente junto à parede do quartel dos bombeiros. e isso obriga que agora seja necessário repensar se esses achados vão ter reflexos, ou não, no processo de musealização. Por outro lado, estão ainda a ser compilados os achados dispersos por vários locais do país para se definir quais são os que vão ficar patentes no Fórum Romano, em Tomar.
O Centro Interpretativo da Romanização – chamado assim por Hugo Cristóvão, que sublinhou o facto de que o vai ficar visível no espaço não é apenas o Fórum Romano em si, mas que “o que se pretende é contar a história e mostrar peças da romanização, daquilo que restou e que temos conhecimento nos nossos dias do Império Romano” – não tem ainda assim uma data estimada de abertura.
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Devem ser as escavações de “Santa Engrácia”! Em 1983/85, leccionava na Escola Santa Maria do Olival e já lá andava a Dr.a Salete da Ponte a escavar. Na época, acompanhei de perto os trabalhos por dois motivos: um, por “dever de ofício” como professor de História; outro, porque residia ali mesmo ao lado. Pensei que, 40 anos depois, o projecto já estivesse concluído.