Câmara de Tomar conta avançar com a segunda fase de musealização das ruínas do Fórum Romano em 2023 Foto arquivo: Jfilipemo

Dividida em duas fases – a primeira de construção de infraestruturas, cobertura e passadiços e a segunda da musealização propriamente dita – o projeto de musealização das ruínas do Fórum Romano, em Tomar, vai sofrer um atraso entre o fim da obra física e a abertura ao público, tendo em conta que ainda não foi entregue a segunda fase do projeto, fez saber o vereador Hugo Cristóvão (PS), na última reunião camarária, onde disse esperar que o mesmo seja entregue no início de 2023, para se poder avançar efetivamente com a segunda fase.

A dúvida foi apresentada pelo vereador Tiago Carrão (PSD), que mostrou alguma preocupação quanto à funcionalidade a conferir-se ao projeto, tendo em conta o aproximar da conclusão da obra em curso e de se “ficar ali com um pavilhão vazio, quatro paredes e um telhado”.

Hugo Cristóvão, vereador e vice-presidente da autarquia, explicou então que o projeto tem duas fases distintas, a que está a decorrer agora e uma segunda “que trata da narrativa daquilo que lá vai estar exposto”, afirmando o edil que vai haver “um atraso entre o fim da obra física, que está neste momento a decorrer e o período em que depois vai ser possível fazer abertura ao público, porque nós neste momento ainda não está entregue a segunda fase do projeto, e portanto ao dia de hoje, não podemos dizer ou estimar quando é que efetivamente, o Fórum Romano vai abrir ao público, e portanto sim, vamos ter algum atraso”.

O autarca recordou ainda que foi só em 2017 que o município adquiriu a propriedade dos terrenos e que só a partir daí foi possível pegar no projeto e avançar para uma candidatura, sendo que, por dificuldades do gabinete do projetista, “em determinado momento fomos confrontados com a necessidade de fazer aquilo que fizemos que foi dividir o projeto em duas fases, para não perder financiamento e portanto avançar para a realização da obra, que é no fundo o que tem também maior impacto – desde logo financeiro – e deixar a musealização para uma segunda fase”.

Essas dificuldades, no entanto, já foram ultrapassadas, garantiu Hugo Cristóvão.

O Centro Interpretativo da Romanização no concelho de Tomar – chamado assim por Hugo Cristóvão que sublinhou o facto de que o vai ficar visível no espaço não é apenas o Fórum Romano em si, mas que “o que se pretende é contar a história e mostrar peças da romanização, daquilo que restou e que temos conhecimento nos nossos dias do Império Romano” – não tem ainda assim uma data estimada de abertura.

“O que sabemos dizer ao dia de hoje é que sim, o gabinete está a trabalhar no projeto com o novo arqueólogo, que é no fundo aqui a peça chave e determinante para terminar o projeto, e portanto aguardamos e acreditamos que no início do ano seja possível chegar o projeto e podermos avançar para essa segunda fase”, concluiu o vice-presidente da autarquia tomarense.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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