Tendo sido solicitado o acréscimo de uma sala de jardim de infância – sendo que inicialmente o agrupamento até pensou em duas salas – e existindo um crescimento ao nível do número de alunos, “o que faz sentido e o que está em falta, é que se acresça o pré-escolar” até porque “de facto as instalações permitem isso e são excelentes instalações”, explicou Hugo Cristóvão, que afirmou que isso abriria a possibilidade a que os alunos tivessem uma continuidade plena desde o jardim de infância até ao final do ensino básico nas mesmas instalações.
Tendo o ministério da Educação autorizado num primeiro momento a abertura desta turma, os pais matricularam as crianças e o município realizou alguns preparativos, nomeadamente com algumas obras na sala e em casas de banho apropriadas para o tamanho e idade destas crianças, bem como na aquisição de mobiliário outros equipamentos, sendo que “tudo isso está pronto”, elucidou o autarca.
“Acontece que no início do agosto somos todos apanhados de certeza com esta questão de que afinal houve ali um dar o dito por não dito. Fizeram melhor umas contas – enfim não quero agora estar aqui neste papel um bocadinho difícil de estar entre o Agrupamento e o ministério e perceber por um lado os argumentos do ministério – mas por outro lado também entendo que aqui o ministério cometeu um gafe, e nós dissemo-lo, porque então não teria autorizado desde logo de início e não criava no fundo esta expectativa aos pais, ao agrupamento e também ao município”, disse Hugo Cristóvão ao nosso jornal.
O edil deu ainda nota de que o entendimento da autarquia é de que de facto a escola em questão tenha a valência pré-escolar, mostrando-se confiante de que esta a terá, “independentemente daquilo que aconteça este ano”.

Hugo Cristóvão diz haver ainda esperança de que este “percalço” venha ainda a ser corrigido – conversa que aproveitou para ter com o secretário de Estado da Educação na sua passagem por Tomar – afirmando o vereador que “não só não faz sentido esta posição do ministério como acima de tudo houve um erro”, tendo defendido que o mesmo “deve ser assumido e corrigido”.
“É verdade que ao Agrupamento e ao município a resposta foi não, mas há também uma reivindicação dos pais – que eu não sei se vai ser bem sucedida ou não – mas creio que ainda há uma pequena possibilidade de esperança que nestes primeiros dias, até porque o pré-escolar tem calendários um pouco diferentes dos restantes anos de ensino, e que eventualmente o ministério ainda venha a corrigir esta questão”, disse o vice-presidente do município nabantino.
Caso a turma não abra definitivamente, no entanto, o vereador explicou ao mediotejo.net que existem vagas noutras escolas do Agrupamento, sendo inclusivamente esse o argumento usado pelo ministério para justificar a não abertura da referida turma:
“Na cidade existem realmente vagas. Agora também tem a ver com a forma como é feita a contagem dessas vagas, e nomeadamente na escola, que tem pré-escolar, na Escola Básica Templários, no outro lado da cidade. É verdade que essas vagas existem apesar de que depois há alunos, que, por terem necessidades educativas especiais, é suposto que façam a redução do número máximo de alunos por turma. E é aí que há algum diferendo entre a contagem do agrupamento e dos serviços do ministério”, explicou Hugo Cristóvão, assegurando, no entanto, que “obviamente” a vaga será sempre assegurada, “não pode deixar de ser prestada, ainda para mais quando a matrícula já tinha sido aceite”.
