A empreitada da terceira fase dos arranjos exteriores e arruamentos do Flecheiro, em Tomar, no valor de 2.493.000 euros, foi adjudicada na quarta-feira, prevendo o município que este espaço degradado da cidade esteja reabilitado até ao final do ano.
Em comunicado, a Câmara de Tomar afirma que a intervenção “envolverá todo o espaço hoje degradado situado para jusante da ponte pedonal até à saída da cidade”, numa área de mais de 36 mil metros quadrados.
A obra permitirá “a valorização da paisagem e a prevenção das cheias, criando condições privilegiadas para recreio e lazer num espaço multifuncional e atrativo para os diferentes estratos etários da população, utilizando pavimentos e mobiliário urbano resistentes às potenciais inundações provocadas pelo caudal do rio Nabão”, acrescenta.
Este grande empreendimento levado a cabo pelo município de Tomar visa “dois grandes objetivos”, já havia destacado o vice-presidente Hugo Cristóvão, em reunião de executivo. Desde logo pela vertente social e para “limpar esta nódoa da nossa cidade que era ter duas centenas e meia de pessoas a residir em barracas num enorme gueto, às portas da cidade, que era também para além da questão social, um péssimo cartão de visita para quem nos visitava e para todos nós tomarenses”, bem como reabilitar “um espaço muito nobre da nossa cidade”.
Ou seja, resumiu, o objetivo é “transformar as barracas do Flecheiro no jardim do Flecheiro”.
“O que está projetado é uma grande zona verde, um espaço ribeirinho, que vai permitir a toda a população e a quem nos visita, poder fruir desse espaço e realmente transformar-se numa grande zona de lazer na nossa cidade”, disse Hugo Cristóvão, que relembrou que o projeto contempla também a criação de uma grande bacia de escoamento de águas para o caso de uma cheia.
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c/LUSA
