Faleceu esta quarta-feira, dia 29 de julho, a tomarense Alda Faria. Aos 89 anos, esta personalidade muito querida por toda a comunidade nabantina, faleceu no Hospital de Tomar deixando para trás longa bagagem de envolvimento na comunidade, com especial enfoque na organização da Festa dos Tabuleiros e ainda enquanto presidente da direção da mais antiga coletividade da cidade, o Club Thomarense, que fechou portas em 2017.
Várias foram as mensagens de pesar, nomeadamente por parte da Comissão Central da Festa dos Tabuleiros e da mordomo Maria João Morais, que lamentaram o falecimento da tomarense de onde se destacou sempre “a disponibilidade, o empenho, o amor, o orgulho em Tomar e na Festa dos Tabuleiros”.
“Deixa-nos uma responsabilidade acrescida… defender e manter a Tradição… honrar o que nos transmitiram”, referiu a mordomo Maria João Morais.
Também o Município de Tomar lamentou o falecimento de Alda Faria, na página de Facebook institucional, lembrando uma “personalidade querida da comunidade pela sua entrega a esta, e muito em particular pela sua ligação de décadas à Festa dos Tabuleiros”.
Alda Faria via a comunidade tomarense como “uma família” e a ela dedicou a sua vida, de forma proativa, ligada às tradições e mais intimamente à Festa dos Tabuleiros.

Em entrevista ao mediotejo.net, datada de 2017, Alda lembrou que tinha feito o seu primeiro tabuleiro quando tinha 19 anos, em 1950, e desde aí nunca mais parou. Até à última Festa de 2019, onde já havia perdido praticamente a visão e à qual assistiu da janela de sua casa.
Nunca negou ajuda até então, respondendo aos vários pedidos de tabuleiros ou de flores de papel, um trabalho voluntário a que sempre se prestou, de 4 em 4 anos.
Pertenceu a várias comissões da Festa dos Tabuleiros, mas nunca aceitou ser mordoma mesmo depois de desafiada.
“Gosto muito da minha terra e estou sempre disponível para a minha terra”, afirmou na altura, com convicção, recordando os seus locais de eleição: o café Paraíso e o jardim do Mouchão e enquadramento com o rio Nabão.
Tomar era para si como “uma família onde todos se conhecem e todos se ajudam”.
Foi a última presidente do Club Thomarense, a coletividade mais antiga de Tomar que fechou portas em 2017 ao fim de 148 anos.
O funeral realizou-se esta quinta feira, dia 30, pela manhã, com cerimónias religiosas na Capela do Cemitério Velho, em Tomar.
À família enlutada e a toda a comunidade tomarense, o jornal mediotejo.net endereça as mais sentidas condolências.
