Ponte do Flecheiro. Foto: CM Tomar

A questão foi levantada pelo vereador Tiago Carrão (PSD), tendo o mesmo descrito a empreitada como “uma obra que está praticamente em contrarrelógio”, sendo que a mesma tem de estar concluída este ano e que o seu prazo de conclusão é apontado para nove meses. Ou seja “a margem é mesmo muito curta”, clarificou o edil.

Afirmando que a autarquia demorou um mês a responder aos pedidos de esclarecimento do Tribunal de Contas que chegaram no dia 9 de dezembro, o vereador do Partido Social Democrata questionou se não teria havido a possibilidade de ter sido feito um esforço e ter sido encurtado esse tempo de resposta, embora ter sido em época de festividades, mencionando que esse tempo “perdido” pode vir a fazer falta no final da obra.

“Neste momento com esta situação dos esclarecimentos (…) qual é a confiança que tem de que com estes esclarecimentos fica tudo sanado e as coisas podem avançar ou se começa a ficar um pouco preocupada com o projeto, com a obra?”, perguntou Tiago Carrão.

Anabela Freitas não escondeu a sua preocupação, afirmando que já estava preocupada no dia 9 de dezembro.

“Eu já estou a pensar mentalmente qual é que vai ser a argumentação que terei de usar para tentar que haja possivelmente uma prorrogação para poder encerrar a operação física e financeira, porque quando se encerra a operação física depois ainda há um espaço de tempo até ao encerramento da operação financeira, por causa das revisões de cálculos de preços e portanto já estou aqui a pensar num argumento”, afirmou a autarca.

A líder do município tomarense disse que os serviços estavam “mais do que alertados” e concedeu que deveriam ter trabalhado mais rapidamente.

Tendo em conta que as questões que foram colocadas pelo Tribunal de Contas têm sido as questões que esta entidade coloca de forma “recorrente” e que com as respostas que têm sido dadas pela autarquia não têm sido pedidos mais esclarecimentos, Anabela Freitas deu a entender que as questões deviam ser “sanadas” a montante, mas que “esse é um outro tema”.

Em causa está o projeto de requalificação das margens do Nabão, neste caso inserido na área do Plano de Pormenor do Flecheiro, numa intervenção de cerca de 4 km com objetivo de redução do efeito de cheia e modelação do terreno, dando lugar a um espaço verde de usufruto da população.

A candidatura do projeto foi construída no sentido de se criar uma grande bacia de escoamento de águas, tendo em conta a possibilidade de cheia, sendo essa a justificação para o grande movimento de terras que se vai dar na zona, sendo que o vereador e vice-presidente Hugo Cristóvão já havia explicado que aquela zona plana do Flecheiro vai descer “bastante” em níveis, até chegar à cota do rio, e criar ali uma enorme bolsa de águas.

Embora não esteja contemplado no projeto, é possível que mais tarde – uma vez que há zonas pensadas para esse fim – possa vir a ser construído um parque infantil ou outro equipamento.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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