Foto: Modo Associados

Depois de ter decidido abdicar da construção do Centro de Conhecimento e Valorização no Instituto Politécnico de Tomar (IPT) – tendo em conta o chumbo da candidatura a fundos comunitários – a Câmara Municipal pondera agora avançar com um “plano B”, para a construção desta infraestrutura noutro local, mas só se o IPT e a empresa parceira Softinsa se sentirem “confortáveis” com isso, explicou Anabela Freitas (PS), presidente da autarquia.

O tema foi levado a discussão na última reunião camarária pela vereadora Lurdes Fernandes (PSD), que fez menção ao recente discurso de João Coroado, presidente do IPT, na abertura do ano letivo, onde “novamente o Centro de Conhecimento, o tal investimento que era preponderante, importante, para o concelho de Tomar na ordem de cerca de três milhões de euros com comparticipação de fundos comunitários” e que “terá ficado pelo caminho” veio “novamente a ter vida, numa perspetiva de expetativa”, referiu a eleita do PSD.

Lurdes Fernandes questionou assim quanto à possibilidade de o Centro de Conhecimento e Valorização ainda vir a ser uma realidade, tendo em conta que existe essa expetativa da parte do Instituto Politécnico de Tomar.

Anabela Freitas fez uso da palavra, começando por adiantar que também ouviu o discurso do presidente do IPT e o “repto direto que ele fez à Câmara de Tomar”, afirmando que “para ser completamente sincera, não tenho uma posição tomada”.

“Como sabem estamos a fazer o orçamento, como sabem este investimento vem há uma série de anos no orçamento municipal, sabem que tivemos possibilidade de o concretizar no orçamento de 2022 e também sabem o que é que se passou para não o podermos concretizar. Não tenho uma decisão tomada, ainda”, disse a autarca tomarense.

Imagem do projeto. Créditos: Modo Associados

A líder do município nabantino adiantou no entanto que vai ter uma reunião em breve com o presidente do Instituto Politécnico de Tomar, “até porque podem estar aqui outras hipóteses de termos o investimento feito, realizado, noutro local e com menores custos para a autarquia”, pelo que pretende ponderar e partilhar com João Corado as alternativas em questão.

Seja qual for a decisão, no entanto, terá sempre de se envolver a empresa Softinsa, tendo em conta que a construção do edifício em questão resulta de um “comprometimento” entre e a Câmara Municipal e a Softinsa e o grupo IBM no sentido de se construir um equipamento que possa albergar mais pessoas.

Anabela Freitas garantiu assim que esta alternativa só será seriamente ponderada caso ambas as entidades estejam “confortáveis” com ela, sendo que primeiro irá sondar o IPT e, caso este se mostre de acordo, avança-se para uma “conversa conjunta” com a empresa. Se esta também estiver confortável, avançar-se-á assim para um “plano B”, o qual “traz menos custos e é de mais rápida execução para a autarquia”.

“Se nem o Instituto Politécnico de Tomar nem a empresa estiverem confortáveis com o plano B, aí retomamos o plano A e a Câmara assume esta questão”, garantiu a eleita socialista, adiantando que nesse caso é certo que se tem ou de recorrer a empréstimo bancário ou de aguardar novas candidaturas a financiamentos.

A autarquia tomarense decidiu em maio de 2022 abdicar da adjudicação do procedimento de contratação da empreitada de construção do Centro de Conhecimento e Valorização no Instituto Politécnico de Tomar (IPT), tendo em conta o chumbo da candidatura a fundos comunitários, pelo que o município não quis correr o risco de levar um procedimento de contratação pública até ao fim e depois a candidatura não ser aprovada e ter de se indemnizar o concorrente que ganhasse esse mesmo procedimento. 

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Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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