Biblioteca Municipal de Tomar. Foto arquivo: DR

Hugo Cristóvão, vice-presidente da Câmara Municipal de Tomar, afirmou que a autarquia tenta sempre encontrar soluções, ao invés de recorrer a planos B, para ser mais célebre. E dessa forma, foi agendada uma reunião com o proprietário da empresa responsável, à qual este não compareceu.

“Para nós, a partir daí, entendemos que era uma demonstração de pouca vontade para tentar solucionar o que fossem os seus problemas e, entendemos que tínhamos de avançar com um plano B”, explicou o vice-presidente.

“Acontece que na sexta-feira fomos contactados pela empresa por escrito, não só demostrando disponibilidade para reunir, mas também a dizer que tinham conseguido resolver as suas questões, e que ainda na sexta ou segunda-feira retomariam a obra, terminando-a no menor tempo possível”, adiantou.

Dada a situação, Hugo Cristóvão admitiu que a empresa é a mesma, porque acredita haver vontade e capacidade de o processo continuar, contudo, vão estar mais atentos e vigilantes. O edil notou ainda que uma deserção de obra é bastante grave para uma empresa, e que esse ato pode levar, com grande probabilidade, que a empresa fique sem alvará de obras públicas.

Na sexta-feira, dia 12 de maio, a empresa responsável pela empreitada, Calaveiras Unipessoal, Lda, retomou a sua atividade com a movimentação de materiais para o terreno, e iniciou com força de novo os seus trabalhos esta segunda-feira.

ÁUDIO | Hugo Cristóvão (PS), Vice-presidente da Câmara Municipal de Tomar

Hugo Cristóvão adiantou que “não será necessário mais que um mês para a conclusão da obra”, visto que falta apenas uma pequena parte para esta estar finalizada. Em relação a sanções ainda nada está definido e vão aguardar para que a obra esteja terminada.

De relembrar que a Câmara deu várias prorrogações ao prazo de execução. A obra começou a 12 de maio de 2022, sendo que o prazo para conclusão era de seis meses, estando assim com cerca de meio ano de atraso. No mês passado, face a um novo pedido de prorrogação à autarquia, este foi indeferido, não existindo razões para os atrasos que haviam ocorrido.

Os trabalhos englobam a requalificação da envolvente ao carvalho de grande porte (classificado como árvore de interesse público), eliminando o espelho de água e criando um novo acesso à Biblioteca, sendo que será igualmente alterado o estacionamento na Alameda dos Templários, do lado poente. O preço contratual da empreitada é de 211 mil euros.

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Diana Serra Garcia

Natural de Vila Nova da Barquinha, tem 25 anos e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior.

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