São seis as empresas que estão incubadas no SerQ – Centro de Inovação e Competências da Sertã, quatro meses após a inauguração daquele espaço empresarial.

As empresas sedeadas na incubadora empresarial do SerQ foram apresentadas recentemente, durante uma conferência de imprensa, sendo que Paulo Farinha Luís, presidente da direção daquele centro, referiu, na ocasião, que o SerQ, nesta área de negócio, está a funcionar em pleno, com os quatro espaços de incubação ocupados por seis empresas, estando três a trabalhar em regime de coworking (espaço partilhado).

Beerural, Getmood, Cofrint, Labseal, Kit Casa e Lumisense são as empresas que se encontram instaladas na incubadora empresarial do SerQ.

A Labseal é uma startup direcionada para a fabricação de aplicações móveis para IOS e Android na área da gestão, assentes na mobilidade e portabilidade. Pertence ao grupo Sendy’s/Alidata que transferiu recentemente as sedes sociais das empresas para o concelho da Sertã.

A Beerural é uma empresa do setor agrícola que apoia a produção apícola e o escoamento dos produtos, prestando consultoria em projetos e candidaturas. Desenvolve ainda atividades de educação ambiental para crianças do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico.

Por sua vez, a Getmood opera na organização de eventos e fabricação de cerveja artesanal. É responsável pelo evento PROVART – Festival de Cerveja Artesanal que conta já com duas edições realizadas. Esta empresa pretende desenvolver novas cervejas com recurso a novas receitas e evoluir no mercado da cerveja artesanal.

A Lumisense é uma empresa do sector agroalimentar, que se encontra na fase de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos para a área vitivinícola que analisará vinhos desde a qualidade da vinha à própria produção de vinho, utilizando para isso o espaço e equipamentos do fablab do SerQ. Possui parcerias com instituições de ensino superior nacionais e estrangeiras.

A Kit Casa é uma empresa do sector da construção civil com o recurso a aço leve. De construção rápida, não utiliza betão, permitindo a construção em três meses “chave na mão”, cujos modelos são desenvolvidos juntamente com o cliente. O facto de estar sedeada na incubadora do SerQ permite-lhe fazer diversos tipos de testes, para aferir a resistência dos materiais e incorporação de novos materiais na construção como disso será exemplo a madeira.

Já a Cofrint é uma empresa do sector de construção civil e vê na incubadora do SerQ uma mais-valia para chegar aos futuros clientes, tirando proveito das dinâmicas que o Centro pode proporcionar.

Paulo Farinha Luís, presidente da direção do SerQ, anunciou que para breve vão ser dadas a conhecer mais novidades relacionados com o Centro
Paulo Farinha Luís, presidente da direção do SerQ, anunciou que para breve vão ser dadas a conhecer mais novidades relacionados com o Centro

Com a área da incubação esgotada, a Câmara Municipal da Sertã anunciou recentemente a intenção de criar um pólo do SerQ em Cernache do Bonjardim, na Zona Industrial. “Trata-se de uma opção da autarquia que terá o apoio e intervenção do Centro, uma vez que entendeu criar mais espaços para empresas se instalarem no concelho e concluiu que a melhor forma de o fazer seria através do SerQ”, refere a Câmara Municipal da Sertã.

As empresas sedeadas no SerQ, para além do espaço físico, têm ao seu dispor a utilização de números de telefone e fax na documentação da empresa, receção de correio e aviso imediato de correio urgente e/ou registado, atendimento telefónico e apoio administrativo, serviços de impressão (fotocópias e impressão de textos), utilização de sala de reuniões e auditório, acesso à Internet e disponibilização de rede e servidor virtual para utilização individual.

Paulo Farinha Luís anunciou que para breve estará a apresentação de mais novidades referentes ao SerQ, conjuntamente com os seus parceiros Universidade de Coimbra e Laboratório Nacional de Engenharia Civil, “desta feita no que concerne ao Fablab e à atividade de investigação científica”.

Margarida Serôdio

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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