Mercado na Sertã. Foto: CMS

A separação do mercado diário com a feira semanal na Sertã foi um dos temas abordados no período antes da ordem do dia na reunião da Câmara Municipal realizada no dia 4 de novembro. O assunto foi introduzido pelo vereador Paulo Farinha Luís (PSD) dando conta de “uma preocupação” que é sentida por clientes e operadores económicos e que tem a ver com o mercado e a feira.

Após a inauguração das obras de requalificação do mercado municipal a 30 de setembro, feira e mercado passaram “a funcionar de forma fracionada”, quando “até há pouco tempo funcionavam em conjunto”

Na opinião do vereador da oposição, esta situação “provoca uma quebra significativa no conforto e na qualidade de quem compra e também nas vendas dos operadores económicos”.

A terminar, Paulo Farinha Luís questionou se o município “tem um plano para que tudo volte a funcionar de forma integrada e junta no mesmo espaço ou se a opção futura é o fracionamento” destas duas vertentes.

Câmara da Sertã em reunião de executivo. Foto: mediotejo.net
Intervenções do Vereador Paulo Farinha Luís (PSD) e do Presidente da Câmara, Carlos Miranda (PS)

Em resposta, o presidente da Câmara afirmou também entender que o mercado e a feira devem funcionar no mesmo espaço. “Seria benéfico para todos, quer para os vendedores quer para os munícipes. Simplesmente entendemos que neste momento não estão reunidas as condições uma vez que o estacionamento já é curto para o mercado”, justificou Carlos Miranda (PS).

“Não temos neste momento solução para estacionamento e para colocação das tendas dos feirantes”, acrescentou, reforçando a ideia de que “o mercado todo concentrado seria o ideal, seria benéfico para toda a gente”.

O autarca prometeu tudo fazer para, no mais curto espaço de tempo, reunir as condições no sentido de trazer a feira para a zona do mercado. Para isso, explicou, é necessário que se concretize o projeto da rua A logo que haja disponibilidade financeira. “Afigura-se-me difícil que a feira possa passar aqui para baixo sem esse projeto, mas entretanto temos de analisar outras possibilidades”, concluiu.

O tema do mercado voltou a ser abordado no período de intervenção do público. O cidadão Pedro Alberto identificou alguns problemas no edifício do mercado recentemente reaberto após obras de requalificação e modernização. Falou em “erros de projeto”, problemas no escoamento de águas e “graves deficiências visíveis”.

O vereador Rui Antunes (PS) reconheceu alguns problemas e garantiu ir trabalhar para melhorar as condições do mercado, até porque a obra ainda está no período de garantia. O eleito já tem uma reunião marcada com o empreiteiro para resolver problemas como o das infiltrações de água e da gestão da iluminação do edifício.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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