Quer para clientes, quer para vendedores, era natural a expectativa depois dois anos e meio em que o mercado esteve encerrado para obras de requalificação que representaram para o Município um investimento na ordem dos 700 mil euros. Ao mediotejo.net o presidente da Câmara reconheceu que “foi um parto difícil”, mas “é sempre assim, nas requalificações acaba sempre por faltar alguma coisa”.
“Queríamos abrir com a garantia de que tudo estava a funcionar e foi isso que aconteceu. O importante é que agora está aqui este espaço que tenho a certeza vai dinamizar muito a vila da Sertã e a economia local”, afirmou Carlos Miranda.
VIDEO/REPORTAGEM:
Durante o período em que decorreram as obras de modernização, os vendedores estiveram instalados no espaço da feira. Para o autarca, o ideal seria agora trazer os feirantes para perto do mercado, mas reconhece que não é fácil já que é uma zona muito condicionada em termos de espaço e estacionamento.
Entusiasmado e recebido com afetuosidade por parte dos vendedores, Carlos Miranda pretende que aquele seja “um mercado com vitalidade”, “um espaço de encontro e de convívio”, à semelhança do que acontece em algumas cidades em que os mercados funcionam, não só como zonas de comércio, mas também de cultura e lazer.
O presidente da Câmara mostra-se confiante no aumento dos clientes até porque, notou, “os mercados começaram a suscitar a atenção até de gerações que não estão tão habituadas a frequentar mercados”.

Questionado sobre as prometidas obras no mercado de Cernache do Bonjardim, o autarca reafirma a vontade de que a empreitada possa ser lançada durante o ano 2023.
Recolhidas algumas opiniões pelo mediotejo.net, alguns compradores queixam-se da falta de estacionamento, outros destacam a localização central e a maior proximidade ao centro da vila.
Dividido em três pisos, o edifício inclui no piso 1 espaços de venda de produtos regionais e hortofrutícolas, talhos e peixaria. No piso zero, ainda com alguns espaços por abrir, funcionam floristas, mas estão previstos espaços de cafetaria e outras lojas de produtos variados.
No piso -1, são os pequenos produtores locais que comercializam produtos variados oriundos das suas hortas e pomares. Aqui funciona também o gabinete do veterinário.
Quando perguntamos a alguns clientes que diferenças notam em relação ao mercado antigo a resposta é unânime: “não tem nada a ver”.
“Em termos de aspeto parece-me perfeito, está maravilhoso, digno de ser visto”, opina Ângelo Alves enquanto observa a fruta e os legumes nas bancas.
Maria Emília, cliente “desde pequena” também considera que “está bonito, sim senhor!”
“Claro que está melhor e com certeza vai atrair mais clientes”, acredita Joaquim Ruivo.
Idalina André gostava que o mercado semanal e o mercado diário funcionassem próximos. “Tudo junto estava melhor, é complicado uns lá em cima outros aqui, agora realmente, isto aqui está mais bonito, não tem nada a ver”, realça.
A mesma opinião tem Manuel Gonçalves, vendedor de 87 anos que há mais de 40 anos comercializa os produtos da sua horta.
O único vendedor de peixe, José Carlos, considera que “o mercado está diferente para melhor, está mais aconchegante”. Quanto à clientela diz esperar “que seja um bocadinho melhor do que era, temos de ter fé”.
Mais empolgada e otimista estava a vendedora Fátima Ferreira. “Está maravilhoso, está muito bem, estou muito feliz, estou satisfeitíssima”, exaltou. Acredita que o novo mercado traga mais clientes, até porque apresenta “mais higiene e mais espaço”.
Maria Luísa Farinha vende sobretudo cereja e pêssego e também pera e maçã, tudo de produção própria. Considera que “o aspeto do novo mercado é bom, é agradável, é outro ambiente, está diferente para melhor”, mas não tem certezas quanto à adesão dos clientes. “Era fundamental as pessoas aderirem”.
Na mercearia Horta dos Avós, Maria Odete, comercializa pão, compotas, mel e doces, “tudo caseiro”, como faz questão de salientar. Também não tem dúvidas de que o novo mercado atraia mais clientes.
A empreitada de requalificação do mercado contemplou a substituição da cobertura, renovação e criação de instalações sanitárias com condições de acessibilidade a cidadãos de mobilidade reduzida, execução de novos revestimentos no interior (paredes e pavimentos) e criação de novos postos de venda mais funcionais e com boas condições de higiene.
No âmbito do investimento de requalificação e modernização, foram ainda construídas rampas de inclinação em substituição das escadas, um elevador para acesso entre pisos, e foram remodelas as redes elétricas (com aplicação de luminárias em LED) e as redes de água, saneamento e águas pluviais.
























