Daniela Canha, presidente da Confraria do Bucho e Tripas. Foto: CMA

A Confraria do Bucho e Tripas do Pego, concelho de Abrantes, concretizou em 2024 mais um objetivo de preservação e divulgação da cultura local, com o lançamento do novo livro “O que é o comer?”, sobre os sabores e saberes da cozinha pegacha.

Esta pode dizer-se que é uma bíblia da gastronomia típica da Aldeia das Casas Baixas, que pretende preservar as tradições à mesa da aldeia. A obra contou com as participações de Francisco Lopes e Isilda Jana e contém testemunhos da população que deu o seu contributo ao eternizar nas páginas deste livro as receitas mais emblemáticas e autênticas da freguesia.

O livro foi apresentado no Muro da Praça, no Pego, em outubro, e teve uma segunda apresentação na Feira Nacional de Doçaria Tradicional de Abrantes, incluindo um momento de confeção de doçaria ao vivo.

Tradição de lavar as tripas do porco na ribeira. Foto: Confraria do Bucho e Tripas

Os segredos gastronómicos que fazem da aldeia do Pego “a maior tasquinha” do concelho e da região, ficam assim guardados no livro que a Confraria do Bucho e Tripas do Pego criou com intuito de divulgar e preservar este património identitário pegacho.

Foto: CMA

Este livro surge no âmbito do PDR 2020, do Portugal 2020, e é financiada pelo FEADER. A Confraria do Bucho e Tripas candidatou-se à medida Renovação das Aldeia com o projeto de criação de uma carta gastronómica do Pego (edição de livro e produção de conteúdos documentais áudio e vídeo) de forma a preservar e valorizar este património imaterial.

“O que é o comer?” pode ser adquirido junto dos confrades da Confraria do Bucho e Tripas, na junta de freguesia do Pego e na papelaria Pegolivro.

Mais informações através do email conf.bucho.tripas@gmail.com

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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