As autoridades de saúde pública decretaram esta quarta-feira, 13 de julho, um “alerta vermelho”, devido à onda de calor que assola a região, com graves consequências para a saúde, sobretudo nos idosos.
“O estado de alerta da área geográfica do ACES Médio Tejo subiu para um nível de alerta vermelho, devido às elevadas temperaturas que se têm sentido e que vão continuar nos próximos dias. Esta situação poderá condicionar, em especial nos idosos que residem em habitações insalubres, o acréscimo considerável do risco de ocorrerem complicações associadas a doenças crónicas de que padecem, ou o aumento indesejável da mortalidade nesse grupo populacional”, alerta-se num comunicado enviado às redações.
Nas atuais condições climatéricas, é preciso assegurar “o conforto térmico da população mais frágil”, avisa o ACES Médio Tejo, aconselhando a “deslocação para a residência de um familiar durante o período de tempo em que se verificar a ocorrência do calor excessivo” ou o recurso aos “abrigos temporários de livre acesso, sempre que a habitação não tenha capacidade de baixar a temperatura ambiente”.
“Deverão ser contactadas as juntas de freguesia, as quais informarão a localização destes locais e articularão com a população a deslocação para os mesmos”, explica o ACES Médio Tejo.
O mediotejo.net está a recolher essa informação concelho a concelho, para a disponibilizar assim que possível.
Anabela Freitas, presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, explicou ao mediotejo.net o que acontece no terreno com a entrada em vigor deste alerta vermelho, na área da Saúde, que se junta ao alerta vermelho do IPMA, emitido ontem e até dia 15 de julho.
“Quando a saúde passa para aviso vermelho temos de acionar o Plano de Intervenção de Ondas de Calor e há um conjunto de atores no terreno, nomeadamente o ACES, o Centro Hospitalar, a Segurança Social, a Proteção Civil, os Bombeiros, a Cruz Vermelha, a GNR, PSP, que têm de efetuar um conjunto de procedimentos. Desde logo o Plano identifica quais são os grupos vulneráveis: crianças, idosos que vivam sozinhos, pessoas acamadas, portadores de doenças crónicas, por exemplo, e a partir deste momento todos têm de trabalhar em conjunto para implementar o que está definido no Plano”, explica Anabela Freitas.
Ou seja, “tem que haver uma monitorização destes grupos considerados vulneráveis, no sentido de poder haver necessidade de retirá-los das suas habitações, no caso destas não terem condições de arrefecimento”.
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