Sardoal, abril de 2019 (Quinta-feira Santa). Fotografia: Paulo Jorge de Sousa

O Município de Sardoal vai apresentar no dia 25 de setembro, pelas 18h30, no Centro Cultural Gil Vicente, o Arquivo da Memória – um projeto que tem vindo a ser desenvolvido desde 2013 e que tem como principais objetivos preservar, registar e documentar a memória daquilo que são, por exemplo, as festividades, tradições, gastronomia, pessoas, profissões, cultura e arte ou património de Sardoal.

Este projeto dá principal enfoque a registos fotográficos, documentos antigos, vídeos disponíveis na plataforma Youtube e entrevistas em vídeo que têm vindo a ser feitas nos últimos anos. Algum deste trabalho já teve o seu reflexo em exposições no espaço Cá da Terra, como é o caso das tradições ligadas à malaria, à extração de resina, ao azeite ou à olaria.

Resumindo, trata-se de construir a Memória do Sardoal e dos sardoalenses, recorrendo, muitas vezes, à história contada na primeira pessoa por aqueles que, tendo já idade avançada, guardam conhecimento digno de ser perpetuado, tendo a autarquia feito notar que “a identidade de um povo, de uma região, de um concelho constrói-se a partir da sua história, das suas tradições, das suas gentes e da sua cultura”.

“É no conjunto destes elementos e da sua interligação que reside a essência daquilo que é enquanto comunidade e “é com base na consciência desta importância” que o Município de Sardoal tem vindo a desenvolver um trabalho de fundo por forma a perpetuar as memórias daqueles que contribuem para a constante construção da história do território, lê-se em nota de imprensa.

O Arquivo da Memória estará disponível, a partir de 25 de setembro, numa plataforma digital acessível a todos, sendo que esta plataforma é dinâmica e estará em constante atualização e crescimento ao nível de conteúdos, preservando e conservando para a posteridade aquilo que constrói os sardoalenses enquanto coletivo.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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